sexta-feira, março 31, 2006

terça-feira, março 28, 2006

O tal do Regulamento

Muita gente que está interessada em participar da eleição da Gata da Imprensa Rondoniense quer saber como vai ser a escolha, o método para definir a primeiríssima colocada. Bom, aí vai o tal do Regulamento:

01) Qualquer internauta pode participar e incluir suas candidatas prediletas, de qualquer parte do Estado. O importante é colocar o nome e um sobrenome da profissional e dizer onde ela trabalha (empresa e município). Se puder, podem mandar as fotos das gatas, pois é melhor ainda;

02) O votante (eleitor) deverá também dizer seu primeiro nome e sobrenome (e pseudônimo, se tiver) e também revelar sua profissão, aonde trabalha e o município;

03) As sugestões são muitas e sempre surgem mais candidatas apontadas pelos jornalistas. Mas a lista é de apenas 10 candidatas (Top 10) e deve obedecer a ordem decrescente na sua apresentação, ou seja, a primeira a ser listada, na linha de cima, será a que estará em 10º lugar na sua preferência. Em seguida (na linha de baixo) vem a 9ª colocada e assim sucessivamente, até chegar à primeira colocada, a que o eleitor acredita ser a mais bonita de todas;

04) Nenhuma das virtuais candidatas será desclassificada ou será retirada do certame, mesmo que ela peça ou implore. O concurso não abre brechas para as candidatas apontadas pelos homens que não queiram participar, afinal, o que vale aqui é a palavra dos homens e contra os jornalistas, ninguém vai. E tem mais... este é um blog feito por um jornalista machista até o “bagos”;

05) Não importa se a candidata sugerida é chata, metida, arrogante, tola, vendida, vadia, boca suja, intrometida, mala sem alça ou se não sabe escrever um texto que preste. O que importa aqui é beleza física, só isso e nada mais. Portanto, não serão aceitas as inscrições (sugestões) dos colegas se a candidata não preencher os requisitos mínimos de beleza. Bagulhada aqui não entra!

06) Não serão aceitas as listas das 10 Mais de quem não atender aos requisitos expostos nos 5 primeiros tópicos deste Regulamento;

07) Os critérios para a seleção final serão os seguintes: Cada posição da lista é determinada por uma pontuação. Veja abaixo:

10ª colocação (1 ponto)
9ª colocação (2 pontos)
8ª colocação (3 pontos)
7ª colocação (4 pontos)
6ª colocação (5 pontos)
5ª colocação (6 pontos)
4ª colocação (7 pontos)
3ª colocação (8 pontos)
2ª colocação (9 pontos)
1ª colocação (10 pontos)

08) Portanto, o concurso será definido na questão da "regularidade" (parece Enduro), ou seja, quem for votada - na opinião individual dos votantes - por mais vezes nos primeiros lugares, terá mais chance de ser a vencedora, pois vai conquistar o maior número de pontos possíveis.

09) Mas nem sempre o primeiro lugar vai decidir a parada. Veja um exemplo: A candidata "X" ficou (seguindo as listas de 10 possíveis eleitores) por três vezes no 1º lugar e as sete restantes oscilou entre a 6ª e 10ª posição (3 vezes na 6ª e 4 vezes na 10ª - cada um tem seu gosto). Assim, ela ficará com 30 pontos das vezes que foi indicada a 1ª colocação, mais 15 das 6ªs colocações e 4 pontos das 10ªs colocações. Serão 30 + 15 + 4 = 49 pontos. No entanto, a candidata “Y” ficou 4 vezes na 3ª colocação, 2 vezes na 4ª e mais 4 vezes na 5ª. Portanto, ficará com 32 pontos das 3ªs colocações, 14 pontos da 4ªs colocações e mais 24 pontos das 5ªs colocações. Assim 32 + 14 + 24 = 70 pontos, superando a candidata “X”, que foi indicada por três vezes na 1ª colocação. A regra é clara!

10) A comissão organizadora do concurso ainda está definindo uma espécie de “premiação” para a vencedora, mas adianta que não será nada em dinheiro.
Podem esquecer!

As listas dos interessados em votar devem ser enviadas ao e-mail rondineligonzalez@uol.com.br ou rondineligonzalez@gmail.com.
Um aviso: Participa quem quiser. Quem vier frescar, vai ser sacaneado aqui mesmo no blog e até mesmo na coluna do J. Vasquez (arre égua)!
A comissão organizadora (eu... e só eu) deseja a todos os eleitores um bom e sincero voto e às candidatas, boa sorte! O que vale aqui é a diversão e o bom humor.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Net boa

Mudando um pouco o estilo, vamos falar aqui de internet. Quem nunca viu um computador ficar lento demais mesmo este sendo uma super máquina como um Pentium 4 com 512 MB de memória Ram? Pois bem... muitas vezes trata-se dos famosos malwares (spywares, adwares, trojans, keyloggers, hijacks) e outras pragas virtuais que se instalaram silenciosamente no micro e deixando a performance do P4 como a de um XT da época do Ronald Reagan. Para isso, basta utilizar um antivírus atualizado (quase todos os dias tem atualizacao nova) como o AVG e Avast - ambos gratuitos e em português - ter instalado um bom firewall (programa que impede as invasões de pessoas mal intencionadas e programas hostis) como o Zone Alarm (o melhor, na minha opinião e, ainda de graça) e ter ainda, pelo menos, o Ad Aware, o Spybot Search & Destroy e o Microsoft Antispyware na máquina. Estes três programinhas, que também são freeware (gratuitos) e que tem diversas atualizações, podem tirar todo o tipo de porcaria que os antivírus não encontram. É só passar os programas que, com certeza, você encontrará um monte de lixo que se instalou sem você notar, mudando a página inicial do navegador (geralmente para páginas de conteúdo pornô), instalando programinhas que você nunca ouviu falar e deixando sua máquina uma verdadeira carroça. Se você utilizar o Windows XP com Service Pack 2 é melhor ainda, pois já vem com um eficiente bloqueador de pop-ups (aquelas janelinhas que abrem sem você mandar) e um firewall pronto. Seguindo essas orientações, você não estará 100% livre das pragas virtuais, mas vai estar mais seguro e limpo pra ter uma excelente navegação com a velocidade normal oferecida pelo seu equipamento. Depois, é só alegria.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Pleonasmos

Esta lista é do professor Pasquale... Veja como falamos errado tantas vezes e nem percebemos. Já acostumamos...

01) Planos ou projetos para o futuro. Você conhece alguém que faz planos para o passado? Só se for o Michael Fox no filme "De volta para o Futuro".
02) Criar novos empregos. Ora, bolas, alguém consegue criar algo velho?
03) Habitat natural. Todo habitat é natural; consulte um dicionário.
04) Prefeitura Municipal. No Brasil só existem prefeituras nos municípios. Aliás, ainda bem!05) Conviver junto. É possível conviver separadamente?
06) Sua autobiografia. Se é autobiografia, já é sua.
07) Sorriso nos lábios. Já viu sorriso no umbigo? (eu ja vi nos olhos - esta não vale)
08) Goteira no teto. No chão é impossível!
09) Estrelas do céu. Paramos à noite para contemplar o lindo brilho das estrelas do mar?
10) General do Exército. Só existem generais no Exército; Brigadeiro da Aeronáutica. Só existem brigadeiros na Aeronáutica; Almirante da Marinha. Só existem almirantes na Marinha.
11) Manter o mesmo time. Pode-se manter outro time? Nem o Felipão consegue!
12) Labaredas de fogo. De que mais as labaredas poderiam ser? De água?
13) Pequenos detalhes. Se é detalhe, então já é pequeno. Existem grandes detalhes?
14) Erário público. O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta!
15) Despesas com gastos. Despesas e gastos sao sinônimos!
16) Encarar de frente. Você conhece alguém que encara de costas ou de lado?
17) Monopólio exclusivo. Ora, pílulas, se é monopólio, já é total ou exclusivo...
18) Ganhar grátis. Alguém ganha pagando?
19) Países do mundo. E de onde mais podem ser os países?
20) Viúva do falecido. Até prova em contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido.
21) Acordo Amigável. Se é acordo, só pode ser amigável.

terça-feira, novembro 01, 2005

Como é que é??!

Tenho lido muita coisa na internet tratando do polêmico assunto da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista. Bem, passei mais de 45 minutos só lendo um texto de um jornalista chamado Eduardo Ribeiro e, em seguida, alguns dos inúmeros comentários de jornalistas – formados ou não – acerca de seu arrebatado texto intitulado “E agora, juíza? Quem paga o prejuízo?” As opiniões, obviamente, divergem muito, pois cada um dos representantes dos “estudantes” e dos “precários” expõe de maneira clara, sucinta e até mesmo cômica, seus fundamentos. Em outro site local, li também a refutação de um senhor chamado Daniel Oliveira da Paixão, contrariando a intensa defesa dos ditos “formados” ou “formandos” ao maldito canudo.
O que se tem em vista é um embate parecido com o que fora colocado em questão à época do malfadado referendo da proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. Ou seja, complicado e confuso até o último suspiro de cada um dos defensores ou algozes do diploma. Mas, como jornalista – e já assumo que não sou formado – não poderia deixar esse assunto passar em branco. Então, é isso, caros colegas, formados ou não, agora farei, de maneira totalmente particular, um breve (não tão breve assim) comentário sobre este assunto que tanto aflige a humanidade. Lembrem-se de que estamos num blog, comandado por um egocêntrico, reacionário e subversivo dublê de jornalista. Aqui, adotamos apenas slogans de figurinhas como o Coisa (Quarteto Fantástico) e Wolverine (X-Men), algo do tipo... “É HORA DO PAU!!!!”

Na semana passada, segundo o site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Brasil parou para acompanhar a votação do caso da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Essa obrigatoriedade tinha sido extinta em meados de outubro de 2001, quando a juíza Carla Rister, do Tribunal Regional Federal de São Paulo da 3ª Região, concedeu liminar que acabava com a exigência do curso superior de Jornalismo para quem realmente precisava atuar e que tivesse capacidade para tanto, a exemplo do que acontece em países como Estados Unidos e Japão. Mas, na última sexta-feira, os juízes Manoel Álvares, Salete Nascimento e Alda Basto, derrubaram a liminar e deram a vitória aos jornalistas formados, aos professores e alunos dos cursos de Jornalismo. A comemoração foi tanta que até mesmo em Estados onde a maioria dos jornalistas ativos são provisionados – não possuem o curso superior – houve entusiasmo exacerbado.
Mas abordemos os detalhes: De acordo com um trecho de um artigo transcrito do jornal Folha de S. Paulo - 12/5/03 e publicado no site da revista Consultor Jurídico no dia 12 de maio do mesmo ano, “...A "Carta pela Imprensa Livre", estabelecida pelo Comitê Mundial pela Liberdade de Imprensa (WFPC), em Londres, em 1987, afirma explicitamente: "Devem ser eliminadas as restrições por meio de regulamentação ou de outros procedimentos de certificação ao livre acesso ao campo do jornalismo ou sobre sua prática". Esse documento, assim como outros de igual teor, como a Declaração de Chapultepec, de 1994, da Sociedade Interamericana de Imprensa, é enfatizado no "Relatório Mundial sobre a Comunicação 98", da Unesco. No plano jurídico, essa exigência também é absurda. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo foi estabelecida pelo decreto-lei 972, de 1969. Baixado pela Junta Militar, que governou o país com o Congresso Nacional fechado, seu texto não mostra apoio em nenhuma Constituição ou lei, exceto nos já revogados AI 5 e AI 16. Por isso, esse dispositivo já foi repudiado por juristas dos mais respeitados do país...”
Como podem ver, caros colegas, não fui eu quem escreveu isso. Tenho internet em casa e posso garimpar essas pérolas pelo Google. De qualquer forma, não quero dizer agora que o diploma seja inútil, mas não defendo a tese de que quem o tem está “completamente” capacitado para ser um jornalista de verdade, honesto, com credibilidade e experiência de vida para isso. Ora, se for assim, o que acontecerá com os renomados jornalistas que o Brasil possui? Aqui em Rondônia, nestes meus quase 9 anos de imprensa, conheci verdadeiros mestres das palavras, que sabem, como ninguém, expressar suas idéias e passar a quem realmente interessa – o leitor – uma opinião séria, comprometida com a verdade, com a ética e, quem sabe, até mesmo com a linguagem de um povo. Ou vocês não repararam o quão eloqüente são os textos daqueles nossos conhecidos jornalistas veteranos, de barbas e cabelos brancos, corpos já deformados pelo tempo e pelo incessante trabalho (tem o fator álcool e tabaco também)? Eles são venerados principalmente por esses cordeirinhos artificiais que defendem 4 anos de ralação de bunda nos bancos de academias caça-níqueis e, principalmente, de um pedaço de papel que possa lhe garantir uma vaga neste sufocado mercado da mídia.
Peço vênia, contudo, para explanar meus conhecimentos de pessoas com quem tenho atuado nesta imprensa rondoniense. Pôxa!... esses caras que não têm o diploma, possuem, no mínimo, mais de 25 anos de experiência na profissão e isso não deve ser jogado na lata de lixo, e sim resguardado. Conheço caras que sequer possuem o Ensino Médio completo e escrevem melhor do que alguns jornalistas que arrotam a formação em nossa cara mas, na prática, possuem textos semelhantes aos de crianças do Fundamental ou até de apenados do Urso Branco. Daí eu pergunto: Vale a pena possuir um diploma e não ter o conhecimento prático, a experiência de vida, o conhecimento do cotidiano, a retórica tão necessária em textos, a empatia com o público e, especialmente, com os entrevistados?
Tem mais... não quero aqui defender que qualquer cavador de poço – por mais que possua inteligência mediana – se transforme em um jornalista da noite pro dia. O que defendo é o direito à liberdade de expressão dada a qualquer cidadão e isso, sabemos, pode ser feito através de bate papo em barzinhos, em debates de escolas primárias, em blogs, em sites pessoais e, por que não, em um jornal? Claro que não vamos colocar um bóia fria qualquer para ser nosso âncora, nosso Clark Kent ou Lois Lane – acredito que nenhum dono de jornal, em sã consciência, faria esse papelão – mas devemos saber que não basta ter o conhecimento técnico e alguns trabalhos apresentados às pressas (por que temos uma festinha mais tarde com os amigos) nas salas das faculdades para sermos considerados os “feras” do jornalismo.
Não quero também contrariar os colegas que estão na faculdade completando o curso de jornalismo. Este curso, assim como os demais, deve ser valorizado, até porque, em muitos casos, possui um alto custo nos 4 anos de graduação. Mas devemos saber que o mercado é formado por feras, gente que já está na lida há muito tempo e que, com certeza, podem até mesmo dar aulas de jornalismo aos professores que hoje estão lhe ensinando nestas academias. Por falar em dar aulas... quem instituiu o diploma? Qualquer diploma, seja ele de qualquer curso superior? Será que os grandes gênios da humanidade, os grandes pensadores, filósofos, escritores, pintores, cineastas, físicos e inventores possuíam algum diploma quando deixaram seus legados para os dias de hoje? Esses mesmos legados que hoje são abastados nas universidades? Ora, não sejamos tolos! Não quero dizer com isso que um médico, um dentista, um advogado, um engenheiro, um juiz de direito não tenha a obrigação de possuir o diploma. O que quero é dizer que o diploma de jornalismo não é um fim, mas um meio. Um meio de arrumar um emprego? Você, gatinha, que está fazendo jornalismo em Rondônia, só porque tem um rostinho bonito, um peitinho em forma de mamão ainda não colhido e uma bundinha empinada, acha mesmo que terá chance contra os mestres que fundaram a Imprensa neste Estado? Me diga... você pagou em média R$ 400 mensais durante quatro anos (R$ 19.200) para se formar e... finalmente, se contratada, vai ganhar um piso salarial de R$ 920? Isso é menos do que ganha um motorista de ônibus coletivo de Porto Velho.
Só para iniciar o fim deste artigo, quero lembrar a todos que a vitória dos pró-diplomas é provisória. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal e, lá, eu quero ver se vamos regredir assim como os países que exigem o canudo e não mostram qualidade e ética em seus “profissionais”. Por falar em ética, alguém aí sabe se essa palavra existe ou é aplicada no jornalismo tupiniquim? Como diz aquela voz no programa do Dalton: “Sei não, hein?” Por enquanto, é bom abaixar o facho e não começar a caçar os precários. O que o Ministério Público do Trabalho pode, agora, é apenas impedir que novos registros precários sejam expedidos. Nada de perseguição, entendeu? Ainda há muita água pra rolar por debaixo da ponte.
Ah, quase ia me esquecendo... se o diploma for obrigatório para ser jornalista, isso quer dizer que basta eu comprar uma máquina digital, sair por aí dizendo que sou repórter-fotográfico ou, também, saber técnicas de linhas cruzadas ou saber mexer no Quark ou Pagemaker para me intitular diagramador e, em ambos os casos, garantir uma carteira de jornalista “definitivo” expedida pela Fenaj e, conseqüentemente, ter direito a perceber o mesmo salário daquele que (há, há, há), gastou uma nota preta e se lascou durante 4 anos só pra ter o diploma? Se for assim, paro de reclamar agora!