quarta-feira, março 21, 2007

Orkut, Pernambuco, Boné 3, Morte, Tucura e MSN

E daí?
O senador Valdir Raupp de Mattos agora tem uma comunidade no Orkut, maior rede de relacionamentos da grande rede. A notícia eu vi no blog de um amigo. Mas, eu pergunto: E daí? Grandis coisa! Se eu posso ter um blog porque um cara que tem o sobrenome do senador não poderia criar uma comunidade para puxar o saco dele no Orkut? Óhhhhhh!!!

Não fui eu quem disse
O prefeito de Candeias do Jamari, Chico Pernambuco é um dos maiores “vagal” da política rondoniense e não se sabe até agora que mal acometeu aquela população que voltou a votar nessa íngua. A declaração partiu de alguns de seus antigos assessores e formiguinhas, que dizem nunca ter visto o careca pistoleiro dar um prego numa barra de sabão. A notícia é confirmada com o abandono do Complexo Turístico que havia sido instalado pelo então prefeito Garçon. Situação pior se vê nas ruas de Candeias, que alguns até já apelidaram de Beco do Crime (onde o pai do Batman morreu) devido à escuridão que impera por falta de iluminação pública.

Boné 3
O deputado estadual Alex Testoni tem toda razão para fazer questão de usar o seu boné. É que aquele implante, que mais parece uma peruca, o deixou parecido com o ex-governador Ângelo Angelin e essa referência ele não gosta de ouvir. Mas, com o boné, ele tá parecendo mais um garimpeiro que acabou de amanhecer nos forrozões da vida.

Ameaça de morte
Primeiro veio o Testoni, que alugou alguns “leões de chácara” para cuidar de sua integridade física depois que ele disse ter recebido ameaças de morte. Agora vem o genérico do Roberto Justus, o Neodi Carlos, dizer que também estão ameaçando tirar sua vida. Não sei se é verdade que isso esteja mesmo acontecendo, mas eu vivo sendo ameaçado e nem por isso saio por aí dando uma de coitado. Quem tem medo de cagar não come!

Tucura
Parece que o deputado estadual Valdivino Tucura finalmente se calou após a besteirada que fez ao declarar ser a favor do empreguismo de parentes ao mesmo tempo em que repudia o nepotismo. Ninguém fala mais nada, mas adianto aqui que muitas pérolas ainda virão de uma legislatura formada por nomes como Tucura, Paraíba, Tiziu e Miotto. Ôh, povinho para votar em gente escrota.

MSN
Certa vez ouvi de uma amiga a informação de que ela namorava um cara pelo MSN há mais de seis meses. Isso me deixou intrigado, pois até onde eu saiba (ou imagine), namorar pelo MSN é a mesma coisa que participar de uma casa de swing, tamanha é a troca de casais e orgias (em palavras) ao mesmo tempo. Eu é que não quero namorar ninguém pelo MSN ou qualquer outra forma de internet, pois não nasci pra ser voyeur nem corno virtual.

terça-feira, março 20, 2007

Garçom para sempre

Esta charge não pode ser copiada nem reproduzida para nenhum outro fim, a menos que haja autorização do autor.

segunda-feira, março 19, 2007

Sinjor vai fechar as portas

"Estou anunciando que o Sinjor vai fechar as portas, em definitivo. Motivo: Ninguém aparece!" A frase foi escrita agora há pouco pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia (Sinjor) a este blogueiro - que também faz parte da atual diretoria - através do MSN Messenger. E ele continuou: "Não tem mais reunião, não tem mais assembléia, não tem mais faturamento e os custos do sindicato são altíssimos", disparou.
Parece que o Sinjor vai viver mesmo só de lembranças iguais a que o site O Observador colocou no ar. Lamentável!
Brincadeiras à parte, Marcos Grutzmacher disparou: "Cara, mas tem hora que dá vontade de fazer isso mesmo."

Notas de início de semana

OVNI é o cérebro dos malucos
O assunto de um suposto OVNI (Objeto Voador Não-Identificado) que teria caído no município de Cacoal continua tomando espaço nos sites e jornais impressos de Rondônia. No entanto, ao que tudo indica, tudo não passou de invenção de alguns lunáticos de plantão. Já existem matérias que comprovam – pelo menos tentam – que tudo não passou de um fenômeno raro, mas da própria natureza. O problema é que a continuação das matérias deixa no ar o sentimento de despreocupação com a inteligência do leitor, que tem mais com o que se importar. Deixemos essas invencionices de lado e valorizemos mais os leitores, pelo menos os que continuam fiéis a nós.

Bomba!
O jornalista Roberto Kuppé não se fez de rogado e publicou em seu blog (www.robertokuppe.com) uma espécie de dossiê do que seria um dos maiores escândalos eleitorais de Rondônia. Com notas bem elaboradas, o jornalista candango tenta detalhar um amplo esquema que estaria por trás da eleição do senador Expedito Júnior, seu inimigo declarado. Aos leitores mais “investigativos” e interessados na vida política do Estado o texto dividido em tópicos pode servir como uma leitura interessante, mesmo considerando que se trata de uma obra da blogosfera.

Boné 2
E continua dando o que falar o boné do deputado Alex Testoni. Realmente existem matérias mais importantes para se comentar, mas esse lance de boné em deputado é o fim da picada! Todo mundo está vendo que o cara só que aparecer. Aliás, ele parece ser daqueles que bate no peito e diz “sou feio mas tô na moda!” Fazer o quê?

Sem importância
Tudo bem que começo de ano as coisas são mesmo fracas e no jornalismo sempre faltam assuntos, mas daí dá importância para coisas triviais ou inventadas é demais. Atualmente no jornalismo local são poucos os assuntos que valem a pena abordar – ou ninguém quer abordar. Por enquanto, temos que nos contentar com as tendências “OVNI em Cacoal”, “Shopping Center’s”, “Boné do Testoni”, “Chiqueirinho”, “Nepotismo Vargas”, “Dicionário Tucura” e “Calote do Jerico”. E meus leitores ainda vêm me questionar qualidade.

Sinjor
“Agora descubro que o Sinjor nasceu de uma associação mantida e formada também por patrões... não é à toa que o jornalismo aqui é assim, não é?” A indagação é de uma colega minha que faz referência dos primórdios da então Associação de Imprensa de Rondônia ao comportamento patronal de alguns colegas que hoje atuam de maneira irresponsável perante os incrédulos leitores. Tá vendo?

sábado, março 17, 2007

Ah, eu tô maluco!


Em nome de Cristo, mas o que deu nesse deputado Valdivino Tucura? Será que o dicionário dele é diferente dos do resto do planeta? O cara disse numa rádio que é totalmente contra o nepotismo e por isso mesmo defende a contratação do pai, dos filhos, dos netos, mãe e toda família dele, como se isso fosse o oposto do nepotismo. Para ele, nepotismo seria contratar pessoas alheias a ele, que ele não conhecesse. Ora, se isso acontecesse, não seria nepotismo e sim uma contratação normal, lícita perante os olhos da sociedade. Mas parece que o goró que o cidadão tomou estava batizado, só pode. Tá doido ou será que todos nós é que não sabemos aplicar a hermenêutica correta para o “pai dos burros”? Cara, me deu até um frio na espinha quando ouvi a entrevista. Não senti minhas pernas por alguns segundos. Eu, hein? Sai pra lá, coisa ruim! Dãããã!!?

sexta-feira, março 16, 2007

Boné da discórdia

A questão do boné do deputado milionário Alex Testoni é só mais uma mostra do quanto de qualidade os eleitores utilizam no momento do voto. Agora temos que ser representados por mais um caipira que faz questão de ser espalhafatoso no modo de vestir. Mas o boné ainda vai, assim como acontece com o governador Ivo Cassol com seu chapéu de coronel feudal. Só que ninguém reparou mesmo foi na camisa utilizada por Testoni na entrevista que concedeu, na quarta-feira passada, na Rádio Rondônia. O que é aquilo? Camisa da Guess? Caríssima ainda por cima? Mas será que não dava para escolher uma mais discreta? Aquilo parece coisa de garimpeiro que acabou de sair do forró. Quem é o estilista desse cidadão? O Jatobá ou o Tiririca?

Bem cuidado o cacete!

Informações desencontradas continuam deixando a população revoltada com o que poderia ter acontecido com o braçal Lourenço Ferreira dos Santos, 22 anos, um safado que estuprou a enteada, uma criança de apenas 2 anos de idade, na semana passada. A criança, obviamente, morreu com o ato animalesco do monstro e a família e toda a sociedade de bem de Porto Velho, está revoltada. O pior é que, de acordo com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seapen), o covarde estaria preso numa cela separada das demais, dentro do Urso Branco, com a desculpa de que ele deverá ter sua integridade física resguardada, já que todo mundo sabe o que acontece com estupradores dentro das cadeias e penitenciárias. Outras informações dão conta de que ele já teria virado “sacola” dentro do presídio, sendo estuprado por dezenas de presos que, não satisfeitos com o castigo, ainda enfiaram uma garrafa de Coca-Cola de dois litros no fiofó do invertebrado.
Só que tudo isso não passa de confusão, pois ninguém mesmo sabe (ou finge não saber) o que realmente aconteceu com Lourenço. Se foi currado seria normal considerando as leis dentro da população carcerária. O problema maior é deixar no ar a dúvida de que ele estaria sendo protegido pelo sistema. Se isso realmente estiver acontecendo, a pergunta que se faz é: por que ele pode ser protegido pelas autoridades, mesmo depois do ato brutal que promoveu? Ora, todo o estuprador deve receber a pena adequada dada pelos detentos, como forma de vingança da sociedade. Por que então esse filho do cão teria proteção? Será que ele é diferente dos outros? Será que ele tem Aids? Ou será que ele é parente de algum figurão da cidade? Isso não está me cheirando nada bem.
Aliás, mesmo sendo um cidadão de bem, o sentimento de revolta com esse maldito me faria picotá-lo, deixando-o em uma situação bem pior do que as armadilhas de Jigsaw (Jogos Mortais) ou das canibalices do doutor Hannibal Lecter.

quarta-feira, março 14, 2007

Deputado Jair Miotto tenta burlar Lei e pratica o “nepotismo cruzado”

Tentando escapar da Lei do Nepotismo, o deputado Jair Mioto indicou seu cunhado, Paulo Prata, para ocupar cargo comissionado na Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A indicação está gerando sérios problemas para a instituição, haja vista que a pressão do parlamentar é muito grande naquela secretaria.

“Como ele não pode nomear seu parente na Assembléia Legislativa, o deputado procurou a Seduc para “alojar” seu cunhado, dando mais uma demonstração que a Casa de Leis continua com os velhos vícios do passado, a exemplo dos deputados da última legislatura que foram parar nas manchetes da mídia nacional acusados de corrupção, entre outros crimes capitulados no Código Penal”, disse a fonte que procurou a reportagem.

Nos corredores da Seduc, por exemplo, o caso já se transformou em um grande escândalo, podendo, inclusive, arranhar ainda mais a imagem do Governo de Rondônia, uma vez que o nome do governador Ivo Cassol está em jogo. “É bom o secretário ficar alerta para essa questão de nepotismo cruzado”, disse o entrevistado.

Fonte: Viamazonia.com

segunda-feira, março 12, 2007

Decifrando as pirraças entre jornais e jornalistas

Taí um assunto que não gostaria de abordar mas, depois de tanta insistência de alguns ditos fiéis leitores deste blog, resolvi pelo menos tentar explicar o por quê de tantas brigas entre jornais e jornalistas de Rondônia. Após uma longa espera da inspiração, encontrei algo que possa ser colocado como explicação dessas picuinhas que se sucedem quase que semanalmente na atualidade. São cinco itens básicos, mas que mostram tudo sobre o genoma desse divertido sitcom virtual: 1) soberba; 2) credibilidade; 3) indiferença profissional; 4) autonomia e 5) sobrevivência.

1) SOBERBA: A soberba é típica de pelo menos 90% dos jornalistas em qualquer parte do mundo. Nenhum jornalista gosta de ser criticado, de ser satirizado, ridicularizado ou humilhado. O perfil de ser o dono da razão ou de ser um semideus está em cada um deles. Como dita o próprio “pai dos burros”, soberba quer dizer “Orgulho excessivo; altivez, arrogância, presunção...”. Então mexer com jornalista é ter a certeza de que vai ter revide e, geralmente, em proporções desmedidas. Pior é quando a guerra é entre dois ou mais jornalistas. Sai de baixo!

2) CREDIBILIDADE: Todo jornalista que se preza e todo o dono de jornal mantém uma eterna luta pela credibilidade, seja ela individual ou corporativa. O que se leva para as páginas de jornais e nas webpages é tudo aquilo em que seus autores apostam que será absorvido com louvor pelos seus leitores/internautas. Nessa hora, fica a critério dos leitores definir (ou escolher mesmo) quem está falando a verdade, quem tem mais moral para isso ou quem tem mais fé pública para mexer nestas feridas cancerígenas. A credibilidade, a ética jornalística e a lisura das matérias são coisas que deixaram de servir como meio, pois agora servem como armas para esses gladiadores.

3) INDIFERENÇA PROFISSIONAL: A partir do momento em que dois ou mais representantes da imprensa começam a se digladiar publicamente fica nítida a falta de preocupação com a profissão, pois se coloca acima dessa bandeira o estandarte do orgulho pessoal e, doravante, o que se vê são performances tomadas por impulso, ira e intolerância. Nos momentos de cólera, ficam de lado os preceitos de ética e de moralismo profissional. O pior é que essa indiferença profissional acabou, a meu ver, se tornando uma doença crônica no metíe jornalístico tupiniquim. Não é à toa que a classe jornalística de Rondônia é conhecida como a mais desunida de todas.

4) AUTONOMIA: Esse é um dos fatores fundamentais para justificar tantas pendengas entre escribas locais e, principalmente, alguns empresários da comunicação. O mercado de jornalismo em Rondônia está abastado há muito tempo. Em Porto Velho - maior cenário da mídia estadual - a situação é ainda mais agonizante, pois com a falência explícita de tantos gigantes da comunicação e o advento das faculdades de jornalismo, as turmas de “recém-focas” estão invadindo as redações do jornalismo impresso e televisivo e, com a conseqüente migração dos veteranos (com até 10 anos de profissão) e medalhões (com mais de 25 de janela) para o jornalismo eletrônico, o número de jornalistas que respondem por seus próprios atos aumentou vertiginosamente. Logo, aqueles que um dia não puderam expressar seus sentimentos nos jornais em que trabalhavam como operários agora poderão extravasar, sem dó nem piedade, toda sua retórica recolhida durante anos. Infelizmente, como se pode perceber, nem sempre esse conhecimento é colocado de forma elegante perante os olhos de milhares de leitores.
Assim, fica evidente que, pelo menos por enquanto, não veremos uma sangrenta batalha gramatical entre Marcela Ximenes e Leivinha Oliveira (até porque não faz o estilo deles, acredito).

5) SOBREVIVÊNCIA: Chegamos ao diagnóstico pleno dessa doença. Apesar de muitos quererem creditar ao comportamento supostamente “ilícito” praticado por cada um dos envolvidos junto ao poder público é, notadamente, a questão da sobrevivência que induz esses nobres jornalistas a se jurarem de morte diante dos olhos abismados dos leitores, esses mesmos leitores que deveriam ser tratados como fim, não como coadjuvantes. Ora, todo mundo sabe que nenhuma empresa jornalística (em Rondônia, assim como em todo o Brasil) sobrevive sem a mídia institucional do Governo, da União, das prefeituras, da Assembléia Legislativa e até das Câmaras de Vereadores. É tolice acreditar que um jornal hoje se mantém apenas com o faturamento de classificados, de assinantes ou de alguns anúncios que podem ser caros (impresso) ou extremamente irrisórios (sites). Sem os famosos contratos de publicidade, qualquer empresa, seja ela grande ou pequena, vai literalmente “pro vinagre” e é aí que entra a máxima da sobrevivência: defendo até a morte o que me mantém vivo! Ou será que nenhum de vocês notou que as brigas entre os jornalistas e donos de jornais começam, na maioria das vezes, por conta de divergências entre os seus “padrinhos”? Para falar a verdade, apesar de serem desunidos, os jornalistas são como qualquer outro ser humano, têm suas virtudes e seus defeitos, falam mal um do outro constantemente assim como fazem os médicos, os advogados, os policiais, os professores, os políticos, os jogadores de futebol, as garotas de programa... e por aí vai. O que conta nesta triste situação a que me refiro é simplesmente a sobrevivência. Aliás, têm um fundo de verdade o que disse, certa vez, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia, Marcos Grutzmacher: “Você não vê um jornalista defendendo o Sinjor, só metendo o pau. Agora para defender outros sindicatos e políticos, os caras brigam até com a mãe!”

Está dado o recado e espero ter ajudado aos mais “ingênuos”.

sábado, março 10, 2007

Jerico, desapontamento, ectoplasmas e vampirões

Idéia de jerico
O prefeito de Alto Paraíso, Altamiro de Souza, parece que está tomado pelo espírito do Zé Carioca, pois depois que acabou a 6ª Corrida Nacional de Jericos naquela cidade, o homem simplesmente não responde a mais nenhum dos editores de sites que fizeram a cobertura da festa, principalmente sites da Capital. O cara sumiu, não responde mais às mensagens de MSN (mesmo estando online) e parece ter virado um ectoplasma. Tem alguns editores que enfrentaram centenas de quilômetros para ir naquele município cobrar Altamiro, em contratos considerados irrisórios. Ainda assim, deram com os burros n’água, pois o homem não atende ninguém. Deu tombo na galera da imprensa virtual. “Esse lance de acreditar nesse prefeito foi a maior idéia de jerico da minha vida”, disse um editor de site jornalístico.

Quem diria
Por falar em calote e sumiço em tempos de vacas magras, quem diria que eu passaria aperto com um cara que é meu considerado. Fico a me perguntar onde foi parar aquele discurso de honra, bom caráter, compromisso e responsabilidade, hein? Lamentável!

Tá todo mundo doente!
Estão dizendo por aí que nunca se viu tantos servidores da Assembléia Legislativa aparecerem doentes no departamento de recursos humanos da Casa de Leis. Parece até que de janeiro para cá houve uma pandemia de doenças que acertou centenas de servidores, estes mesmos que estão enchendo outros funcionários com os ditos atestados médicos, só para não terem seus dias descontados ou o salário bloqueado. Aliás, a minha maior surpresa é saber que muitos desses “dodóis” trabalham há décadas na Casa, nunca deram as caras por lá (só para pegar o contracheque) e agora dizem que são trabalhadores eficientes e dedicados. Por isso que dizem que aqui em Rondônia tudo é possível. Nunca vi fantasma na minha vida, mas se eles existem, tenho certeza de que não podem ficar doentes, pois já estão mortos.

De onde saíram?
Atualmente os corredores da Assembléia Legislativa de Rondônia vivem abarrotados de gente, mesmo em dias que não há sessão plenária. A justificativa é simples: Todos os servidores que vinham recebendo salário sem trabalhar agora estão obrigados a, pelo menos, aparecer por lá para comprovar que existem. E tem que assinar ponto. O problema é que o “retorno” desses folgados nos locais onde trabalham novos comissionados e indicações dos deputados promove um estrangulamento de pessoas na Casa, pois o espaço é pequeno demais para tantos “vampirões”.

quarta-feira, março 07, 2007

Que moralismo é esse?


Ainda não consegui entender que espécie de moralismo é esse que o deputado Neodi Carlos quer implantar na Assembléia Legislativa de Rondônia. Primeiro o homem fala que vai caçar todos os “fantasmas” da Casa de Leis e depois começa a cometer uma série de erros que deixariam qualquer criança de 6 anos bestificada.

São inúmeras as aberrações que se criaram com a onda de moralismo de Neodi dentro da casa, coisas que chegam a todo o momento aos ouvidos de jornalistas insatisfeitos com a postura isolativa do presidente (leia-se chiqueirinho) e que põe em xeque toda e qualquer tentativa de discursos moralistas.

Não se pode fechar os olhos a fatos como o dos filhos da ex-vereadora Maria Antonieta virem do Rio Grande do Sul, assinarem o ponto do mês como servidores trabalhadores da ALE, pegarem seus altos salários pagos com o suor do contribuinte e simplesmente retornarem à linda Porto Alegre, como se isso fosse a coisa mais comum do mundo.

Não se pode ficar alheio ao fato de muitos servidores terem sido pegos de surpresa com descontos feitos para o partido de Neodi, o PSDC, como se cada um deles agora fizesse parte do patrimônio do partido presidido pelo mega demagogo José Maria Eymael. E olha que o PSDC foi citado dias atrás como partido que praticou a livre extorsão com o médico Alexandre Brito quando este tentou se candidatar nas convenções passadas. Foram exigidos nada menos que R$ 150 mil do empresário só para que ele pudesse concorrer.

Seria essa a tão enaltecida Democracia Cristã?

Agora me vêm as notícias que o secretário geral da Casa empregou mulher, filhos, netos, cachorro, papagaio, periquito... tudo com o aval do genérico do Roberto Justus (ele adora demitir). E sabemos que essa é apenas a ponta do iceberg de tantas irregularidades que agora imperam no sistema de moralização neodista. Pode uma leviandade dessas?

O pior é que se realmente Neodi seguir a máxima que ele vive dizendo por aí, de que não vai recuar nenhum milímetro em seus atos, a coisa pode piorar, pois já que se não recua, o nepotismo disfarçado e as injustiças contra centenas de servidores que realmente mereceriam o respeito do parlamentar só tendem a avançar.

Presidente, com todo o respeito e humildade do mundo, me responda: Mas que raio de moralidade é esta??!

Mistura de Pitt Bull com Tartaruga Ninja

Isso não é um título, mas um apelido. Foi a maneira bem humorada de uma professora se referir ao deputado estadual Miguel Sena (PV – Guajará), que lidera uma campanha dentro da “Casa do Povo” para “investigar” o Sintero.

Nem eu mesmo teria tanta criatividade e imaginação assim e olha que basta olhar para aquele parlamentar que já vem sempre algo à cabeça dos humoristas de plantão.

Shopping’s sim senhor

Até agora estou meio confuso com o que vem sendo feito acerca do assunto dos dois shopping center’s que poderão (eu disse poderão) ser instalados na cidade a partir do ano que vem. Ora, está uma briga ferrenha entre gente grande da imprensa por conta de dois empreendimentos que só podem trazer desenvolvimento para essa terra, mas até agora não entendo o por quê.

A única coisa que sei é que, como portovelhense da gema, torço para que os dois sejam realmente instalados, não apenas um e não importa onde seria. Aliás, quanto à questão ambiental, gostaria de saber se o que vale mais são um monte de lixo, mato e animais peçonhentos sendo “protegidos” por alguns pseudo ecologistas ou um monumento de compras e de geração de emprego e renda? O local onde os canadenses querem construir o shopping deles sempre foi um lixo esquecido por tudo e por todos e que só deixa mais feia a paisagem da Capital. Deixem de onda e partam para outra, otários!

Se não gostam da idéia da cidade se desenvolver com a chegada dos shopping’s, peguem suas malinhas e vazem! Vazem para bem longe da minha terra!

Com o diploma da vida



Ah, eu não poderia deixar essa passar desapercebida. O Ministério do Trabalho e Emprego publicou nesta semana portaria colocando um fim à obrigatoriedade do diploma para pessoas que querem exercer (e precisam) a profissão de jornalista em todo o País.

Essa é mais uma derrota da Fenaj que quer elitizar a profissão e uma vitória dos jornalistas que vivem há anos fazendo a história da Imprensa no Brasil e que, a qualquer momento, seriam desqualificados e colocados numa lata de lixo da marginalidade.

Mesmo sendo da diretoria do sindicato local e sempre escrevendo (e repassando) material que apóia a luta da Fenaj, todo mundo sabe que eu sou contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, principalmente para autodidatas e pessoas comprometidas com o bom jornalismo.

Honestamente, não posso esconder o fio de sorriso que está no canto da boca neste momento, pois eu mesmo seria um dos que, daqui a algum tempo, estaria proibido de escrever e publicar qualquer coisa caso eu não tivesse pagado algumas das faculdades caça-níquel em cursos fajutos de Jornalismo aplicado aqui na cidade.

Sei que o assunto é extenso e delicado e já o abordei diversas vezes aqui no blog e, por isso mesmo, vou resumi-lo... até para abrir novas discussões.

Jornalista de verdade não se faz em academias, não se faz com diploma ou com notas “compradas”. Jornalista de verdade já nasce jornalista. Está no sangue, na cabeça e no coração. É vocação, é espírito, é amor e talento puros! E viva a liberdade de expressão!

sexta-feira, março 02, 2007

Um texto que deveria ser lido por todos os jornalistas (de novo)

Republicação do post intitulado "Como é que é", postado em 1º de novembro de 2005 neste blog.
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Tenho lido muita coisa na internet tratando do polêmico assunto da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista. Bem, passei mais de 45 minutos só lendo um texto de um jornalista chamado Eduardo Ribeiro e, em seguida, alguns dos inúmeros comentários de jornalistas – formados ou não – acerca de seu arrebatado texto intitulado “E agora, juíza? Quem paga o prejuízo?” As opiniões, obviamente, divergem muito, pois cada um dos representantes dos “estudantes” e dos “precários” expõe de maneira clara, sucinta e até mesmo cômica, seus fundamentos. Em outro site local, li também a refutação de um senhor chamado Daniel Oliveira da Paixão, contrariando a intensa defesa dos ditos “formados” ou “formandos” ao maldito canudo.
O que se tem em vista é um embate parecido com o que fora colocado em questão à época do malfadado referendo da proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. Ou seja, complicado e confuso até o último suspiro de cada um dos defensores ou algozes do diploma. Mas, como jornalista – e já assumo que não sou formado – não poderia deixar esse assunto passar em branco. Então, é isso, caros colegas, formados ou não, agora farei, de maneira totalmente particular, um breve (não tão breve assim) comentário sobre este assunto que tanto aflige a humanidade. Lembrem-se de que estamos num blog, comandado por um egocêntrico, reacionário e subversivo dublê de jornalista. Aqui, adotamos apenas slogans de figurinhas como o Coisa (Quarteto Fantástico) e Wolverine (X-Men), algo do tipo... “É HORA DO PAU!!!!”

Na semana passada, segundo o site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Brasil parou para acompanhar a votação do caso da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Essa obrigatoriedade tinha sido extinta em meados de outubro de 2001, quando a juíza Carla Rister, do Tribunal Regional Federal de São Paulo da 3ª Região, concedeu liminar que acabava com a exigência do curso superior de Jornalismo para quem realmente precisava atuar e que tivesse capacidade para tanto, a exemplo do que acontece em países como Estados Unidos e Japão. Mas, na última sexta-feira, os juízes Manoel Álvares, Salete Nascimento e Alda Basto, derrubaram a liminar e deram a vitória aos jornalistas formados, aos professores e alunos dos cursos de Jornalismo. A comemoração foi tanta que até mesmo em Estados onde a maioria dos jornalistas ativos são provisionados – não possuem o curso superior – houve entusiasmo exacerbado.
Mas abordemos os detalhes: De acordo com um trecho de um artigo transcrito do jornal Folha de S. Paulo - 12/5/03 e publicado no site da revista Consultor Jurídico no dia 12 de maio do mesmo ano,
...A "Carta pela Imprensa Livre", estabelecida pelo Comitê Mundial pela Liberdade de Imprensa (WFPC), em Londres, em 1987, afirma explicitamente: "Devem ser eliminadas as restrições por meio de regulamentação ou de outros procedimentos de certificação ao livre acesso ao campo do jornalismo ou sobre sua prática". Esse documento, assim como outros de igual teor, como a Declaração de Chapultepec, de 1994, da Sociedade Interamericana de Imprensa, é enfatizado no "Relatório Mundial sobre a Comunicação 98", da Unesco. No plano jurídico, essa exigência também é absurda. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo foi estabelecida pelo decreto-lei 972, de 1969. Baixado pela Junta Militar, que governou o país com o Congresso Nacional fechado, seu texto não mostra apoio em nenhuma Constituição ou lei, exceto nos já revogados AI 5 e AI 16. Por isso, esse dispositivo já foi repudiado por juristas dos mais respeitados do país...”
Como podem ver, caros colegas, não fui eu quem escreveu isso. Tenho internet em casa e posso garimpar essas pérolas pelo Google. De qualquer forma, não quero dizer agora que o diploma seja inútil, mas não defendo a tese de que quem o tem está “completamente” capacitado para ser um jornalista de verdade, honesto, com credibilidade e experiência de vida para isso. Ora, se for assim, o que acontecerá com os renomados jornalistas que o Brasil possui? Aqui em Rondônia, nestes meus quase 9 anos de imprensa, conheci verdadeiros mestres das palavras, que sabem, como ninguém, expressar suas idéias e passar a quem realmente interessa – o leitor – uma opinião séria, comprometida com a verdade, com a ética e, quem sabe, até mesmo com a linguagem de um povo. Ou vocês não repararam o quão eloqüente são os textos daqueles nossos conhecidos jornalistas veteranos, de barbas e cabelos brancos, corpos já deformados pelo tempo e pelo incessante trabalho (tem o fator álcool e tabaco também)? Eles são venerados principalmente por esses cordeirinhos artificiais que defendem 4 anos de ralação de bunda nos bancos de academias caça-níqueis e, principalmente, de um pedaço de papel que possa lhe garantir uma vaga neste sufocado mercado da mídia.
Peço vênia, contudo, para explanar meus conhecimentos de pessoas com quem tenho atuado nesta imprensa rondoniense. Pôxa!... esses caras que não têm o diploma, possuem, no mínimo, mais de 25 anos de experiência na profissão e isso não deve ser jogado na lata de lixo, e sim resguardado. Conheço caras que sequer possuem o Ensino Médio completo e escrevem melhor do que alguns jornalistas que arrotam a formação em nossa cara mas, na prática, possuem textos semelhantes aos de crianças do Fundamental ou até de apenados do Urso Branco. Daí eu pergunto: Vale a pena possuir um diploma e não ter o conhecimento prático, a experiência de vida, o conhecimento do cotidiano, a retórica tão necessária em textos, a empatia com o público e, especialmente, com os entrevistados?
Tem mais... não quero aqui defender que qualquer cavador de poço – por mais que possua inteligência mediana – se transforme em um jornalista da noite pro dia. O que defendo é o direito à liberdade de expressão dada a qualquer cidadão e isso, sabemos, pode ser feito através de bate papo em barzinhos, em debates de escolas primárias, em blogs, em sites pessoais e, por que não, em um jornal? Claro que não vamos colocar um bóia fria qualquer para ser nosso âncora, nosso Clark Kent ou Lois Lane – acredito que nenhum dono de jornal, em sã consciência, faria esse papelão – mas devemos saber que não basta ter o conhecimento técnico e alguns trabalhos apresentados às pressas (por que temos uma festinha mais tarde com os amigos) nas salas das faculdades para sermos considerados os “feras” do jornalismo.
Não quero também contrariar os colegas que estão na faculdade completando o curso de jornalismo. Este curso, assim como os demais, deve ser valorizado, até porque, em muitos casos, possui um alto custo nos 4 anos de graduação. Mas devemos saber que o mercado é formado por feras, gente que já está na lida há muito tempo e que, com certeza, podem até mesmo dar aulas de jornalismo aos professores que hoje estão lhe ensinando nestas academias. Por falar em dar aulas... quem instituiu o diploma? Qualquer diploma, seja ele de qualquer curso superior? Será que os grandes gênios da humanidade, os grandes pensadores, filósofos, escritores, pintores, cineastas, físicos e inventores possuíam algum diploma quando deixaram seus legados para os dias de hoje? Esses mesmos legados que hoje são abastados nas universidades? Ora, não sejamos tolos! Não quero dizer com isso que um médico, um dentista, um advogado, um engenheiro, um juiz de direito não tenha a obrigação de possuir o diploma. O que quero é dizer que o diploma de jornalismo não é um fim, mas um meio. Um meio de arrumar um emprego? Você, gatinha, que está fazendo jornalismo em Rondônia, só porque tem um rostinho bonito, um peitinho em forma de mamão ainda não colhido e uma bundinha empinada, acha mesmo que terá chance contra os mestres que fundaram a Imprensa neste Estado? Me diga... você pagou em média R$ 400 mensais durante quatro anos (R$ 19.200) para se formar e... finalmente, se contratada, vai ganhar um piso salarial de R$ 920? Isso é menos do que ganha um motorista de ônibus coletivo de Porto Velho.
Só para iniciar o fim deste artigo, quero lembrar a todos que a vitória dos pró-diplomas é provisória. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal e, lá, eu quero ver se vamos regredir assim como os países que exigem o canudo e não mostram qualidade e ética em seus “profissionais”. Por falar em ética, alguém aí sabe se essa palavra existe ou é aplicada no jornalismo tupiniquim? Como diz aquela voz no programa do Dalton: “Sei não, hein?” Por enquanto, é bom abaixar o facho e não começar a caçar os precários. O que o Ministério Público do Trabalho pode, agora, é apenas impedir que novos registros precários sejam expedidos. Nada de perseguição, entendeu? Ainda há muita água pra rolar por debaixo da ponte.
Ah, quase ia me esquecendo... se o diploma for obrigatório para ser jornalista, isso quer dizer que basta eu comprar uma máquina digital, sair por aí dizendo que sou repórter-fotográfico ou, também, saber técnicas de linhas cruzadas ou saber mexer no Quark ou Pagemaker para me intitular diagramador e, em ambos os casos, garantir uma carteira de jornalista “definitivo” expedida pela Fenaj e, conseqüentemente, ter direito a perceber o mesmo salário daquele que (há, há, há), gastou uma nota preta e se lascou durante 4 anos só pra ter o diploma? Se for assim, paro de reclamar agora!