domingo, novembro 26, 2006

Diploma autoritário (Folha de São Paulo)

Exigência de diploma fere Carta, inibe melhoria técnica do jornalismo e se configura anacronismo na era da internet
Passados 18 anos da promulgação da Constituição Federal, que pôs um ponto final em mais de duas décadas de exceção ao Estado de Direito, assombram ainda a esfera pública brasileira certos diplomas legais que merecem cabalmente o qualificativo de "entulho autoritário".
Entre eles sobressai o decreto-lei 972/69, que estipula a obrigatoriedade do diploma de jornalista para obtenção de registro profissional -não por muito tempo mais, espera-se, agora que tal atentado à liberdade se encontra sob exame da instância máxima da Justiça, o Supremo Tribunal Federal.
Na última terça-feira, o STF confirmou por unanimidade a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes suspendendo a exigência. O relator havia decidido serem suficientes as ponderações do Ministério Público Federal (MPF) em prol da medida cautelar, ao argumentar que havia ameaça aos direitos de um elevado número de jornalistas que exercem hoje a profissão sem cumprir as exorbitantes determinações do decreto-lei de 1969 (este havia sido baixado pelos ministros da Marinha de Guerra, do Exército e da Aeronáutica Militar, em 17 de outubro de 1969, com apoio nos atos institucionais nº 16 e nº 5).
É com a convicção de que esse decreto conspurca a ordem constitucional que esta Folha -pioneira na insubmissão à tutela do diploma- vem saudando as iniciativas do MPF para sustar seus efeitos antidemocráticos. Bem antes delas, já se destacava na defesa dos princípios consagrados nos vários artigos da Constituição de 1988 que aniquilam a sanha controladora: liberdade de expressão (art. 5º, inciso IX); liberdade de profissão (art. 5º, inciso XIII); e proibição de embaraço legal à liberdade de informação jornalística (art. 220, parágrafo 1º).
Em acréscimo, é imperioso anotar que não cabe analogia entre a profissão jornalística e outras que, por demandarem capacidade técnica específica para prevenir malefícios à coletividade, devem permanecer controladas. No mundo inteiro assim se procede com médicos, engenheiros e farmacêuticos, cuja imperícia pode causar graves danos. O Brasil está entre as raras nações que optaram por sujeitar também os profissionais de imprensa a uma tutela incompatível com a livre circulação de idéias, opiniões e informações.
Em outubro de 2001, tais princípios foram reafirmados em memorável decisão liminar da Justiça Federal suspendendo a exigência do diploma. Agremiações de jornalistas recorreram da decisão, demonstrando mais uma vez a disposição policialesca de interditar redações a profissionais talentosos e especialistas que não tenham passado antes no cartório consagrado por sindicatos e escolas de comunicação. Voltaram as costas, como é seu hábito, aos interesses do público, impedindo-o de julgar e escolher por meios próprios os profissionais competentes para lhe trazer informação.
Cinco anos depois, essa visão estreita terminou referendada pelo Tribunal Regional Federal da Terceira Região, que reinstaurou a exigência do diploma. O MPF apresentou então recurso extraordinário ao Supremo, sustentando que o decreto-lei 972 não foi recepcionado pela Constituição de 1988, por violação flagrante dos artigos citados. Após a concessão da liminar, aguarda-se para breve o julgamento de mérito do recurso extraordinário pelo STF. Será uma decisão histórica. No momento em que novas mídias franqueiam canais de informação para quantidade crescente de pessoas, permeando a barreira artificial erguida entre jornalistas e cidadãos, o país enfim decidirá se mantém essa reserva de mercado anacrônica, corporativista e liberticida.
Editorial da Folha de São Paulo

quarta-feira, novembro 22, 2006

Gonzalez, futebol, religião e gosto musical

* Adércio Dias

Sempre ouvi dizer que gosto, religião e futebol não se discutem. Religiões, já freqüentei várias para tentar descobrir qual é a minha. Ainda não encontrei. Sobre futebol, pouco posso discutir, pois ao longo de anos vivendo em São Paulo, desenvolvi uma simpatia pelo Palmeiras, que, aliás, não vai bem no Campeonato Brasileiro. Sobre música, ah... nesse ponto sou radical. Discuto e não me canso de defender a qualidade musical. Por essa minha intransigência, acabei por me indispor com alguns colegas de faculdade por não admitir no baile da minha formatura lixos anti-musicais. Afinal, na festa que vai coroar o meu esforço e o de dezenas de novos bacharéis em Direito, depois de fazer o melhor, não quero ouvir nem apresentar o pior.

É por isso que me senti no direito de interferir e cerrar fileiras na defesa recentemente feita pelo jornalista Rondineli Gonzalez da verdadeira música brasileira. Concordo. É insuportável a deturpação da música com que nos deparamos cotidianamente. A população, sobretudo a menos favorecida, é bombardeada constantemente com dejetos como “Lapada na Rachada”, “Calypso”, “Limão com Mel”, “Caviar com Rapadura”, “Mastruz com Leite” e outras misturas indigestas.

Certo dia, ao caminhar pelo centro de Porto Velho, não pude deixar de ouvir o som vindo de uma loja, ampliando a poluição sonora que já existe sem nenhum controle. Era uma repetição irritante em uma voz igualmente insuportável, emoldurada por um arranjo deplorável que dizia “pirulitu tu tu... pirulitu tu tu...”. O mais curioso era observar que as pessoas ao redor também cantavam, e com o sincronismo de quem ouve um hit. Novamente me lembrou Gonzalez, com sua trilha sonora do transporte coletivo: “é o seu vizinho que quer comer meu cu...elhinho...”. Imagino que a fossa de onde vêm essas “pérolas” seja inesgotável.

Agora, cabe questionar como a população menos favorecida pode ter gosto diferente, se não tem acesso à verdadeira música? Não pode pagar R$ 30,00 por um CD de Jorge Vercilo, Djavan, Tom Jobim, Nana Caymi, Chico Buarque, Paulinho da Viola, e tantos outros bons (ótimos) da música brasileira! DVD’s piratas das “fezes” musicais custam em média R$ 5,00 na Avenida 7 de Setembro. É mais acessível.

Aí me lembro da brilhante apresentação do maestro Arthur Moreira Lima no bairro Esperança da Comunidade. A escolha do local foi muito criticada por setores da imprensa. Mas a apresentação estava lotada, de moradores da periferia de Porto Velho. Entre as pessoas que conheço de gosto musical refinado encontrei na apresentação a jornalista Simone Norberto, o cineasta Jurandir Costa, que não foram a trabalho; e muitos moradores da periferia.

Assisti a pelo menos três apresentações de Arthur Moreira Lima no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em nenhuma delas a entrada custou menos de R$ 50,00. No bairro Esperança da Comunidade foi grátis, em um campo de futebol. E quem disse que o “povão” não gostou? A minha conclusão é que se a população não tem acesso à boa música, não pode gostar do que não conhece.

Na rua, nas festas, no rádio, nem sempre ouço o que eu gosto. Por isso, acho que devemos valorizar cada oportunidade que temos para mostrar aos amigos, conhecidos e convidados, a boa música. Faço parte dos formandos que durante cinco anos juntaram um dinheirinho para pagar a comemoração da formatura, nela incluída a banda que vai animar a festa. Dizem que é a melhor que há no mercado, e não custou nada barato. Depois da festa não terei nenhum receio de divulgar a quem interessar possa, se a banda é digna de ser contratada por outras turmas de formandos ou para qualquer outra festa que preza pela qualidade musical.

Jamais quis impor o meu gosto musical. Até porque, além do Gessy Taborda, do Rondineli Gonzalez, do Renato Machado (jornalistas) e do juiz Carlos Augusto Gomes Lobo, não conheço muitas outras pessoas que gostam de jazz, blues, de rock clássico e da boa música brasileira. Aliás, sempre tive a curiosidade de ouvir toda a coleção de CDs do Taborda. Mas isso já é outra história.

* Jornalista e formando em Direito

Canudo de papel - O diploma e as orelhas, Por Carlos Brickmann

Aparício Torelly, ou Aporelli, ou o Barão de Itararé, foi um dos grandes humoristas brasileiros. Membro do Partido Comunista (na ilegalidade), e sabendo que a truculenta polícia política poderia invadir sua redação, colocou na porta um cartaz histórico: "Entre sem bater". É dele também a frase definitiva: "Diploma não encurta a orelha de ninguém".
O debate sobre o diploma de jornalista parece partir do princípio de que, obtido o diploma, as orelhas se reduzem e o cavalheiro pára de zurrar. Gente como Ricardo Kotscho, como este colunista, como Boris Casoy, como Eduardo Suplicy, como Joelmir Beting, sem diploma de jornalista, está condenada à mais profunda ignorância. Se souber duas línguas, uma será o zurro; outra, o relincho.
O Brasil teve normas regulatórias antes de ser um país; teve censura antes de ter imprensa. Talvez por isso, imagina-se que uma profissão, não sendo amparada por um diploma, será forçosamente mal exercida. Só que não será, não: pode-se perfeitamente trabalhar em jornal sem um papel assinado – e assinado por gente que, muitas vezes, jamais deu a honra de sua presença numa Redação.
Diploma de jornalista não é ruim: é bom. Pode ser ótimo. É desejável. Mas não é essencial. E nem vamos entrar naquela conversa mole de que os patrões querem abrir o mercado para pagar menos. Patrão, por definição, sempre procura pagar menos. E os exemplos citados, de jornalistas sem diploma, sempre estiveram entre os maiores salários das redações em que se engajaram. Talvez o motivo da luta pelo diploma seja outro, mais feio: a reserva de mercado. Porque, não haja dúvida, as empresas sempre vão procurar os profissionais que julgarem mais competentes; e, se não houver lei, rigidamente fiscalizada, com penas severíssimas, escolherão os melhores, com diploma ou sem ele.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Maria da Penha

A lei com o nome acima citado tão logo entrou em vigor e já colocou muita gente de barbas de molho, especialmente os ditos valentões que adoram descer o sarrafo em suas companheiras. Tudo bem que isso acontece frequentemente, mas as mulheres agora também deverão ficar atentas pois o que não falta nesta cidade são os famosos “bagulhões” torturando seus pobres maridos que só não prestam queixa à polícia porque, quando apanham, estão podres de bêbados e não sentem dor alguma. Pela manhã, eles se perguntam que “trator” passou por cima deles e o sorriso das mocréias é de pura satisfação ou, no mínimo, de compensação.

Faça o que eu falo...

Quem conhece bem esse velho ditado popular sabe bem como é a cabeça de alguns políticos brasileiros e, em Porto Velho, essa máxima é ainda mais legítima quando se aplica aos parlamentos locais. Um bom exemplo é o nobre vereador José Wildes (PT), autor de uma proposta de lei que determinaria que todos os portovelhenses deveriam proclamar Jesus como seu único e eterno salvador espiritual. O projeto, obviamente, foi um fiasco e se tornou motivo de chacotas em todos os cantos da cidade. Só que o nobre edil, que dizem ser evangélico, estava na mega festa de vitória do advogado Hélio Vieira à presidência da OAB, na última sexta-feira, no Clube Pezzini, tomando todas e mais algumas distribuindo fartos sorrisos aos convidados como se ali fosse um templo de adoração ao Senhor que ele tanto diz idolatrar. Deus está vendo...

Desce mais uma!

O projeto de Lei Seca, que foi reprovado na semana passada em segunda votação na Câmara dos Vereadores de Porto Velho, voltou a ser tema de bate boca entre os vereadores. Hoje pela manhã, o autor do projeto fracassado, Ted Wilson (PFL), atribuiu ao álcool a morte de algumas pessoas vitimadas no trânsito caótico da cidade e da BR. Para ele, a culpa maior é dos vereadores que foram contra a lei, pois se ela tivesse sido aprovada, a vida dessas e de outras pessoas estariam salvas. Só que o vereador Jair Ramires (PSB) não deixou por menos e rebateu: “Se nós formos culpados por todas as mortes envolvendo pessoas alcoolizadas agora, até o final do ano estaremos todos presos.”

Desce outra!

“Não é pelo fato do acidente ter ocorrido no final de semana que deixarei de beber minha cerveja nos finais de semana”. A frase é do vereador Paulo da Condor (PSDC), que também defende o direito dos cidadãos tomar suas canas quando der na telha. Ora, quem diria que um dia eu gostaria de algo que esse vereador falasse ou fizesse.

A saideira!

Só para finalizar esse assunto tão quente (me lembra Montilla), quero deixar aqui meu protesto ao nobre vereador Ted Wilson, a quem tinha tanta admiração até o ano passado. Explico: Ele foi autor de uma lei que está em vigor em Porto Velho que obriga todos os atendentes de postos de saúde a denunciar casos de tortura e agressões cometidos por homens a mulheres e crianças, mesmo que estas não queiram prestar queixa. É um projeto super importante que pode sim diminuir o índice de violência contra as mulheres. Nota dez até então para Ted mas, essa da Lei Seca foi pior do que um chute no pescoço... Garçoooommmm!!!

Olha a carteirada!

Fontes legítimas de dentro do movimento estudantil dão conta que as entidades estudantis de Porto Velho repetirão o mesmo que o PL e o Prona fizeram para sair do sufoco e fugir do coeficiente da cláusula de barreira. Dizem que as entidades secundaristas poderão se tornar uma só por conta de uma intensa crise financeira que se abateu sobre a União Estadual Rondoniense dos Estudantes Secundaristas (Ueres). A Umes e a Ures se aliarão a essa entidade porque nem mesmo o apoio do governador Ivo Cassol foi capaz de impedir sua falência promovida pelos atos irresponsáveis de seus diretores, famosos por freqüentar festas noturnas regadas a muitas mulheres e cerveja. É realmente uma pena o quadro decadente das entidades que deveriam estar lutando legitimamente pelos movimentos estudantis. Em vez disso, o que se vê são pessoas inescrupulosas que querem ter uma vida de diversão efêmera em troca do dinheiro fácil conseguido através das famosas carteirinhas. Nessas horas, todos sentem saudade do veterano estudante Pedro Marcelo (Umes), legítimo político dos movimentos estudantis e que sabia mostrar o peso e o valor dos jovens rondonienses. Marcelo foi a maior vítima da traição desses mercenários disfarçados de estudantes.

Folia à vista

O carismático bloco carnavalesco Rio Kaiary está esquentando os tamborins para o carnaval de 2007 e já anunciou o tema para a maior festa popular do Brasil. “O Porteiro da Alegria” é o tema, em homenagem ao veterano porteiro Severino, famoso pelos tempos em que atuou na recepção de clubes como Ypiranga, Bancrévea, Ferroviário, Moto Clube, Botafogo, Flamengo, Danúbio e, é claro, quando liderou a “borboleta” do saudoso Cine Resky. Os ensaios começam no dia 5 de janeiro, confirma o presidente Marcos Henrique “Tóia”, o famoso “cumpádi”.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Rapidinhas...

* Fiquei sem saber porque tanta preocupação do vereador e deputado estadual eleito Válter Araújo (PTB) "vir a público esclarecer" que não vai peitar o governador Ivo Cassol, como teria dito um site noticioso da Capital. Ora, e por que não? Estaria o futuro morador da Casa de Leis preocupado com seu polpudo contrato com o Governo? Começamos bem, hein?

* A semana que passou na mídia local foi marcada por uma feroz briga entre duas grandes jornalistas de Porto Velho. Alguns se deliciaram com a pendenga entre as musas, mas esquecem que isso só diminui o pouco de credibilidade que a imprensa ainda teria com a opinião pública.

* Por falar nisso, nessa guerrinha de palavras com egos feridos sobrou, novamente, para o Sinjor (Sindicato dos Jornalistas de Rondônia). Parece que tudo que acontece de mal nesse Estado é por culpa do sindicato. O pior é que tem gente que diz que o sindicato não serve para nada, que ninguém dá a mínima, que ninguém precisa do Sinjor... na hora do aperto, todo mundo lembra do quase falido Sinjor.

* Aliás, quero deixar aqui um recado para os "patrões" disfarçados de jornalistas que tanto criticam e esnobam o sindicato por causa de picuinhas com o presidente Marcos Grutzmacher: Se querem falar mal do presidente e de alguns dos diretores que, na minha modesta opinião são mesmo pelegos e puxa-sacos (eu disse alguns), fiquem à vontade. Agora, se continuarem a me incluir nessa lista por questões menores que sejam, poderão estar correndo um sério risco à integridade física. Sim, já estou de saco cheio de aguentar alguns imbecis que ficam generalizando quanto à diretoria do Sinjor e, até por sadismo, acabam por me atingir. Sou amigo de todo mundo, mas amizade não rima com tolerância demasiada. Abuso não faz parte da minha vida e até para a demência tem que haver limites.

* Quanto à questão da Lei Seca, quero deixar bem claro que sou contra. Explico: 1) Não vai resolver o problema da violência. 2) Se tiver que ser aplicada, que seja para todos, não apenas para a periferia enquanto os burgueses ficam lucrando com a desgraça alheia no Centro da cidade. 3) Promoveria uma onda de desemprego sem precedentes e com consequências desastrosas. 4) Estimularia a venda ilegal de bebidas no horário proibido, o chamado "mercado negro". 5) Estabeleceria falência generalizada de comerciantes que dependem exclusivamente dessa atividade comercial. 6) Tiraria o direito do povo de ir e vir e fazer o que der na telha, numa forma disfarçada de tirarnia, uma espécie de "toque de recolher". 7) É descabida, apesar de todo o apelo emocional que, em parte tem fundamento, mas é diminuído se comparado a projeção de um quadro de mazelas ainda pior. 8) Proibiria somente o cidadão de bem a não beber, pois o bandido daria um jeito qualquer de beber à vontade, onde quiser e ainda zombar de todos nós. 9) Nas mesas de bares é que são criadas as melhores idéias e onde se descobrem os grandes gênios, pensadores e intelectuais da nossa sociedade e isso não pode ser cessado. 10) Vai contra a minha liberdade... e ninguém mexe com minha liberdade.

terça-feira, novembro 07, 2006

Algumas vantagens de ser homem

* Seus telefonemas não duram mais do que 20 minutos.
* A nudez no cinema é, em 99% dos casos, feminina.
* Um feriado prolongado requer apenas uma mochila.
* Futebol.
* Você não se sente compelido a monitorar a vida sexual dos seus amigos.
* Você pode abrir qualquer pote de qualquer coisa sem precisar de ajuda.
* Você pode escolher quem vai chamar para dançar.
* Seus velhos amigos não reparam se você ganhou peso.
* Um corte de cabelo no barbeiro é mais rápido, prático e econômico
* Ao mudar o canal da TV, você não precisa parar em todas as cenas em que alguém está chorando.
* Sua bunda nunca é um fator determinante numa entrevista para emprego.
* Seus orgasmos sao reais.
* Você não precisa pintar as unhas nem perder tardes inteiras com a manicure
* Você não tem que carregar uma bolsa cheia de coisas inúteis onde quer que vá.
* Você compreende porque Strip-Teases sao divertidos.
* Sempre há alguém batendo uma bolinha em algum lugar.
* Você mantém o seu nome quando se casa.
* Você não se sente compelido a arrumar uma cama de hotel.
* Quando seu trabalho é criticado, você não entra em pânico achando que todos à sua volta, secretamente te odeiam.
* Seus amigos de verdade respeitam a sua namorada.
* O uso da coerção física sempre é uma saída
* Ninguém secretamente, adora quando você tropeça.
* Você nunca tem de limpar o banheiro.
* Você consegue tomar banho e estar pronto em menos de 10 minutos.
* Sexo ruim nunca acarretará problemas de reputação, pois as mulheres não costumam comentar essas coisas entre si por medo da concorrência.
* Avistar uma barata ou qualquer outro inseto não é motivo de pânico para você.
* Se alguma pessoa esquece de te convidar para alguma coisa, ela continua sendo sua amiga.
* Cuecas são mais baratas que calcinhas e sutiãs.
* Falta de papel higiênico só é problema se você vai defecar.
* Nenhum dos seus colegas de trabalho tem o poder de te fazer chorar.
* Você não tem de raspar nada abaixo do pescoço.
* Se você tem 35 anos e é solteiro ninguém nota.
* Todas as partes do seu rosto ficam na sua cor natural a maior parte do tempo.
* Chocolate é apenas mais um doce.
* Você pode ser presidente.
* Você consegue ficar mais de meia hora em silêncio.
* Você sabe dirigir.
* Flores consertam tudo 40. Você pode pensar em sexo, 90% do seu tempo sem que os outros achem você estranho.
* Você pode usar sunga branca na praia.
* Três pares de sapato são mais do que suficientes.
* Você não fica menstruado.
* Você pode dizer o que acha sem se preocupar com o que os outros vão achar de você.
* Ter chulé não é tão anormal.
* Brad Pitt não faz parte dos seus pensamentos cotidianos.
* Ninguém para de contar uma piada suja se você entra na sala.
* Você pode tirar a camisa no meio da rua num dia quente.
* Ninguém te censura se o seu apartamento vive bagunçado.
* Mecânicos te dizem a verdade.
* Você não tem um ataque se ninguém notar o seu novo corte de cabelo.
* Você entende uma partida de futebol, e consegue fazer comentários inteligentes sobre ela.
* Você nunca tem de dirigir até outro posto de gasolina se aquele está muito sujo.
* A ação da gravidade sobre os seus peitos não é tão importante.
* Você pode sentar com os joelhos afastados independente da roupa que estiver vestindo.
* Mesmo trabalho.... mesmo salário.
* Cabelos grisalhos te deixam charmoso.
* Alugar um smoking é muito mais barato que comprar o vestido de noiva.
* Você não se importa se alguém está falando de você nas suas costas.
* Segundo as estatísticas, há muito mais mulheres no mundo do que homens.
* Ninguém acha um absurdo você não saber cozinhar.
* Se você retém líquido, é em um cantil.
* Você pode ser pai, mesmo com idade mais avançada.
* As pessoas nunca ficam tentando prestar atenção na sua conversa para ver se você está falando delas.
* Você não precisa perder a oportunidade de um dar umazinha por estar “menstruada”.
* Você pode visitar um velho amigo sem ter de obrigatoriamente comprar um presente.
* Se você encontra algum outro homem com a mesma roupa numa festa, vocês podem vir a se tornar grandes amigos.
* Você tem um relacionamento normal e saudável com a sua mãe.
* Você pode comprar camisinhas sem que o balconista da farmácia fique te imaginando nu.
* Você não precisa ir ao banheiro a cada 15 minutos para retocar a maquiagem.
* Você consegue ir ao banheiro sozinho.
* Algum dia você será um velho tarado, e ela uma velha fofoqueira.
* A maioria esmagadora das empregadas domésticas é composta mulheres, e quase sempre jovens.
* A maioria esmagadora dos empregados domésticos é composta de gays, e quase sempre velhos.
* Você não precisa sentir dor para ser pai.
* Seus amigos nunca vão te brindar com aquela chata pergunta: “Vocês estão notando algo de novo?”
* Os filmes pornôs são feitos quase que exclusivamente para você.
* Você pode coçar o saco.
* Um arroto seguido de um “desculpe”, se vindo de você, não é tão grave.
* Você é muito menos ofendido no trânsito.
* Não gostar de uma pessoa não exclui uma ida ao motel.
* Rugas nem pés-de-galinha tiram o seu sono.
* Ser feio não é tão problemático, pois algumas mulheres não se importam.
* Se uma mulher gostosa faz sucesso, é quase certo de encontrá-la nas páginas da Playboy, daqui a alguns meses.
* Você tem total controle sobre as suas glândulas lacrimais.
* Você pode ir ao Maracanã, na arquibancada, sem temer pela sua integridade física.
* Quando você vai à feira, não é importunado pelos feirantes.
* Mesmo que as contas sejam divididas meio a meio, você ainda é o chefe da família.
* Quando você engorda, se torna um gordinho simpático.
* Quando uma mulher engorda, ela se torna uma mulher gorda.
* Seu armário do banheiro tem sempre mais espaço, pois o único creme que você precisa usar é o de barbear.
* As suas cuecas são lavadas na intimidade da área de serviço, e não expostas no boxe do banheiro.
* Suas noites são mais tranqüilas, pois as mulheres raramente roncam.
* Quando você chega do trabalho pode sentar e relaxar.
* Quando a mulher chega do trabalho, ela tem de fazer o jantar, botar as crianças para dormir e arrumar a casa.
* Se você tem muitas mulheres, é um garanhão. Se uma mulher tem muitos homens, é uma promíscua e vagabunda.
* O mundo é o seu.

Nepotismo

Falem a verdade: Vocês acreditaram mesmo nessa lorota de PEC do Nepotismo? Francamente, hein? Por acaso vocês ainda acreditam em Papai Noel, cegonhas com bebês no bico, gnomos, fadas, elfos, mula-sem-cabeça....? Sabe quando é que essa "UtoPEC do Nepotismo" vai sair do papel? Nunca!!! É mais fácil o Carlão de Oliveira sair da prisão do que essa PEC ir à votação.

Eu bebo shimmm...*... hic!

A aprovação em primeira votação da Lei Seca em Porto Velho não me preocupa. Acredito que não vai passar da segunda votação e tampouco pelo crivo de Roberto Sobrinho. Ora, quem é que pode determinar a que horas o cidadão pode ou não encher a cara? Será que esses vereadores não pensam no caos social que podem criar com essa imposição? O povo tem o direito de beber sim, e depois da meia-noite, até onde aguentar. Essa é uma das poucas coisas que ainda podemos fazer para esquecer, pelo menos por algumas horas, as amarguras da vida... e ainda me vêm esses engomadinhos querer tirar esse direito divino? Ora, vão procurar uma lavagem de roupas!

São ruins mesmo!

Mentiram quando disseram que eu falei mal de algum dos patrocinadores ou colaboradores do 3º Prêmio Sinjor de Jornalismo. Não o fiz, mas agora vou fazer, só para provar que, quando quero, falo sem medo e para todos ouvirem.

1) A Brasil Telecom, uma das maiores empresas de telefonia do mundo, aqui em Porto Velho deixa muito a desejar, principalmente porque pratica preços altos em suas tarifas e aplica taxas que nós nunca conseguimos descobrir do que se tratam. Os valores das faturas, por incrível que pareça, sempre superam o que a gente consome, mesmo quando não consumimos. Outro problema é para quem tem o desprazer de utilizar o serviço de ADSL oferecido pela empresa. Você paga uma taxa fixa por mês, mas se chover, o sinal cai e os dias que você fica sem internet nunca lhe são reembolsados. Além de tudo, nada pior do que tentar solucionar os inúmeros problemas pelo 103 14. É pedir para morrer de raiva... e ainda ter que pagar por isso. Malditos números de protocolos.

2) A Ceron (Centrais Elétricas de Rondônia) é, sem sombra de dúvida, uma das instituições mais criticadas nesta terrinha. Primeiro porque além de não conseguir fornecer energia elétrica da maneira satisfatória (ou você nunca viu um dos infindáveis blecautes portovelhenses?), também pratica a cobrança de taxas e valores altos que você jamais vai entender. Aliás, você provavelmente já deve ter sofrido com a rua de sua casa sempre no breu (escuridão total) e ter medo de ser assaltado (se ainda não o foi) mesmo pagando, todos os meses, a malfadada taxa de iluminação pública, não é? Sem mais palavras, Meritíssimo...

3) O Governo do Estado de Rondônia, na minha opinião, faz a sua parte, paga salários em dias (é obrigação, não favor), preza pela segurança pública (?), pelo desenvolvimento da economia e geração de renda e emprego (??) e estimula de todas as formas a cultura e o esporte (???) em Rondônia. Além disso, o Chefe do Executivo é, sem contestações, um símbolo da lisura, do respeito pelas leis, do altruísmo, do bom gosto nas palavras, da simplicidade e humildade com os seus pares.... Ahhh... atirem na minha cabeça, por favor!!!

4) A Prefeitura de Porto Velho é boa só porque traz no título o nome da cidade onde nasci e que amo tanto. O que se vê pelas ruas, becos e favelas desta cidade é o abandono total, o descaso com o ser humano e a ofensa consistente com o bom senso das pessoas com o mínimo de inteligência. Só como exemplo, volto a destacar aqui que, há alguns meses, os “carinhas” disseram que iriam asfaltar todas as ruas do Cohab Floresta. Agora eu convido qualquer um deles para passar mais de uma vez com seus carrões na rua Cerejeira, entre Abóbora e Angico, logo na entrada do bairro. Ora, vão enganar o... não a mim.