quarta-feira, agosto 30, 2006
Tá difícil!
Nunca imaginei que uma negociação salarial poderia ser tão desgastante assim. Antes, quando eu estava fora do sindicato, vivia reclamando da atuação do Sinjor, da demora do reajuste anual e quando saía, ainda era algo que não passava da reposição da inflação. Agora, como diretor, vejo que a coisa não é tão fácil como se pensa. Só quem está dentro é que sabe. Bem, os "patrões" continuam achando que a atuação do Sinjor é igual a outros anos. Agora a coisa não é fácil também para eles. Se não querem dialogar, não querem negociar, o Sinjor vai agir e mostrar que não está para proteger patrões e sim os seus funcionários, os jornalistas verdadeiros.
quarta-feira, agosto 23, 2006
Ainda estou vivo!

Não, não precisei reunir as Esferas do Dragão para invocar o dragão místico Shen Long (foto) para me ressucitar. Na verdade, eu sempre estive vivo, mas fiquei sem atualizar este blog por mais de três meses porque estava esperando "reavivar" o estilo guerreiro que morrera em mim. Bom, mas depois de tanto tempo, estou de volta e justamente num momento em que a cidade está pegando fogo em todos os aspectos. Bom, o Rubinho vai ter seu próprio escritório, o Rondôniagora voltou com sua tevê online, agora mais poderosa... então, por que eu não poderia retornar com este blog? Aliás, o endereço agora é outro, pra acabar de vez com aquele lance de ser muito escrachado e usar um apelido que muita gente não gostava. De qualquer forma, o conteúdo ainda é o mesmo e a natureza arredia deste blogueiro (e tenho orgulho de ser um pioneiro neste ramo) continua a mesma. Bem, sejam bem vindos de volta e, pra começar, já tem um texto bacana aí embaixo. Abraços!
Eu já sabia!
Bastou o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia (Sinjor) publicar alguma coisa que era contra os patrões que uma pequena parte da chamada imprensa começou a chiar. Apesar de um dos textos não ter partido diretamente da atual diretoria, fica evidente que a coisa não funciona com o antigo comodismo e inércia que permitia os desmandos exagerados dos donos da mídia. Mas o que me assusta é justamente alguns ditos "colegas" começarem a atirar pedras no sindicato só porque publicou algo contra uma empresa que todos conhecem bem e sabem como funciona. O primeiro foi o candidato a deputado estadual Miguel Monte (não sei o partido nem quero saber) que disse que colocou mais de mil jornalistas precários no mercado e que, se eleito, vai lutar para que o direito dessas pessoas seja garantido, mesmo que tenha que enfrentar o Sinjor. Depois veio o colega Daniel Oliveira da Paixão (acho que é de Cacoal) dizendo que o Sinjor não "tem moral" para denunciar ninguém e que o diploma de jornalismo não deveria ser defendido no momento do registro (ou algo assim). Ora, em ambos os casos eu, particularmente, acho que os colegas tem certa razão, principalmente porque os precários nasceram de uma decisão judicial desastrosa e que gerou um pandemônio depois de ter sido derrubada pelo STJ, no ano passado. Em segundo lugar, todos sabem que eu sou a favor de qualquer formação superior, inclusive a de jornalista para se exercer um cargo tão digno como o nosso. Contudo, sou contrário à obrigatoriedade do diploma para ser jornalista, pois isso não garante bons profissionais. Agora, não posso admitir que nenhum nem outro venha a tentar jogar o nome do sindicato na lama por causa de suas opiniões imbecis que só tem a ver com guerrinhas particulares com o atual presidente. Volto a dizer que, a partir do momento que se pronuncia a palavra "Sinjor", você está se referindo a toda uma diretoria, não apenas ao Marcos Grutzmacher, o presidente. Eu mesmo faço parte desta diretoria e não posso aceitar que se condene o que fazemos só porque contraria as ideologias imbecis e hipócritas de meia dúzia de mercenários e fisiologistas, principalmente gente que nunca sequer pisou naquela salinha anexa ao estádio Aluízio Ferreira, lá no bairro Arigolândia, aqui na Capital. Querem descer a lenha no Marcos? Fiquem à vontade! Agora se falar por todo o Sinjor, vão levar o troco, nem que seja por aqui. E eu tenho certeza que, a partir de hoje, com esse pequeno texto, vocês vão ler diariamente este "diário virtual". Sem mais para o momento, só quero avisar que não sou injusto com ninguém, para não serem injustos comigo. Do contrário, já sabem: "Comigo, é na inhanha!!!"
sexta-feira, maio 12, 2006
Curtas & Rápidas (sem censura)

Essa é a coluna do amigo Jorge Vasquez que, segundo ele, foi censurada pelo site que a publica. Trata-se de mais um episódio do embate intelecto-virtual dele com o veterano (e também colega meu) Paulo Queiroz. Só que aqui não tem censura. Quero ver é sangue e o circo pegar fogo! Já disse que não tenho pena de quem não é meu parente. Volto a repetir a frase do personagem Frederico Evandro (Marco Nanini, na foto) da película nacional "Lisbela e o Prisioneiro": Comigo, é na inhanha! Divirtam-se!
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SÓ PRÁ ELE
Vou começar pela “marvada” que o meu pra lá de dileto amigo fez elogios. Olhem só, caríssimos leitores, a estirpe da pessoa que está falando. Só se alguém não o conhecesse. Rá, rá, rá!
DEFINHANDO
Conhecido por letras ébrias, está em franco e voraz processo de esclerose múltipla. Graças a seus pouquíssimos neurônios, consegue vomitar alguma espurcícia (depois eu explico o espurcícia).
AMARRAS
O “erudito” está tão preso a fórmulas e escritas do passado, até dicionário que lança mão está desatualizado, já que os verbetes “royalties” e “low profile” já foram incorporados aos novíssimos dicionários da língua portuguesa. Se o amigo fosse um filme, sem dúvida se chamaria “Em Algum Lugar do Passado”.
CPU
Se o computador do amigo não contasse com o recurso de auto-correção, com certeza escreveria farmácia com PH. Assim é phoda, meu caro!
COLOQUIAL
É melhor ter um subtexto entendido por todos que uma espurcícia que ninguém compreende. Pra não cair no mesmíssimo erro do preclaro amigo, vou poupar tempo dos leitores: espurcícia que dizer porcaria, imundice.
EM TEMPO
Uma boa pedida para o amigo “intelectual de boteco” é a estréia do filme de Mazzaropi, sob o título Fuzileiro do amor. Em cartaz nos melhores cines do País, em ‘cinemascope’ e ‘eastmam color’.
CAOLHO
Como o próprio se auto-intitula (jornalista e pirata do rum Montila), talvez por causa de um dos olhos tapado (não só o olho como a carcaça toda) só enxergue o mundo pela metade.
PS 1 – recebi e agradeço os e-mails a mim endereçado, por ocasião deste doce passatempo com um amigo jornalista de longa data. A ampla maioria dos e-mails foi de novos jornalistas, que por razão óbvia não vou citar nome.
PS 2 – tenho três colunas prontinhas para o deleite dos leitores (ficam adiadas). Por enquanto vou me ocupar com velho (e põe velho nisso) amigo. O compromisso da coluna não é com a semântica, gerúndio, a sintaxe, uso da crase ou o raio que o parta. A aqui só vale a irreverência, hilaridade, que algum imbecil (que não é o amigo em questão) ainda não percebeu. Se tocou?
PS 3 – contrário ao amigo que fica roubando texto da internet, como afirma em sua chula tréplica, o texto acima foi extraído da “caixola”, sem auxilio de dicionário ou recorrendo ao tribuno Cícero e outros pensadores. Prefiro ficar com os meus pensadores, o Gabriel. Sacou, cara-pálida?
E-mail para j.vasquez@bol.com.br
terça-feira, maio 09, 2006
Tá escrito "burro" na minha testa?!
Tenho lido nos sites locais uma enxurrada de cacetadas no deputado Neri Firigolo, aquele ser bestial com aparência do mordomo do Drácula que foi denunciado por uma suposta funcionária fantasma. Sinceramente, não defendo nenhum crápula que esteja envolvido com algum tipo de corrupção, mas abomino as campanhas encomendadas contra esses idiotas justamente por pessoas que são mil vezes piores do que eles. Imagina só, descer a lenha no Firigolo só porque ele teve um casinho irregular se comparado ao mar de lama criado pelos demais parlamentares da Casa do Povo rondoniense? A porcalhada dos sanguessugas do povo começa com o presidente e vai até o mais fraquinho dos deputados, se é que tem algum. Os caras apareceram em todo o Brasil pedindo propina (o dinheiro do povo) para o também "comilão analfabeto" que mais parece o Urtigão (Walt Disney) e ninguém publica nada?. Vamos maneirar, pessoal. Elogiar demasiadamente o Carlão de Oliveira só porque ele faz uma aparição filantrópica aqui e ali e esconder toda a sujeira que ele e a sua gangue já fizeram e ainda fazem, além de direcionar uma campanha destrutiva contra um coitado de aparência sinistra e intelecto duvidoso (peraí, todos eles não são assim?) é, no mínimo, ofender a inteligência dos internautas. Façam-me um favor! Deixem o fisiologismo de lado e comecem a agir como jornalistas, o Quarto Poder, os verdadeiros representantes da voz rouca das ruas. E quem não gostou, que caia dentro! Comigo, é na "inhanha!"
sexta-feira, maio 05, 2006
Muy amigo!
Em tempos de eleição, até mesmo as porcalhadas envolvendo assessores de políticos são motivos para as guerras partidárias e de interesse. Neste vácuo, não poderia deixar passar desapercebido o fato de que dois exemplos claros de patifes de marca maior tomaram as páginas dos grandes jornais brasileiros nos últimos meses. O primeiro é o professor Moisés de Oliveira, irmão do presidente da Assembléia Legislativa, o tal do Carlão. Moisés, que antes era tido como um Deus para alguns jornalistas (era a fonte da grana), foi parar no Urso Branco por estar envolvido em inúmeras falcatruas geradas por sua atuação pesada na Casa do Povo. O dinheiro público não apareceu e poucas semanas depois, mesmo com a intervenção negativista da Tevê Globo local, o dito cujo estava solto.
O segundo é Francisco Machado Filho, que até ontem era assessor do deputado federal Nilton Capixaba (PTB) mas foi exonerado depois de ser preso pela Polícia Federal acusado de fraudes, desvio de dinheiro público e formação de quadrilha (?). O cidadão virou manchete até em grandes jornais do Brasil, como o O Globo.
Mas quem pensa que acaba por aí está enganado. Como se sabe que não existe mais vergonha na cara deste País e os bandidos desafiam até mesmo o bom senso das autoridades, um fato novo e escabroso surgiu: Os dois estavam juntos. Não atuando nos mesmos casos... é que Moisés de Oliveira está atualmente lotado no mesmo gabinete onde atuava Francisco Machado.
Além de termos de aguentar a safadeza dos deputados, agora temos que aguentar a de seus assessores. Por que os bandidos gostam tanto de agir "bem acompanhados"? Alô, polícia!
O segundo é Francisco Machado Filho, que até ontem era assessor do deputado federal Nilton Capixaba (PTB) mas foi exonerado depois de ser preso pela Polícia Federal acusado de fraudes, desvio de dinheiro público e formação de quadrilha (?). O cidadão virou manchete até em grandes jornais do Brasil, como o O Globo.
Mas quem pensa que acaba por aí está enganado. Como se sabe que não existe mais vergonha na cara deste País e os bandidos desafiam até mesmo o bom senso das autoridades, um fato novo e escabroso surgiu: Os dois estavam juntos. Não atuando nos mesmos casos... é que Moisés de Oliveira está atualmente lotado no mesmo gabinete onde atuava Francisco Machado.
Além de termos de aguentar a safadeza dos deputados, agora temos que aguentar a de seus assessores. Por que os bandidos gostam tanto de agir "bem acompanhados"? Alô, polícia!
sexta-feira, abril 28, 2006
Hau!
Depois de um bom tempo parado e só fazendo trabalhos pessoais, resolvi atualizar esse pequeno diário virtual. Bom, sem balelas, vamos às notas desta sexta-feira, 28 de abril:
* Fiquei surpreso com o comportamento bem humorado do arcebispo Dom Moacir Grechi na Assesmléia Legislativa de Rondônia. Apesar do local ser considerado um poço de pecado$ (grafado assim mesmo), o líder espiritual dos católicos distribuiu sorrisos e elogios ao chefe dos políticos mais corruptos destas paragens. O quê que um pouco de boa ação com os pobres não faz, não é mesmo, deputados? Espertinhos... pelo menos devem estar recebendo um pouco de orientação daquela assessoria de imprensa que, quando não está a fazer nada, inventa de trabalhar um pouco.
* Mas a casa de leis mais corrupta do Brasil não é só lama, pelo contrário! Apesar de ser um desafeto declarado de políticos safados, tenho que dar o braço a torcer para a mudança completa do visual daquele prédio promovida pelo atual "dono dos porcos". O cara pode até ter cara e estilo de dono de banca de jogo do bicho e falar como um matuto (e aquela voz de pato?), mas pelo menos tem mostrado um pouco de investimento. Para isso, basta ganhar um pouquinho daquela verbinha maldita...
* Por falar em não fazer nada, um belo exemplo de Central dos Coçadores de Saco (CCS) é a atual assessoria de imprensa da Prefeitura. Quando a gente vai lá, raramente encontra alguém que possa estender a mão e ajudar numa pauta. O que a gente encontra... bem... é deprimente. E descobri que tem assessoria também pela parte da tarde. Digam que isso não é verdade, por Deus!
* Muita gente tem me cobrado: "E aí, vai sair sua lista das mais belas ou não?" Bom, logo, logo estarei publicando algo neste sentido pois promessa é divida. Basta eu alcançar o espírito do trabalhador porque, até agora, ainda me sinto um preguiçoso de primeira grandeza. Posso tomar umas "gelas" primeiro?
* Fiquei surpreso com o comportamento bem humorado do arcebispo Dom Moacir Grechi na Assesmléia Legislativa de Rondônia. Apesar do local ser considerado um poço de pecado$ (grafado assim mesmo), o líder espiritual dos católicos distribuiu sorrisos e elogios ao chefe dos políticos mais corruptos destas paragens. O quê que um pouco de boa ação com os pobres não faz, não é mesmo, deputados? Espertinhos... pelo menos devem estar recebendo um pouco de orientação daquela assessoria de imprensa que, quando não está a fazer nada, inventa de trabalhar um pouco.
* Mas a casa de leis mais corrupta do Brasil não é só lama, pelo contrário! Apesar de ser um desafeto declarado de políticos safados, tenho que dar o braço a torcer para a mudança completa do visual daquele prédio promovida pelo atual "dono dos porcos". O cara pode até ter cara e estilo de dono de banca de jogo do bicho e falar como um matuto (e aquela voz de pato?), mas pelo menos tem mostrado um pouco de investimento. Para isso, basta ganhar um pouquinho daquela verbinha maldita...
* Por falar em não fazer nada, um belo exemplo de Central dos Coçadores de Saco (CCS) é a atual assessoria de imprensa da Prefeitura. Quando a gente vai lá, raramente encontra alguém que possa estender a mão e ajudar numa pauta. O que a gente encontra... bem... é deprimente. E descobri que tem assessoria também pela parte da tarde. Digam que isso não é verdade, por Deus!
* Muita gente tem me cobrado: "E aí, vai sair sua lista das mais belas ou não?" Bom, logo, logo estarei publicando algo neste sentido pois promessa é divida. Basta eu alcançar o espírito do trabalhador porque, até agora, ainda me sinto um preguiçoso de primeira grandeza. Posso tomar umas "gelas" primeiro?
terça-feira, abril 18, 2006
Agora é minha vez!
Acho que algumas pessoas pensaram que eu votei na eleição das gatas mais lindas da imprensa rondoniense, promovida por mim mesmo e que contou com a participação de oito eleitores da mídia local. Eu não votei! Quem votaram foram Nonato Cruz, Paulo Ricardo, Leivinha Oliveira, Antônio Queiroz (todos do O Estadão do Norte), Nilsinho (Folha de Rondônia), Mário Moraes (do site de mesmo nome), Marcos Henrique "Tóia" (O Observador) e Luíz Alexandre (Assessor de Comunicação da Seapen). Só que eu mesmo fiquei curioso pra saber quais seriam as minhas 10 escolhidas nesta carismática eleição da beleza de nossas colegas de ofício. Bom, acho que alguns votantes e até votadas (ou não) também ficaram querendo saber o mesmo. Portanto, decidi votar agora e, devo alertar, sou extremamente exigente no quesito beleza feminina. Sendo assim, logo estarei disponibilizando um tópico gigante com as minhas preferidas e, adianto, com muitas surpresas. Vou mostrar a esse povo como é que se vota em mulher bonita. Aguardem!
sábado, abril 15, 2006
A resposta!

Li e gostei do que vi no novíssimo blog do companheiro Luka Ribeiro (foto) e acredito que, embora algumas antas pensem que é troca de elogios, posso garantir que se trata apenas de admiração mútua, pois ambos reconhecem o pontencial e talento um do outro. Amigo Carlinhos, a quem tenho pura consideração e devoção, posso lhe garantir que já possui um lugar eterno na história de vida deste pequeno blogueiro. Para quem não o conhece, alerto que podem se assustar com tamanho empenho e capacidade em suas atividades. O cara é fera mesmo e, como eu já disse antes, só elogio a quem merece. Que se danem os genéricos, ele é o melhor diretor de produção, artista gráfico e amigo que algum empresário pode ter neste pequeno lugar do mundo. Pena que algumas "estrelas globais recém-paridas" esquecem destes valores. O endereço do blog é http://blogdolukaribeiro.blogspot.com. Valeu, grande amigo, de coração.
sexta-feira, março 31, 2006
terça-feira, março 28, 2006
O tal do Regulamento
Muita gente que está interessada em participar da eleição da Gata da Imprensa Rondoniense quer saber como vai ser a escolha, o método para definir a primeiríssima colocada. Bom, aí vai o tal do Regulamento:01) Qualquer internauta pode participar e incluir suas candidatas prediletas, de qualquer parte do Estado. O importante é colocar o nome e um sobrenome da profissional e dizer onde ela trabalha (empresa e município). Se puder, podem mandar as fotos das gatas, pois é melhor ainda;
02) O votante (eleitor) deverá também dizer seu primeiro nome e sobrenome (e pseudônimo, se tiver) e também revelar sua profissão, aonde trabalha e o município;
03) As sugestões são muitas e sempre surgem mais candidatas apontadas pelos jornalistas. Mas a lista é de apenas 10 candidatas (Top 10) e deve obedecer a ordem decrescente na sua apresentação, ou seja, a primeira a ser listada, na linha de cima, será a que estará em 10º lugar na sua preferência. Em seguida (na linha de baixo) vem a 9ª colocada e assim sucessivamente, até chegar à primeira colocada, a que o eleitor acredita ser a mais bonita de todas;
04) Nenhuma das virtuais candidatas será desclassificada ou será retirada do certame, mesmo que ela peça ou implore. O concurso não abre brechas para as candidatas apontadas pelos homens que não queiram participar, afinal, o que vale aqui é a palavra dos homens e contra os jornalistas, ninguém vai. E tem mais... este é um blog feito por um jornalista machista até o “bagos”;
05) Não importa se a candidata sugerida é chata, metida, arrogante, tola, vendida, vadia, boca suja, intrometida, mala sem alça ou se não sabe escrever um texto que preste. O que importa aqui é beleza física, só isso e nada mais. Portanto, não serão aceitas as inscrições (sugestões) dos colegas se a candidata não preencher os requisitos mínimos de beleza. Bagulhada aqui não entra!
06) Não serão aceitas as listas das 10 Mais de quem não atender aos requisitos expostos nos 5 primeiros tópicos deste Regulamento;
07) Os critérios para a seleção final serão os seguintes: Cada posição da lista é determinada por uma pontuação. Veja abaixo:
10ª colocação (1 ponto)
9ª colocação (2 pontos)
8ª colocação (3 pontos)
7ª colocação (4 pontos)
6ª colocação (5 pontos)
5ª colocação (6 pontos)
4ª colocação (7 pontos)
3ª colocação (8 pontos)
2ª colocação (9 pontos)
1ª colocação (10 pontos)
08) Portanto, o concurso será definido na questão da "regularidade" (parece Enduro), ou seja, quem for votada - na opinião individual dos votantes - por mais vezes nos primeiros lugares, terá mais chance de ser a vencedora, pois vai conquistar o maior número de pontos possíveis.
09) Mas nem sempre o primeiro lugar vai decidir a parada. Veja um exemplo: A candidata "X" ficou (seguindo as listas de 10 possíveis eleitores) por três vezes no 1º lugar e as sete restantes oscilou entre a 6ª e 10ª posição (3 vezes na 6ª e 4 vezes na 10ª - cada um tem seu gosto). Assim, ela ficará com 30 pontos das vezes que foi indicada a 1ª colocação, mais 15 das 6ªs colocações e 4 pontos das 10ªs colocações. Serão 30 + 15 + 4 = 49 pontos. No entanto, a candidata “Y” ficou 4 vezes na 3ª colocação, 2 vezes na 4ª e mais 4 vezes na 5ª. Portanto, ficará com 32 pontos das 3ªs colocações, 14 pontos da 4ªs colocações e mais 24 pontos das 5ªs colocações. Assim 32 + 14 + 24 = 70 pontos, superando a candidata “X”, que foi indicada por três vezes na 1ª colocação. A regra é clara!
10) A comissão organizadora do concurso ainda está definindo uma espécie de “premiação” para a vencedora, mas adianta que não será nada em dinheiro. Podem esquecer!
As listas dos interessados em votar devem ser enviadas ao e-mail rondineligonzalez@uol.com.br ou rondineligonzalez@gmail.com.
Um aviso: Participa quem quiser. Quem vier frescar, vai ser sacaneado aqui mesmo no blog e até mesmo na coluna do J. Vasquez (arre égua)!
A comissão organizadora (eu... e só eu) deseja a todos os eleitores um bom e sincero voto e às candidatas, boa sorte! O que vale aqui é a diversão e o bom humor.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Net boa
Mudando um pouco o estilo, vamos falar aqui de internet. Quem nunca viu um computador ficar lento demais mesmo este sendo uma super máquina como um Pentium 4 com 512 MB de memória Ram? Pois bem... muitas vezes trata-se dos famosos malwares (spywares, adwares, trojans, keyloggers, hijacks) e outras pragas virtuais que se instalaram silenciosamente no micro e deixando a performance do P4 como a de um XT da época do Ronald Reagan. Para isso, basta utilizar um antivírus atualizado (quase todos os dias tem atualizacao nova) como o AVG e Avast - ambos gratuitos e em português - ter instalado um bom firewall (programa que impede as invasões de pessoas mal intencionadas e programas hostis) como o Zone Alarm (o melhor, na minha opinião e, ainda de graça) e ter ainda, pelo menos, o Ad Aware, o Spybot Search & Destroy e o Microsoft Antispyware na máquina. Estes três programinhas, que também são freeware (gratuitos) e que tem diversas atualizações, podem tirar todo o tipo de porcaria que os antivírus não encontram. É só passar os programas que, com certeza, você encontrará um monte de lixo que se instalou sem você notar, mudando a página inicial do navegador (geralmente para páginas de conteúdo pornô), instalando programinhas que você nunca ouviu falar e deixando sua máquina uma verdadeira carroça. Se você utilizar o Windows XP com Service Pack 2 é melhor ainda, pois já vem com um eficiente bloqueador de pop-ups (aquelas janelinhas que abrem sem você mandar) e um firewall pronto. Seguindo essas orientações, você não estará 100% livre das pragas virtuais, mas vai estar mais seguro e limpo pra ter uma excelente navegação com a velocidade normal oferecida pelo seu equipamento. Depois, é só alegria.
terça-feira, dezembro 06, 2005
Pleonasmos
Esta lista é do professor Pasquale... Veja como falamos errado tantas vezes e nem percebemos. Já acostumamos...
01) Planos ou projetos para o futuro. Você conhece alguém que faz planos para o passado? Só se for o Michael Fox no filme "De volta para o Futuro".
02) Criar novos empregos. Ora, bolas, alguém consegue criar algo velho?
03) Habitat natural. Todo habitat é natural; consulte um dicionário.
04) Prefeitura Municipal. No Brasil só existem prefeituras nos municípios. Aliás, ainda bem!05) Conviver junto. É possível conviver separadamente?
06) Sua autobiografia. Se é autobiografia, já é sua.
07) Sorriso nos lábios. Já viu sorriso no umbigo? (eu ja vi nos olhos - esta não vale)
08) Goteira no teto. No chão é impossível!
09) Estrelas do céu. Paramos à noite para contemplar o lindo brilho das estrelas do mar?
10) General do Exército. Só existem generais no Exército; Brigadeiro da Aeronáutica. Só existem brigadeiros na Aeronáutica; Almirante da Marinha. Só existem almirantes na Marinha.
11) Manter o mesmo time. Pode-se manter outro time? Nem o Felipão consegue!
12) Labaredas de fogo. De que mais as labaredas poderiam ser? De água?
13) Pequenos detalhes. Se é detalhe, então já é pequeno. Existem grandes detalhes?
14) Erário público. O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta!
15) Despesas com gastos. Despesas e gastos sao sinônimos!
16) Encarar de frente. Você conhece alguém que encara de costas ou de lado?
17) Monopólio exclusivo. Ora, pílulas, se é monopólio, já é total ou exclusivo...
18) Ganhar grátis. Alguém ganha pagando?
19) Países do mundo. E de onde mais podem ser os países?
20) Viúva do falecido. Até prova em contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido.
21) Acordo Amigável. Se é acordo, só pode ser amigável.
01) Planos ou projetos para o futuro. Você conhece alguém que faz planos para o passado? Só se for o Michael Fox no filme "De volta para o Futuro".
02) Criar novos empregos. Ora, bolas, alguém consegue criar algo velho?
03) Habitat natural. Todo habitat é natural; consulte um dicionário.
04) Prefeitura Municipal. No Brasil só existem prefeituras nos municípios. Aliás, ainda bem!05) Conviver junto. É possível conviver separadamente?
06) Sua autobiografia. Se é autobiografia, já é sua.
07) Sorriso nos lábios. Já viu sorriso no umbigo? (eu ja vi nos olhos - esta não vale)
08) Goteira no teto. No chão é impossível!
09) Estrelas do céu. Paramos à noite para contemplar o lindo brilho das estrelas do mar?
10) General do Exército. Só existem generais no Exército; Brigadeiro da Aeronáutica. Só existem brigadeiros na Aeronáutica; Almirante da Marinha. Só existem almirantes na Marinha.
11) Manter o mesmo time. Pode-se manter outro time? Nem o Felipão consegue!
12) Labaredas de fogo. De que mais as labaredas poderiam ser? De água?
13) Pequenos detalhes. Se é detalhe, então já é pequeno. Existem grandes detalhes?
14) Erário público. O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta!
15) Despesas com gastos. Despesas e gastos sao sinônimos!
16) Encarar de frente. Você conhece alguém que encara de costas ou de lado?
17) Monopólio exclusivo. Ora, pílulas, se é monopólio, já é total ou exclusivo...
18) Ganhar grátis. Alguém ganha pagando?
19) Países do mundo. E de onde mais podem ser os países?
20) Viúva do falecido. Até prova em contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido.
21) Acordo Amigável. Se é acordo, só pode ser amigável.
terça-feira, novembro 01, 2005
Como é que é??!
Tenho lido muita coisa na internet tratando do polêmico assunto da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista. Bem, passei mais de 45 minutos só lendo um texto de um jornalista chamado Eduardo Ribeiro e, em seguida, alguns dos inúmeros comentários de jornalistas – formados ou não – acerca de seu arrebatado texto intitulado “E agora, juíza? Quem paga o prejuízo?” As opiniões, obviamente, divergem muito, pois cada um dos representantes dos “estudantes” e dos “precários” expõe de maneira clara, sucinta e até mesmo cômica, seus fundamentos. Em outro site local, li também a refutação de um senhor chamado Daniel Oliveira da Paixão, contrariando a intensa defesa dos ditos “formados” ou “formandos” ao maldito canudo.
O que se tem em vista é um embate parecido com o que fora colocado em questão à época do malfadado referendo da proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. Ou seja, complicado e confuso até o último suspiro de cada um dos defensores ou algozes do diploma. Mas, como jornalista – e já assumo que não sou formado – não poderia deixar esse assunto passar em branco. Então, é isso, caros colegas, formados ou não, agora farei, de maneira totalmente particular, um breve (não tão breve assim) comentário sobre este assunto que tanto aflige a humanidade. Lembrem-se de que estamos num blog, comandado por um egocêntrico, reacionário e subversivo dublê de jornalista. Aqui, adotamos apenas slogans de figurinhas como o Coisa (Quarteto Fantástico) e Wolverine (X-Men), algo do tipo... “É HORA DO PAU!!!!”
Na semana passada, segundo o site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Brasil parou para acompanhar a votação do caso da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Essa obrigatoriedade tinha sido extinta em meados de outubro de 2001, quando a juíza Carla Rister, do Tribunal Regional Federal de São Paulo da 3ª Região, concedeu liminar que acabava com a exigência do curso superior de Jornalismo para quem realmente precisava atuar e que tivesse capacidade para tanto, a exemplo do que acontece em países como Estados Unidos e Japão. Mas, na última sexta-feira, os juízes Manoel Álvares, Salete Nascimento e Alda Basto, derrubaram a liminar e deram a vitória aos jornalistas formados, aos professores e alunos dos cursos de Jornalismo. A comemoração foi tanta que até mesmo em Estados onde a maioria dos jornalistas ativos são provisionados – não possuem o curso superior – houve entusiasmo exacerbado.
Mas abordemos os detalhes: De acordo com um trecho de um artigo transcrito do jornal Folha de S. Paulo - 12/5/03 e publicado no site da revista Consultor Jurídico no dia 12 de maio do mesmo ano, “...A "Carta pela Imprensa Livre", estabelecida pelo Comitê Mundial pela Liberdade de Imprensa (WFPC), em Londres, em 1987, afirma explicitamente: "Devem ser eliminadas as restrições por meio de regulamentação ou de outros procedimentos de certificação ao livre acesso ao campo do jornalismo ou sobre sua prática". Esse documento, assim como outros de igual teor, como a Declaração de Chapultepec, de 1994, da Sociedade Interamericana de Imprensa, é enfatizado no "Relatório Mundial sobre a Comunicação 98", da Unesco. No plano jurídico, essa exigência também é absurda. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo foi estabelecida pelo decreto-lei 972, de 1969. Baixado pela Junta Militar, que governou o país com o Congresso Nacional fechado, seu texto não mostra apoio em nenhuma Constituição ou lei, exceto nos já revogados AI 5 e AI 16. Por isso, esse dispositivo já foi repudiado por juristas dos mais respeitados do país...”
Como podem ver, caros colegas, não fui eu quem escreveu isso. Tenho internet em casa e posso garimpar essas pérolas pelo Google. De qualquer forma, não quero dizer agora que o diploma seja inútil, mas não defendo a tese de que quem o tem está “completamente” capacitado para ser um jornalista de verdade, honesto, com credibilidade e experiência de vida para isso. Ora, se for assim, o que acontecerá com os renomados jornalistas que o Brasil possui? Aqui em Rondônia, nestes meus quase 9 anos de imprensa, conheci verdadeiros mestres das palavras, que sabem, como ninguém, expressar suas idéias e passar a quem realmente interessa – o leitor – uma opinião séria, comprometida com a verdade, com a ética e, quem sabe, até mesmo com a linguagem de um povo. Ou vocês não repararam o quão eloqüente são os textos daqueles nossos conhecidos jornalistas veteranos, de barbas e cabelos brancos, corpos já deformados pelo tempo e pelo incessante trabalho (tem o fator álcool e tabaco também)? Eles são venerados principalmente por esses cordeirinhos artificiais que defendem 4 anos de ralação de bunda nos bancos de academias caça-níqueis e, principalmente, de um pedaço de papel que possa lhe garantir uma vaga neste sufocado mercado da mídia.
Peço vênia, contudo, para explanar meus conhecimentos de pessoas com quem tenho atuado nesta imprensa rondoniense. Pôxa!... esses caras que não têm o diploma, possuem, no mínimo, mais de 25 anos de experiência na profissão e isso não deve ser jogado na lata de lixo, e sim resguardado. Conheço caras que sequer possuem o Ensino Médio completo e escrevem melhor do que alguns jornalistas que arrotam a formação em nossa cara mas, na prática, possuem textos semelhantes aos de crianças do Fundamental ou até de apenados do Urso Branco. Daí eu pergunto: Vale a pena possuir um diploma e não ter o conhecimento prático, a experiência de vida, o conhecimento do cotidiano, a retórica tão necessária em textos, a empatia com o público e, especialmente, com os entrevistados?
Tem mais... não quero aqui defender que qualquer cavador de poço – por mais que possua inteligência mediana – se transforme em um jornalista da noite pro dia. O que defendo é o direito à liberdade de expressão dada a qualquer cidadão e isso, sabemos, pode ser feito através de bate papo em barzinhos, em debates de escolas primárias, em blogs, em sites pessoais e, por que não, em um jornal? Claro que não vamos colocar um bóia fria qualquer para ser nosso âncora, nosso Clark Kent ou Lois Lane – acredito que nenhum dono de jornal, em sã consciência, faria esse papelão – mas devemos saber que não basta ter o conhecimento técnico e alguns trabalhos apresentados às pressas (por que temos uma festinha mais tarde com os amigos) nas salas das faculdades para sermos considerados os “feras” do jornalismo.
Não quero também contrariar os colegas que estão na faculdade completando o curso de jornalismo. Este curso, assim como os demais, deve ser valorizado, até porque, em muitos casos, possui um alto custo nos 4 anos de graduação. Mas devemos saber que o mercado é formado por feras, gente que já está na lida há muito tempo e que, com certeza, podem até mesmo dar aulas de jornalismo aos professores que hoje estão lhe ensinando nestas academias. Por falar em dar aulas... quem instituiu o diploma? Qualquer diploma, seja ele de qualquer curso superior? Será que os grandes gênios da humanidade, os grandes pensadores, filósofos, escritores, pintores, cineastas, físicos e inventores possuíam algum diploma quando deixaram seus legados para os dias de hoje? Esses mesmos legados que hoje são abastados nas universidades? Ora, não sejamos tolos! Não quero dizer com isso que um médico, um dentista, um advogado, um engenheiro, um juiz de direito não tenha a obrigação de possuir o diploma. O que quero é dizer que o diploma de jornalismo não é um fim, mas um meio. Um meio de arrumar um emprego? Você, gatinha, que está fazendo jornalismo em Rondônia, só porque tem um rostinho bonito, um peitinho em forma de mamão ainda não colhido e uma bundinha empinada, acha mesmo que terá chance contra os mestres que fundaram a Imprensa neste Estado? Me diga... você pagou em média R$ 400 mensais durante quatro anos (R$ 19.200) para se formar e... finalmente, se contratada, vai ganhar um piso salarial de R$ 920? Isso é menos do que ganha um motorista de ônibus coletivo de Porto Velho.
Só para iniciar o fim deste artigo, quero lembrar a todos que a vitória dos pró-diplomas é provisória. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal e, lá, eu quero ver se vamos regredir assim como os países que exigem o canudo e não mostram qualidade e ética em seus “profissionais”. Por falar em ética, alguém aí sabe se essa palavra existe ou é aplicada no jornalismo tupiniquim? Como diz aquela voz no programa do Dalton: “Sei não, hein?” Por enquanto, é bom abaixar o facho e não começar a caçar os precários. O que o Ministério Público do Trabalho pode, agora, é apenas impedir que novos registros precários sejam expedidos. Nada de perseguição, entendeu? Ainda há muita água pra rolar por debaixo da ponte.
Ah, quase ia me esquecendo... se o diploma for obrigatório para ser jornalista, isso quer dizer que basta eu comprar uma máquina digital, sair por aí dizendo que sou repórter-fotográfico ou, também, saber técnicas de linhas cruzadas ou saber mexer no Quark ou Pagemaker para me intitular diagramador e, em ambos os casos, garantir uma carteira de jornalista “definitivo” expedida pela Fenaj e, conseqüentemente, ter direito a perceber o mesmo salário daquele que (há, há, há), gastou uma nota preta e se lascou durante 4 anos só pra ter o diploma? Se for assim, paro de reclamar agora!
O que se tem em vista é um embate parecido com o que fora colocado em questão à época do malfadado referendo da proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. Ou seja, complicado e confuso até o último suspiro de cada um dos defensores ou algozes do diploma. Mas, como jornalista – e já assumo que não sou formado – não poderia deixar esse assunto passar em branco. Então, é isso, caros colegas, formados ou não, agora farei, de maneira totalmente particular, um breve (não tão breve assim) comentário sobre este assunto que tanto aflige a humanidade. Lembrem-se de que estamos num blog, comandado por um egocêntrico, reacionário e subversivo dublê de jornalista. Aqui, adotamos apenas slogans de figurinhas como o Coisa (Quarteto Fantástico) e Wolverine (X-Men), algo do tipo... “É HORA DO PAU!!!!”
Na semana passada, segundo o site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Brasil parou para acompanhar a votação do caso da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Essa obrigatoriedade tinha sido extinta em meados de outubro de 2001, quando a juíza Carla Rister, do Tribunal Regional Federal de São Paulo da 3ª Região, concedeu liminar que acabava com a exigência do curso superior de Jornalismo para quem realmente precisava atuar e que tivesse capacidade para tanto, a exemplo do que acontece em países como Estados Unidos e Japão. Mas, na última sexta-feira, os juízes Manoel Álvares, Salete Nascimento e Alda Basto, derrubaram a liminar e deram a vitória aos jornalistas formados, aos professores e alunos dos cursos de Jornalismo. A comemoração foi tanta que até mesmo em Estados onde a maioria dos jornalistas ativos são provisionados – não possuem o curso superior – houve entusiasmo exacerbado.
Mas abordemos os detalhes: De acordo com um trecho de um artigo transcrito do jornal Folha de S. Paulo - 12/5/03 e publicado no site da revista Consultor Jurídico no dia 12 de maio do mesmo ano, “...A "Carta pela Imprensa Livre", estabelecida pelo Comitê Mundial pela Liberdade de Imprensa (WFPC), em Londres, em 1987, afirma explicitamente: "Devem ser eliminadas as restrições por meio de regulamentação ou de outros procedimentos de certificação ao livre acesso ao campo do jornalismo ou sobre sua prática". Esse documento, assim como outros de igual teor, como a Declaração de Chapultepec, de 1994, da Sociedade Interamericana de Imprensa, é enfatizado no "Relatório Mundial sobre a Comunicação 98", da Unesco. No plano jurídico, essa exigência também é absurda. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo foi estabelecida pelo decreto-lei 972, de 1969. Baixado pela Junta Militar, que governou o país com o Congresso Nacional fechado, seu texto não mostra apoio em nenhuma Constituição ou lei, exceto nos já revogados AI 5 e AI 16. Por isso, esse dispositivo já foi repudiado por juristas dos mais respeitados do país...”
Como podem ver, caros colegas, não fui eu quem escreveu isso. Tenho internet em casa e posso garimpar essas pérolas pelo Google. De qualquer forma, não quero dizer agora que o diploma seja inútil, mas não defendo a tese de que quem o tem está “completamente” capacitado para ser um jornalista de verdade, honesto, com credibilidade e experiência de vida para isso. Ora, se for assim, o que acontecerá com os renomados jornalistas que o Brasil possui? Aqui em Rondônia, nestes meus quase 9 anos de imprensa, conheci verdadeiros mestres das palavras, que sabem, como ninguém, expressar suas idéias e passar a quem realmente interessa – o leitor – uma opinião séria, comprometida com a verdade, com a ética e, quem sabe, até mesmo com a linguagem de um povo. Ou vocês não repararam o quão eloqüente são os textos daqueles nossos conhecidos jornalistas veteranos, de barbas e cabelos brancos, corpos já deformados pelo tempo e pelo incessante trabalho (tem o fator álcool e tabaco também)? Eles são venerados principalmente por esses cordeirinhos artificiais que defendem 4 anos de ralação de bunda nos bancos de academias caça-níqueis e, principalmente, de um pedaço de papel que possa lhe garantir uma vaga neste sufocado mercado da mídia.
Peço vênia, contudo, para explanar meus conhecimentos de pessoas com quem tenho atuado nesta imprensa rondoniense. Pôxa!... esses caras que não têm o diploma, possuem, no mínimo, mais de 25 anos de experiência na profissão e isso não deve ser jogado na lata de lixo, e sim resguardado. Conheço caras que sequer possuem o Ensino Médio completo e escrevem melhor do que alguns jornalistas que arrotam a formação em nossa cara mas, na prática, possuem textos semelhantes aos de crianças do Fundamental ou até de apenados do Urso Branco. Daí eu pergunto: Vale a pena possuir um diploma e não ter o conhecimento prático, a experiência de vida, o conhecimento do cotidiano, a retórica tão necessária em textos, a empatia com o público e, especialmente, com os entrevistados?
Tem mais... não quero aqui defender que qualquer cavador de poço – por mais que possua inteligência mediana – se transforme em um jornalista da noite pro dia. O que defendo é o direito à liberdade de expressão dada a qualquer cidadão e isso, sabemos, pode ser feito através de bate papo em barzinhos, em debates de escolas primárias, em blogs, em sites pessoais e, por que não, em um jornal? Claro que não vamos colocar um bóia fria qualquer para ser nosso âncora, nosso Clark Kent ou Lois Lane – acredito que nenhum dono de jornal, em sã consciência, faria esse papelão – mas devemos saber que não basta ter o conhecimento técnico e alguns trabalhos apresentados às pressas (por que temos uma festinha mais tarde com os amigos) nas salas das faculdades para sermos considerados os “feras” do jornalismo.
Não quero também contrariar os colegas que estão na faculdade completando o curso de jornalismo. Este curso, assim como os demais, deve ser valorizado, até porque, em muitos casos, possui um alto custo nos 4 anos de graduação. Mas devemos saber que o mercado é formado por feras, gente que já está na lida há muito tempo e que, com certeza, podem até mesmo dar aulas de jornalismo aos professores que hoje estão lhe ensinando nestas academias. Por falar em dar aulas... quem instituiu o diploma? Qualquer diploma, seja ele de qualquer curso superior? Será que os grandes gênios da humanidade, os grandes pensadores, filósofos, escritores, pintores, cineastas, físicos e inventores possuíam algum diploma quando deixaram seus legados para os dias de hoje? Esses mesmos legados que hoje são abastados nas universidades? Ora, não sejamos tolos! Não quero dizer com isso que um médico, um dentista, um advogado, um engenheiro, um juiz de direito não tenha a obrigação de possuir o diploma. O que quero é dizer que o diploma de jornalismo não é um fim, mas um meio. Um meio de arrumar um emprego? Você, gatinha, que está fazendo jornalismo em Rondônia, só porque tem um rostinho bonito, um peitinho em forma de mamão ainda não colhido e uma bundinha empinada, acha mesmo que terá chance contra os mestres que fundaram a Imprensa neste Estado? Me diga... você pagou em média R$ 400 mensais durante quatro anos (R$ 19.200) para se formar e... finalmente, se contratada, vai ganhar um piso salarial de R$ 920? Isso é menos do que ganha um motorista de ônibus coletivo de Porto Velho.
Só para iniciar o fim deste artigo, quero lembrar a todos que a vitória dos pró-diplomas é provisória. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal e, lá, eu quero ver se vamos regredir assim como os países que exigem o canudo e não mostram qualidade e ética em seus “profissionais”. Por falar em ética, alguém aí sabe se essa palavra existe ou é aplicada no jornalismo tupiniquim? Como diz aquela voz no programa do Dalton: “Sei não, hein?” Por enquanto, é bom abaixar o facho e não começar a caçar os precários. O que o Ministério Público do Trabalho pode, agora, é apenas impedir que novos registros precários sejam expedidos. Nada de perseguição, entendeu? Ainda há muita água pra rolar por debaixo da ponte.
Ah, quase ia me esquecendo... se o diploma for obrigatório para ser jornalista, isso quer dizer que basta eu comprar uma máquina digital, sair por aí dizendo que sou repórter-fotográfico ou, também, saber técnicas de linhas cruzadas ou saber mexer no Quark ou Pagemaker para me intitular diagramador e, em ambos os casos, garantir uma carteira de jornalista “definitivo” expedida pela Fenaj e, conseqüentemente, ter direito a perceber o mesmo salário daquele que (há, há, há), gastou uma nota preta e se lascou durante 4 anos só pra ter o diploma? Se for assim, paro de reclamar agora!
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