sexta-feira, março 02, 2007

Um texto que deveria ser lido por todos os jornalistas (de novo)

Republicação do post intitulado "Como é que é", postado em 1º de novembro de 2005 neste blog.
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Tenho lido muita coisa na internet tratando do polêmico assunto da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista. Bem, passei mais de 45 minutos só lendo um texto de um jornalista chamado Eduardo Ribeiro e, em seguida, alguns dos inúmeros comentários de jornalistas – formados ou não – acerca de seu arrebatado texto intitulado “E agora, juíza? Quem paga o prejuízo?” As opiniões, obviamente, divergem muito, pois cada um dos representantes dos “estudantes” e dos “precários” expõe de maneira clara, sucinta e até mesmo cômica, seus fundamentos. Em outro site local, li também a refutação de um senhor chamado Daniel Oliveira da Paixão, contrariando a intensa defesa dos ditos “formados” ou “formandos” ao maldito canudo.
O que se tem em vista é um embate parecido com o que fora colocado em questão à época do malfadado referendo da proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. Ou seja, complicado e confuso até o último suspiro de cada um dos defensores ou algozes do diploma. Mas, como jornalista – e já assumo que não sou formado – não poderia deixar esse assunto passar em branco. Então, é isso, caros colegas, formados ou não, agora farei, de maneira totalmente particular, um breve (não tão breve assim) comentário sobre este assunto que tanto aflige a humanidade. Lembrem-se de que estamos num blog, comandado por um egocêntrico, reacionário e subversivo dublê de jornalista. Aqui, adotamos apenas slogans de figurinhas como o Coisa (Quarteto Fantástico) e Wolverine (X-Men), algo do tipo... “É HORA DO PAU!!!!”

Na semana passada, segundo o site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Brasil parou para acompanhar a votação do caso da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Essa obrigatoriedade tinha sido extinta em meados de outubro de 2001, quando a juíza Carla Rister, do Tribunal Regional Federal de São Paulo da 3ª Região, concedeu liminar que acabava com a exigência do curso superior de Jornalismo para quem realmente precisava atuar e que tivesse capacidade para tanto, a exemplo do que acontece em países como Estados Unidos e Japão. Mas, na última sexta-feira, os juízes Manoel Álvares, Salete Nascimento e Alda Basto, derrubaram a liminar e deram a vitória aos jornalistas formados, aos professores e alunos dos cursos de Jornalismo. A comemoração foi tanta que até mesmo em Estados onde a maioria dos jornalistas ativos são provisionados – não possuem o curso superior – houve entusiasmo exacerbado.
Mas abordemos os detalhes: De acordo com um trecho de um artigo transcrito do jornal Folha de S. Paulo - 12/5/03 e publicado no site da revista Consultor Jurídico no dia 12 de maio do mesmo ano,
“...A "Carta pela Imprensa Livre", estabelecida pelo Comitê Mundial pela Liberdade de Imprensa (WFPC), em Londres, em 1987, afirma explicitamente: "Devem ser eliminadas as restrições por meio de regulamentação ou de outros procedimentos de certificação ao livre acesso ao campo do jornalismo ou sobre sua prática". Esse documento, assim como outros de igual teor, como a Declaração de Chapultepec, de 1994, da Sociedade Interamericana de Imprensa, é enfatizado no "Relatório Mundial sobre a Comunicação 98", da Unesco. No plano jurídico, essa exigência também é absurda. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo foi estabelecida pelo decreto-lei 972, de 1969. Baixado pela Junta Militar, que governou o país com o Congresso Nacional fechado, seu texto não mostra apoio em nenhuma Constituição ou lei, exceto nos já revogados AI 5 e AI 16. Por isso, esse dispositivo já foi repudiado por juristas dos mais respeitados do país...”
Como podem ver, caros colegas, não fui eu quem escreveu isso. Tenho internet em casa e posso garimpar essas pérolas pelo Google. De qualquer forma, não quero dizer agora que o diploma seja inútil, mas não defendo a tese de que quem o tem está “completamente” capacitado para ser um jornalista de verdade, honesto, com credibilidade e experiência de vida para isso. Ora, se for assim, o que acontecerá com os renomados jornalistas que o Brasil possui? Aqui em Rondônia, nestes meus quase 9 anos de imprensa, conheci verdadeiros mestres das palavras, que sabem, como ninguém, expressar suas idéias e passar a quem realmente interessa – o leitor – uma opinião séria, comprometida com a verdade, com a ética e, quem sabe, até mesmo com a linguagem de um povo. Ou vocês não repararam o quão eloqüente são os textos daqueles nossos conhecidos jornalistas veteranos, de barbas e cabelos brancos, corpos já deformados pelo tempo e pelo incessante trabalho (tem o fator álcool e tabaco também)? Eles são venerados principalmente por esses cordeirinhos artificiais que defendem 4 anos de ralação de bunda nos bancos de academias caça-níqueis e, principalmente, de um pedaço de papel que possa lhe garantir uma vaga neste sufocado mercado da mídia.
Peço vênia, contudo, para explanar meus conhecimentos de pessoas com quem tenho atuado nesta imprensa rondoniense. Pôxa!... esses caras que não têm o diploma, possuem, no mínimo, mais de 25 anos de experiência na profissão e isso não deve ser jogado na lata de lixo, e sim resguardado. Conheço caras que sequer possuem o Ensino Médio completo e escrevem melhor do que alguns jornalistas que arrotam a formação em nossa cara mas, na prática, possuem textos semelhantes aos de crianças do Fundamental ou até de apenados do Urso Branco. Daí eu pergunto: Vale a pena possuir um diploma e não ter o conhecimento prático, a experiência de vida, o conhecimento do cotidiano, a retórica tão necessária em textos, a empatia com o público e, especialmente, com os entrevistados?
Tem mais... não quero aqui defender que qualquer cavador de poço – por mais que possua inteligência mediana – se transforme em um jornalista da noite pro dia. O que defendo é o direito à liberdade de expressão dada a qualquer cidadão e isso, sabemos, pode ser feito através de bate papo em barzinhos, em debates de escolas primárias, em blogs, em sites pessoais e, por que não, em um jornal? Claro que não vamos colocar um bóia fria qualquer para ser nosso âncora, nosso Clark Kent ou Lois Lane – acredito que nenhum dono de jornal, em sã consciência, faria esse papelão – mas devemos saber que não basta ter o conhecimento técnico e alguns trabalhos apresentados às pressas (por que temos uma festinha mais tarde com os amigos) nas salas das faculdades para sermos considerados os “feras” do jornalismo.
Não quero também contrariar os colegas que estão na faculdade completando o curso de jornalismo. Este curso, assim como os demais, deve ser valorizado, até porque, em muitos casos, possui um alto custo nos 4 anos de graduação. Mas devemos saber que o mercado é formado por feras, gente que já está na lida há muito tempo e que, com certeza, podem até mesmo dar aulas de jornalismo aos professores que hoje estão lhe ensinando nestas academias. Por falar em dar aulas... quem instituiu o diploma? Qualquer diploma, seja ele de qualquer curso superior? Será que os grandes gênios da humanidade, os grandes pensadores, filósofos, escritores, pintores, cineastas, físicos e inventores possuíam algum diploma quando deixaram seus legados para os dias de hoje? Esses mesmos legados que hoje são abastados nas universidades? Ora, não sejamos tolos! Não quero dizer com isso que um médico, um dentista, um advogado, um engenheiro, um juiz de direito não tenha a obrigação de possuir o diploma. O que quero é dizer que o diploma de jornalismo não é um fim, mas um meio. Um meio de arrumar um emprego? Você, gatinha, que está fazendo jornalismo em Rondônia, só porque tem um rostinho bonito, um peitinho em forma de mamão ainda não colhido e uma bundinha empinada, acha mesmo que terá chance contra os mestres que fundaram a Imprensa neste Estado? Me diga... você pagou em média R$ 400 mensais durante quatro anos (R$ 19.200) para se formar e... finalmente, se contratada, vai ganhar um piso salarial de R$ 920? Isso é menos do que ganha um motorista de ônibus coletivo de Porto Velho.
Só para iniciar o fim deste artigo, quero lembrar a todos que a vitória dos pró-diplomas é provisória. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal e, lá, eu quero ver se vamos regredir assim como os países que exigem o canudo e não mostram qualidade e ética em seus “profissionais”. Por falar em ética, alguém aí sabe se essa palavra existe ou é aplicada no jornalismo tupiniquim? Como diz aquela voz no programa do Dalton: “Sei não, hein?” Por enquanto, é bom abaixar o facho e não começar a caçar os precários. O que o Ministério Público do Trabalho pode, agora, é apenas impedir que novos registros precários sejam expedidos. Nada de perseguição, entendeu? Ainda há muita água pra rolar por debaixo da ponte.
Ah, quase ia me esquecendo... se o diploma for obrigatório para ser jornalista, isso quer dizer que basta eu comprar uma máquina digital, sair por aí dizendo que sou repórter-fotográfico ou, também, saber técnicas de linhas cruzadas ou saber mexer no Quark ou Pagemaker para me intitular diagramador e, em ambos os casos, garantir uma carteira de jornalista “definitivo” expedida pela Fenaj e, conseqüentemente, ter direito a perceber o mesmo salário daquele que (há, há, há), gastou uma nota preta e se lascou durante 4 anos só pra ter o diploma? Se for assim, paro de reclamar agora!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Notícias de última hora

Alguém aí sabe explicar por que a gente lê uma notícia bomba num site e num outro de mesma envergadura nós não vemos uma linha sequer? Dãããã!!!? Por que o céu é azul?

Temos três notas novas no blog. Confiram descendo a barra de rolagem aí do lado, na tela do navegador. Dããããã!!!

Quebrou pro lado mais fraco, de novo...

Por falar nisso, a imprensa local (tanto a impressa como a eletrônica) me surpreende cada vez mais. Até ontem se falava em corrupção, mar de lama na Assembléia, TJ, prisões, Polícia Federal, folha paralela, mensalinhos, fantasmas e toda sorte de denúncias contra os recentes ex-poderosos. Agora, com a chegada do reino do genérico de Roberto Justus, ninguém mais fala nada a respeito de uma suposta regalia de auxílios dada aos novíssimos deputados logo nos primeiros dias da 7ª Legislatura. O que aconteceu? Amnésia ou simplesmente mordaça com a figura de uma (ou mais) Garoupa?

Tá, tudo bem... já sabemos mas, como a imprensa não pode ficar sem um assunto “bombástico”, quem paga o pato agora é o presidente da Câmara de Vereadores, Hermínio Coelho, que juntamente com demais vereadores, assinou uma resolução que aumenta de 200 para 500 litros mensais a cota de combustível para cada gabinete.

Não que eu defenda reajustes para políticos, mas descarregar toda essa cólera num homem que, se comparado aos demais políticos da Assembléia Legislativa (passada e nova) seria como um cidadão da pequena cidade de Lilliput (As Viagens de Gulliver) diante de um gigante da estória de João e o Pé de Feijão? Pegaram para Cristo o modesto edil - que antes era cobrador de ônibus - só para abafar alguns novos escândalos que “ninguém quer comentar”, não é?

É isso ou a explicação estaria na fome de pegar uma boa fatia do bolo chamado verba de publicidade oficial do Legislativo Municipal? Não acredito, pois o bolo não passa de um brigadeiro que, se descontados alguns impostos, não chega aos R$ 15 mil.

Ei, foi mal!

As noites têm sido mais longas e turbulentas para mim nos últimos dias e o cotidiano deste repórter está cada vez mais sombrio por conta de tantos “elogios” que tenho recebido de alguns leitores deste blog, tudo por conta de uma singela nota citando alguns menos agraciados pela deusa Afrodite (deusa da beleza e da paixão sexual) fotografados no desfile do Galo da Meia Noite. Honestamente, jamais pensei que os queridos leitores dotados de menos aceitação social seriam tão unidos. Desceram a lenha em mim e a cada dia chegam novos “comentários” a meu respeito. Agora estão dizendo que eu faço parte dos “adeptos do ilícito”. Em nome de Deus, sejam mais justos e criativos, pelo menos isso. Não quis ofender a ninguém, não citei nomes tampouco apontei alguém. Além disso, vocês feinhos são importantes sim, são tudo o que os demais precisam, afinal, o que seria dos belos se não existissem os feios? Vamos dar esse assunto por encerrado, pois têm coisas mais importantes para se discutir, ou não acham? Não? E eu é que sou o narcisista?

William Wallace

O título acima descreve um grande guerreiro do cinema que lutou, lutou e lutou contra o imperialismo da Inglaterra até ser mutilado em praça pública, somente pelo objetivo pleno da liberdade (Coração Valente). Apesar de ser muito apelativo e até sem necessidade de ser utilizado agora, vamos lembrá-lo aos cidadãos que têm o nome de Mário Calixto tatuado na bunda e que estão me atacando (sem se identificar, logicamente) nos comentários que o blog permite.
Estão dizendo que saí por vagabundagem, por ser beberrão e o exemplo máximo de tudo aquilo que um patrão detesta.
Ora, não sou vagabundo, pois ainda trabalho dignamente, até mais do que antes, quando eu tinha que agüentar alguns semianalfas babando nos testículos do homem. Minha dignidade e hombridade não foram vendidas, senhores e senhoras puxa-sacos.
Me chamem do que quiser, mas jamais poderão me chamar de bajulador, pois não fui eu que tive, por várias vezes, que subir naquela sala do segundo piso do palácio gráfico da Avenida Tiradentes para ter que abaixar as calças e levar com “areia”... e depois ainda ter que elogiar o chefinho. Afinal de contas, que tipo de sentimento é esse que vocês têm? Síndrome de Estocolmo ou um masoquismo doentio?
Como disse William Wallace: “Liberdade!”.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Quanto maior o tamanho, maior a queda

Ora, ora, ora, vejam só... a imprensa virou notícia

Parece que, definitivamente, a comunicação jornalística se tornou o centro das atenções, tomando-se em consideração todos os fatos que vêm sendo explanados nas últimas doze semanas na mídia eletrônica e impressa, as grandes fontes de notícias para a maioria da população que prefere se adequar ao jornalismo dinâmico.

Talvez ninguém esteja entendendo isso, mas explico: O rádio e a tevê, queiram ou não, alcançam mais do que nós, humildes jornalistas de internet imaginamos.

Hoje, vemos um festival de ataques a um empresário do ramo que jamais se importou com seu quadro de funcionários, apenas com ganho pessoal: Mário Calixto Filho, o mesmo babaca que reunia os funcionários de sua Redação sem ao menos conhecer quem era cada um dos jornalistas, apenas os seus tradicionais “capachões”, gente que o enchia de orgulho por suas bajulações teatrais.

Vemos hoje Rubens Coutinho atacá-lo sem dó nem piedade por conta das supostas “ciladas” que fizeram do O Estadão do Norte um dos jornais mais “conhecidos” do Norte brasileiro.

Mas Rubens Coutinho já foi funcionário de Mário Calixto e sabe decifrar toda a estratégia suja, sórdida e sorrateira do ex-vendedor de tapetes, coisa que o imperialista emergente Everaldo Fogaça jamais saberia se não fosse por conta de uma parceria que mais parece o ventríloco e o boneco.

Mas, apesar de quem questionar Mário Calixto hoje ser um indivíduo à beira da linha tênue entre o bom e o mau jornalismo (e ele até abusa disso), não se pode esconder o fato de que o mineiro com cara de vilão de novela mexicana ser um dos oráculos da extorsão moral, da desmoralização do jornalismo sério que um dia eu acreditei existir.

Não é revanchismo, não é vingança. Sou pequeno demais para isso, embora saiba que incomodo, mas é uma realidade pura, clara e transparente: O jornal O ESTADÃO DO NORTE, a última fonte de ganhos pessoais de Mário Calixto, está desmoronando e se seus funcionários não saírem a tempo, cairão com ele, sem direito a nada... ou vocês esqueceram que quem manda na Justiça Trabalhista de Rondônia é a família Calixto?

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Mais do mesmo

A nota divulgada pelo Governo do Estado afirmando com todas as letras que o jornal Folha de Rondônia tem mais circulação do que os veteranos Diário da Amazônia e Estadão do Norte até que não me surpreendeu. É claro que a afirmação é meio vazia, mas pelo menos eu garanto que em termos de qualidade e circulação o Diário da Amazônia ainda é insuperável. O Estadão, como todo mundo tá careca de saber, há muito tempo deixou de ter correspondentes no interior e atualmente só chega nas principais cidades de Rondônia. O interiorzão falado tá esquecido por esse gigante da comunicação. Por falar nisso, qualidade é uma coisa que faz tempo não se vê no jornal de Mário Calixto, situação criada por manter a idéia de que os puxa-sacos são mais importantes do que os talentosos.
Fora isso, a nota do governador até que não mente muito, mas deixa a desejar.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A revolta das meméias

Sabe-se lá quem anda fuçando este blog e descendo a lenha em mim - nos comentários - porque fiz referências a algumas fotos de gente basicamente "fora dos padrões de estética aceitável", mas dá para acreditar que, de alguma forma, a carapuça serviu e muito bem. Bom, como não sou de passar nada tão ofensivo em branco, principalmente quando esses possíveis feinhos (as) não se identificam e me atacam de forma covarde, aí vai mais uma resposta:
1) Não apontei nem julguei ninguém pela feiura, mas pelo excesso dela;
2) Eu bebo sim e estou vivendo... tem gente que não bebe e está morrendo. E ainda bebo pagando com meu dinheiro. Danem-se!
3) Jornalisticamente falando? Por acaso eu ofendi algum jornalista pela feiura? Danem-se 2!
4) Alcoólatra e viciado em cocaína? Putz! Forçaram mas, mesmo que fosse verdade, garanto que eu poderia parar a qualquer momento. Já você que fez esse comentário, só resolveria seu problema nascendo de novo pois, vai ser feio assim lá no Afeganistão!

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Meu Pai eterno!

Tudo bem que no carnaval vale tudo, mas exagerar em algumas coisas é abuso. Estou me referindo ao excesso de gente feia que foi fotografada por um site local no recente desfile do Galo da Meia Noite. Com mais de 300 fotos, acho que somente umas dez se salvavam. O resto era tudo de gente feia ou, particularmente, medonha. Não sou nenhum Deus grego para ficar julgando as pessoas pela beleza, mas ficar enaltecendo a feiura do nosso povo é algo inexplicável. Espero que isso não volte a acontecer, principalmente porque fotos na internet chegam a qualquer lugar do mundo. Vamos fazer bonito, minha gente.

TOP 10: Prêmio Miro Costa para As Melhores Companhias para a Folia 2007


O carnaval é uma festa popular muito conhecida por conta da facilidade em se conhecer pessoas novas e até mesmo iniciar um relacionamento futuramente duradouro. No entanto, como um bom folião (embora bastante enferrujado comparado a festas anteriores), quero deixar claro que nem só de beijo na boca e “vuco-vuco-vuco-vuco” se faz a folia momesca. Para sair às festas, tem que se ter amigos que podem lhe proporcionar bons momentos de conversa e papo furado. Na profissão em que atuo existem personalidades que fazem a gente gostar de ser jornalista, nem que seja por algumas horas. São lorotas, mentiras cabeludas, intrigas, bom humor e muita, mas muita bebida alcoólica. Alguns deles são tão bons que ainda assumem todas as despesas da bebedeira e, como se sabe, jornalista que se preza adora o goró em larga escala. Então aí vai mais um serviço de inutilidade pública para os colegas da imprensa. Apresento agora, na minha modesta opinião, os melhores companheiros para a biritagem nesta grande festa de pierrot’s e columbinas. O nome do prêmio, é claro, vai para o meu “parceiro” de cachaçada, Miro Costa, do Detran.

10º – Paulo Ricardo (O Estadão do Norte)
O meu antigo parceiro de biritagem tem se mantido, ultimamente isolado deste nobre escriba, não se sabe o por que até agora. No entanto, faz parte merecida neste certame pois, embora ainda mantenha a velha estratégia do “vou ali e já volto” (e todo mundo sabe que ele não volta), é um boêmio que mantém o equilíbrio mesmo quando está envolvido no clima das palhaçadas e gozações da vida alheia. Juntar nós dois numa mesa de bar é garantia de que, quem passar por perto da gente e se apresentar com algum defeito, vai ser ridicularizado. Que o diga os mendigos pedintes do Centro da cidade;

9º – Marcos Henrique “Tóia” (O Observador)
O meu “cumpádi” (ele é padrinho da minha filha Rebecca) é conhecido por ter um bom papo gerado por um conhecimento pleno de quase tudo desta vida. Em critérios musicais, é quase imbatível. Apesar de ter abandonado de vez o perfil do “bon vivant arruaceiro”, Tóia mantém a simpatia exacerbada por conta de conhecer da mais alta autoridade ao mais molambo dos mendigos. Por conhecer tanta gente (e ser conhecido), o cara conta com um carisma indiscutível, principalmente do metié boêmio da cidade. Lealdade com os amigos é outro ponto forte do “cumpádi”.

8º – Adércio Dias (Sintero)
O veterano jornalista é um dos mais queridos colegas entre todos os segmentos da imprensa local. Essa glória é devida ao seu comportamento equilibrado mesmo em bebedeiras homéricas que Porto Velho proporciona. Com um bom papo e experiência em todas as áreas do jornalismo, Adércio representa o clima de harmonia entre uma categoria reconhecidamente desunida. O melhor é que, se você não tem o dinheiro do táxi, ele sempre dá aquela carona para evitar que os companheiros apanhem das esposas após uma longa pernada.

7º – Rondoniagora Enterprise (Ivonete, Gérson, Eliânio & Cia)
Você junta uma gata loira que canta como uma diva, o marido dela que é boa praça pra caramba e um aliado que sabe mediar o excesso de talentos e egos exaltados, e você tem um trio de boêmios que sabe curtir a vida sem comprometer a amizade com os colegas da imprensa. O melhor que junto do pacote sempre vem o super amigo Domingos, outro “mallandro” que não dispensa uma boa gelada. Satisfeito? Não? Então a Rondoniagora Enterprise oferece a você um bônus de gatinhas que sempre acompanham essas feras. É mulher bonita para não botar defeito.

6º – Luiz Carlos Ribeiro
O Luka Ribeiro é um dos caras que podemos dizer: “Esse é um amigo de verdade”. Vale a pena convidar esse mestre da simpatia e da lealdade, pois além de você ter um papo com uma cara super legal, inteligente e compreensivo, você ainda tem a chance de saber o que é gostar de beber com uma boa música ao fundo e gente bonita por todos os lados. A carona de volta pra casa é por conta e ainda vale um álibi perfeito para dar à “dona encrenca”.

5º - Sandra Santos
A escultural apresentadora e locutora entrou em definitivo na vida deste blogueiro há pouco tempo, mas já mostrou que merecia um lugar nesta lista ao exibir um comportamento de plena simpatia e respeito profissional. Apesar da morena não beber nada alcoólico, adora dançar, brincar, dar risadas e fazer rir. Sabe curtir a vida na medida certa e tem um gosto musical bem eclético. Aliás, quem não gostaria de beber acompanhado de uma deusa como esta?

4º – Batman e Robin (Nilsinho e José Hilde - Folha de Rondônia)
A referência à dupla dinâmica dos quadrinhos se dá por que os dois colegas do jornal governista sempre andam juntos. Nilsinho é o tipo “eu bebo sim e estou vivendo. Tem gente que não bebe e está morrendo”. Uma mesa com a cerveja gelada e uma outra de sinuca permitem que uma bebedeira com Nilsinho seja bastante agradável. Já José Hilde é do tipo “não bebo, mas não arredo o pé”. Bem humorado, coleguista de mão cheia e com um papo inteligente, você pode amanhecer na esbórnia que ele estará, do outro lado da mesa, dando risadas com a latinha de Coca Cola na mão.

3º – Luiza Archanjo (Diário da Amazônia e Incra)
Alguns deslizes (meus, é óbvio) fizeram com que a jornalista e ser humana certinha ficasse afastada deste repórter mas os orgulhos foram deixados de lado e logo a amizade sincera entre a gente voltou a reinar. Para quem duvida que já houve um relacionamento extremamente fraternal entre eu e a gatinha de óculos e cabelos de “molinha”, aí vai uma dica: Se você se separar de um casamento duradouro e precisar de um ombro amigo, uma cerveja gelada, uma boa conversa e algumas partidas de boliche, seus problemas acabaram... ligue para a Luiza Archanjo. Talvez seja a única amiga de verdade que eu tenha, pelo menos da minha parte. Com ela não tem erro (e não tem mesmo, pois ela te corrige na hora).

2º – Jorge Vásquez
Esse é o exemplo legítimo do boêmio rondoniense e do cara que faz a profissão de jornalista ser divertida. Bebe feito um desesperado, mas mantém uma amizade sincera com os colegas que adoram polemizar em textos bem humorados e recheados de alfinetadas. Qual jornalista não adoraria estar numa mesa de boteco com J. Vásquez pra falar mal da vida alheia e dar risadas sem se preocupar com o freezer que está secando? Pena que ele vive sumido e quando promete aparecer, dá uma de político em campanha. Brincadeiras à parte, é segundo lugar apenas por conta do que vem agora...

1º - Rubens Coutinho (TudoRondônia)
Rubinho, o “Precioso”, dispensa apresentações, mas ainda assim o farei. Reconhecido por ser um dos mais inteligentes seres humanos dentro da nossa profissão (e fora dela também), Rubinho representa o máximo da esculhambação bem humorada. Ele mesmo garante que fala mal dele mesmo. É, sem sombra de dúvida, a melhor pedida para você tomar umas e se acabar de dar risadas. O cara tem “tiradas” de cinema e ainda faz questão de explicar em detalhes o que cada termo significa. É o tipo de cara que diz “Perco o amigo mas não perco a piada”. Cinema, jornalismo, esporte, variedades, história, política, música, fofocas, intrigas e o escambau... com ele você fala de tudo e tem dor de barriga com o mestre do humor negro. Bebe cana até no café da manhã, mas ainda assim mantém o perfil do jornalista excelente, por isso é venerado, respeitado, amado e odiado. Seria loucura da minha parte se o “rolo compressor” da zombaria não estivesse no primeiro lugar. Só uma dica: Se vai beber com Rubinho, leve dinheiro, pois boas risadas custam alguns Reais... logicamente bem investidos.

Obs.:
Merecem ainda minhas reverências etílicas Leivinha Oliveira (O Estadão), Yalle Dantas (Seplan), Luciana Oliveira (TudoRondônia), Paulo Andreoli (Rondoniaovivo), Marcela Ximenes (RedeTV e Diário da Amazônia), Nara Vargas (Prefeitura), Eric Angelin (Viamazônia.com), Valbran Jr. (Diário da Amazônia), Robson Oliveira (agora, advogado), Roberto Kuppé (mesmo em Brasília), Sérgio Pires (Decom), Marcos Grutzmacher (Sinjor), Valmir Miranda, Maríndia Moura (TV Rondônia), Rubson Luiz (O Rondoniense), Carlos Henrique Ângelo (Dnit) e Gessy Taborda (Tribuna de Rondônia).

Mas na quarta-feira eu quero amanhecer lá na Praça Rondon, iá, iá...

Embora a última sexta-feira tenha sido considerada medonha para minha vida pessoal, para os demais porto-velhenses o clima de festa já era real. Naquela noite, a Banda dos Imigrantes começou a festa de Momo na Capital de Rondônia e deu sinal de que a folia deste ano deve ser uma das mais concorridas de todos os tempos.
É de dar medo o número de atividades festivas que acontecerão até a próxima quarta-feira, quando acaba o Carnaval.
Dizem que já são mais de 20 atrações para um público que adora festas. Obviamente não lembro de todas, até porque não sou do tipo que vive de folia. Apesar de os foliões não contarem mais com os saudosos bailes do Botafogo e Círculo Militar e este ano a família Camurça ter decidido não realizar o Carnaval da Praça, vejam a lista a seguir e me digam se não é muita zueira para o povão que vive reclamando de não ter dinheiro, emprego e ser ameaçado pela falta de segurança e perspectivas de um futuro melhor.

Banda dos Imigrantes (Desfilou na última sexta-feira, 09)

Até que o Dia Amanheça (Novo bloco, do bairro Mocambo. Desfilou no último sábado, 10)

Saio do 4 e Volto de 4 (Novo bloco, do bairro 4 de Janeiro, desfilou na quarta-feira, 14)

Galo da Meia Noite (Desfila nesta quinta-feira, 15)

Bloco do Alho (Desfila na sexta-feira, 16)

O Canto da Coruja (Desfila pelas ruas do Areal, também nesta sexta, 16)

Banda Do Vai Quem Quer (Sábado de Carnaval, 17, e abre oficialmente a folia na cidade, segundo decreto assinado pelo então prefeito Chiquilito Erse)

Bloco Rio Kayary (Desfila no Domingo, 18)

Bloco do Sintero (Desfila logo atrás do Kaiary, 18)

Arerê & Cia (Acho que desfila dois dias, inclusive no domingo, 18)

Accuneraa (Não sei do que se trata, ainda, mas sei que existe)

Pirarucu do Madeira (Fecha a folia com o desfile da terça-feira, 20)

Desfile das Escolas de Samba (Acontece no domingo e na segunda-feira, 18 e 19)

Carnaval da Quéops (Três noites)

Kabana’s (Três noites)

Devemos considerar ainda que este ano (parece) os blocos Tô Nessa (antigo BaréFolia) e Tô Nem Aí (do delegado Antônio Felício) não vão desfilar. Mas e se eles desfilassem?

Portanto, haja energia, disposição e dinheiro para investir nesse período de pura fantasia, alegria passageira e muita lascívia e exageros.
Dizem que o mês em que mais nascem crianças no Brasil é em novembro. Agora conte de novembro para fevereiro e verá que são nove meses. Por que será?
Bem, isso não importa. O que vale agora é curtir a festa com equilíbrio, bom senso e segurança, sem extrapolar nas despesas, bebedeiras e nas conseqüências da libido perturbadora.
Como diz a letra daquela música da Banda Do Vai Quem Quer: “... mas na quarta-feira eu quero amanhecer lá na Praça Rondon, ia, iá...”

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

A Justiça e a violência musical


O último clássico entre os times de Flamengo e Botafogo, pelo Campeonato Carioca 2007, no último domingo, foi marcado pelos protestos de ambas as torcidas que, num gesto de humanidade e revolta, pediram Justiça para a família do pequeno João Hélio, que foi arrastado por mais de sete quilômetros no carro de seus pais, veículo que acabara de ser assaltado por bandidos maiores e menores de idade. O crime chocou o Brasil e, assim como as duas torcidas cariocas, resolvi colocar a mensagem “Justiça, Justiça, Justiça” no meu MSN.
A colega Sandra Santos (foto), famosa jornalista de Porto Velho e uma das mais talentosas apresentadoras e radialistas que já vi na vida, ao saber do que se tratava minha mensagem, foi enfática: “Sabe quando a violência vai começar a diminuir? Quando os hipócritas deixarem, de existir. E isso não acontecerá”.
Sandra, num súbito acesso de revolta, fez um desabafo que, a meu ver, tem tudo a ver. Para ela, a violência vem crescendo no país por conta da demagogia latente em todos os cantos e esferas da sociedade e a música é uma das que mais faz essa veterana radialista ficar enojada com alguns artistas que, em seu sucesso, exaltam a utilização gratuita de drogas e, logo adiante, têm a cara de pau de ir à televisão pedir paz e amor, numa cara de pau deslavada.
“...quando os pseudomoralistas e donos da razão deixarem de pensar que a maconha não faz mal algum e que maconha é coisa de gente intelectual, como se artista é quem soubesse das coisas. Ora, uma coisa puxa a outra. Quem fuma maconha dá uns pegas na cocaína e quem dá uns pegas na cocaína e na maconha está contribuindo para o aumento da violência”, diz a morena.
Sandra, portanto, acredita que não adianta fazer discurso demagógico, pois “quem é vítima da violência alimenta ela”.
Sandra Santos menciona o ex-vocalista da banda Planet Hemp, Marcelo D2, como um exemplo claro da hipocrisia musical, pois o mundo sabe que, por várias vezes, o Planet Hemp teve seus shows proibidos pela Justiça porque fazia apologia à maconha e seu público sempre era formado, boa parte, por menores de idade.
“Aquele filho da p... ensina os adolescentes a fumar maconha e agora o filho dele está tocando com ele. Porque ele não chama a banda dele de Planeta Maconha e coloca o filho para cantar?
Ela cita ainda o medalhão pop/polêmico Lobão para exemplificar o câncer musical que amplia a cultura do ilícito. “Esses desgraçados ensinam nossos filhos a fumar maconha dizendo que ela é um barato, mas esquecem que eles (os artistas) não serão chamados de caretas assim como quem compra 1 grama e, em seguida, será o responsável pela compra de outra arma que irá parar na mão de uma outra pessoa que vai te assaltar e, quem sabe te matar. A violência é fruto de uma cadeia de acontecimentos criada, muitas vezes, pela demagogia de alguns artistas que só prestam para ganhar dinheiro em cima da ingenuidade das pessoas”, finalizou a jovem.
Alguém discorda?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Notas novas

Búúúú!
Momento Espiritual volta à Assembléia Legislativa. Esse é o título de uma matéria que vi há algumas horas num site local. Ao ler o teor da matéria, percebi que não era o que pensava. Já estava imaginando que haveria sessões espíritas para acabar de vez com os fantasmas da Casa de Leis. Arre égua!

O médico e o monstro
O deputado Dr. Alexandre Brito parece que realmente comprou briga com alguns sindicatos, não se sabe o por que até agora. A única coisa que se sabe é que o médico que foi eleito aqui em Porto Velho deve ter tomado alguma fórmula que o transformou num monstro que cospe fogo contra sindicalistas. Mas, espere aí: O que um deputado estadual tem a ver com sindicatos? Não era para ele estar fiscalizando outras coisas? Esse médico faz um bem danado, não?

Tristeza, por favor vá embora...
Por falar em demissões, é caótica a situação de centenas de pessoas que foram literalmente “pro vinagre” após a canetada do novo presidente da Assembléia Legislativa. Ninguém esperava isso, principalmente quem estava ali todos os dias trabalhando. Mas, depois que foram identificadas as conversas escabrosas de negociatas entre os novos deputados, não se podia esperar outra coisa afinal, a corda sempre quebra do lado mais fraco.

O Aprendiz
O intertítulo acima sugere que Neodi Carlos gosta mesmo de imitar gente que adora demitir. Primeiro ele mandou pra rua um monte de gente sem nem mesmo ver quem trabalhava ou não, como fez o ex-governador José Bianco, que adorava um bom scotch. Mas já repararam que Neodi também tem certa semelhança com Roberto Justus? O jeito estiloso, os cabelos brancos e uma charmosa tirania que só engana o povão realmente fazem lembrar o mega ricaço que, num reality show conhecido, adora dizer: “Você está demitido!” Veja o que os votos de vocês, caipiras, fizeram.

A casa caiu 3
Voltando a falar de demissões... não, não vamos mais falar sobre esse assunto que incomoda tanta gente, não é mesmo?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Jornalistas querem resgatar o Bloco das Piranhas

Um grupo de jornalistas de Porto Velho, liderados por Paulo Andreoli, começou a estudar um projeto de “reviver” o bloco de sujo mais antigo ao lado da Banda Do Vai Quem Quer. Trata-se do Bloco das Piranhas, tradicionalmente formado por jornalistas de Rondônia que saem no circuito da Banda travestidos de mulher.

Atualmente, além de Andreoli, compartilham da mesma idéia os jornalistas Marcos Henrique “Tóia”, Rondineli Gonzalez, Carlos Terceiro, Rosinaldo Machado (o presidente vitalício do bloco), Rubens Coutinho (o eterno vice-presidente), o fotógrafo Ney Cunha (que será a noiva do bloco para homenagear o saudoso Sérgio Valente), Rostand Agra, Lucivaldo Souza, Robson Oliveira, Nonato Cruz, Leivinha Oliveira, Paulo Ricardo, Marcelo Reis, Marcos Grutzmacher e a “troupe” de assessores de imprensa do Tribunal de Justiça, que nos últimos anos tem mantido acesa a chama do bloco mais irreverente e o único que tem a permissão do general Manelão para desfilar dentro da Banda.

P.S.: Trata-se apenas de uma brincadeira mas, infelizmente, tem gente que não sabe nada sobre nada neste mundo...

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Me formando em revolta plena

O que eu li ontem sobre a extensão do curso de Jornalismo da Unir de Vilhena para o campus de Cacoal poderia deixar muita gente feliz, principalmente àqueles que juram que jornalista é uma profissão valorizada e bem remunerada neste Estado. Mas eu não fiquei feliz! Primeiro porque se em Vilhena e em Cacoal o curso é aplicado gratuitamente pela faculdade federal, mesmo que de forma capengada, por que em Porto Velho, a Capital do Estado e localidade onde eu moro isso não acontece? Honestamente é uma notícia para tirar qualquer cidadão de sério, principalmente porque aqui está a maior população do Estado, os melhores e mais antigos jornalistas e também instalado o sindicato da categoria. Tudo bem que o Sinjor está tentando (finalmente) trazer o curso para a Unir daqui, mas a falta de interesse dos políticos e dos próprios postulantes à vaga de escribas é irritante. Cadê a droga do prefeito, dos representantes de empresas jornalísticas, da iniciativa privada e da sociedade em geral para exigir a imediata instalação do curso de Jornalismo para quem não pode pagar às malditas faculdades caça-níqueis? Enquanto isso, o Sinjor vive tentando enaltecer uma promoção fraudulenta para gente que poderia gostar de migalhas e esmolas feita pela Uniron. Com a Faro a situação é mais vexatória pois nem mesmo tem o seu curso reconhecido pelo Mec, como assim exaltam alguns enganados que passaram quatro anos esquentado as bundas naquela droga e agora sequer têm a garantia de assegurar o título de jornalista. Ora, façam-me um favor todos aqueles que não quiserem o curso de Jornalismo na Unir de Porto Velho: Vão pro inferno e levem toda sua família junto!!!!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Banco do Brasil agora tira de quem acaba de perder tudo

Não é só a questão das imensas e revoltantes filas que faz com que a população brasileira credite ao Banco do Brasil o título de pior instituição financeira. É que agora o BB também pratica a cobrança de taxas que deixariam a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (a Martaxa Suplicy) , morta de vergonha.

São movimentações financeiras suspeitas e que nunca são bem explicadas para os correntistas e usuários comuns.

Um claro exemplo do que pode ser chamado de “imoral” e é abertamente colocado em prática pelo BB aconteceu com o jovem diagramador e micro empresário Aziz Rahal Neto.

Ele foi assaltado às 00 horas do último dia 27 de janeiro, em seu estabelecimento comercial – um restaurante – na zona Central de Porto Velho. Os três bandidos chegaram ameaçando a ele, sua mulher e mais três funcionários que já estavam fechando o estabelecimento. De lá, eles levaram todos os documentos da empresa e das pessoas assaltadas. De Aziz, além de documentos pessoais, levaram também talões de cheque e cartão de crédito.

Até aí poderíamos considerar mais um dos milhares de casos que aumentam as estatísticas de violência urbana da cidade. Mas Aziz pode ser considerado um homem assaltado duas vezes seguidas, mesmo não sendo pelas mesmas pessoas.

Ao ir para a agência da Presidente Dutra do BB, Aziz pediu para sustar os talões roubados e anular qualquer movimentação através de cheques e do cartão.

Só que, uma semana depois, quando foi buscar o cartão novo solicitado à época, o jovem de 24 anos teve a péssima surpresa de identificar, no extrato, o desconto de R$ 157, 50, referente a uma tal Tarifa Contra Ord., que seria relacionada ao serviço de anulação dos cheques.

“É um absurdo. Um abuso, uma imoralidade. Já tinha sido assaltado por bandidos e, logo adiante, fui assaltado por quem deveria proteger minhas finanças”, disse Aziz, revoltado.

Essa é apenas mais uma amostra do que o Banco do Brasil pode e vai fazer com você, brasileiro. Nessas horas, volto a dizer que daqui a pouco não tem como você seguir com sobriedade e não tomar uma atitude drástica e botar quebrando essas agências que mais parecem “indústrias do ódio alheio”.

Só mais um trago, por favor...


Em nenhum momento da minha vida pregressa me orgulhei de fumar desde os 13 anos de idade e, agora, beirando os 30, não o faço e nem planejo fazer. Sei, assim como o mundo inteiro, que o cigarro faz mal para a saúde e complica até mesmo minha vida social. No entanto, se tenho uma coisa que adoro fazer é enaltecer a minha personalidade forte, legítima e inabalável (a maioria das vezes). Portanto, se alguma mulher que supostamente faz parte de alguma suposta lista de pretendentes deste blogueiro estiver lendo este post, tenha a certeza, a partir de agora, que sou um fumante inveterado e, mesmo tendo um sonho de parar com esse vício algum dia, ainda não vou me dobrar a simples pedidos, sugestões ou até mesmo determinações para eu cessar esse autoflagelo tabagista. Vou parar quando eu assim o quiser. Quem manda em mim sou eu e não vou deixar de fumar por causa de ninguém. É como minha mãe sempre diz: “Gostem de mim do jeito que eu sou”. Se não for assim: “Próxima!”

Sintero, enfim

Não gosto de elogiar sindicatos, e o Sintero, que há anos vejo ter um suporte grande da mídia, nunca foi o meu favorito. No entanto, quero deixar bem latente aqui a surpresa agradável que estou tendo este ano com o sindicato comandado pela loira Claudir Mata, que agora lança um bloco carnavalesco com uma publicidade bem feita e a promessa de um desfile despojado e muito alegre. O abadá e toda a estrutura apresentada até agora mostram que o Bloco do Sintero pode ser um dos melhores e mais organizados da região. Esse parece valer a pena pagar pra ver.

Alegria tamanho família

Podem falar o que quiser, jogar confetes para os outros que são mais “inflamados” e dizer em alto e bom som que participa plenamente do que já é popular demais. A verdade é que o ensaio do bloco Rio Kaiary é, definitivamente, uma festa feita para a família, com segurança e músicas de bom gosto. O desfile do dia 18 de fevereiro deverá ser o mais redentor deste que já é considerado um bloco do “coração portovelhense”, mesmo sendo ainda muito novo.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Um dia de fúria no pior banco do Brasil

Definitivamente enfrentar uma fila em qualquer agência do Banco do Brasil instalada em Porto Velho é um teste dos limites da paciência humana. Em mais uma empreitada em busca de receber os malfadados caraminguás daqui e dali, novamente tive que passar por um teste de fogo em um ambiente tomado pela humilhação que os banqueiros e bancários impõem aos seus usuários e clientes. É horrível ter que passar quase (ou mais de) duas horas seguidas em pé, somente para passar pouco mais de dois minutos na boca do caixa. Toda vez é assim: Você entra num lugar quente, lotado de gente numa fila que não pára de crescer (mas pára de andar o tempo todo) e não se sabe nunca quando algum desgraçado da instituição vai aparecer para resolver o problema da falta de caixas (os funcionários). É terrível e, com a demora, começa o bate boca entre pessoas e bancários, pessoas irritadas, com os nervos à flor da pele. No horário de almoço a coisa piora, pois os poucos caixas que ainda trabalham, começam a se revezar para ir “pegar o rango”. Assim, o que parecia ser ruim fica muito pior e a revolta das pessoas que estão há horas esperando por um simples atendimento aumenta consideravelmente. Logo o clima fica tão pesado que as pessoas começam a gritar e exigir que alguém faça algo, que novos empregados sejam contratados para o atendimento e que isso não se repita. Perda de tempo! A fúria coletiva começa e os caixas ficam sob ameaça de serem vítimas de um quebra-quebra generalizado. Mulheres feias, homens barrigudos e mal arrumados (e com o som de velhos rabugentos e grandes crianças de colo ao fundo) arrotam a cólera e prometem fazer algo para chamar a atenção. Mas, ainda assim, ninguém aparece com a solução e, novamente, mais uma manhã e um início de tarde vão embora sem que o problema seja declarado resolvido.
É realmente de dar ódio! Cada vez que vou ao Banco do Brasil eu saio de lá com a vontade de sair como o personagem William Foster (Michael Douglas) em “Um Dia de Fúria”, de 1993. É que esses probleminhas do dia a dia, quando em excesso, podem transformar o cara mais amável do mundo num “serial killer” de uma hora pra outra.
Juro que vou comprar um taco de beisebol e uma escopeta para mim da próxima vez que for ao BB... e que Deus tenha piedade de mim e das pessoas.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Bastante mal humorado

O título acima sugere meu estado de espírito e, portanto, não esperem ver o texto abaixo com elogios a ninguém. Vejamos:

* Me atrevi a ler uma suposta entrevista em que o recém diplomado deputado estadual Euclides Maciel, que é radialista conhecido em Ji-Paraná, diz que vai pegar para si o gabinete do deputado Renato Velloso para que tenha sorte em seu mandato. Será que ele esqueceu que Velloso não foi reeleito e que ainda pesam sobre ele diversas denúncias? Se isso for sorte...

* O prefeito Roberto Sobrinho realmente engana só aos trouxas mesmo ou a quem ele paga bem, como alguns jornalistas que conheço muito bem e que juram que vêem obras da Prefeitura em todos os cantos da cidade. Só que esse pessoal anda de carro e nunca deve ter tomado um ônibus nesta Capital pra ver o caos que é a vida dos milhares de usuários. Esses carinhas também moram em casas luxuosas e sempre bem localizadas em bairros nobres. O prefeito quer mesmo é saber de dar dinheiro para os donos das empresas de ônibus e que o povo que se dane! E ainda dizem que o cara pode ser reeleito. Ora, vão pro inferno!

* O pessoal da assessoria de comunicação do TJ-RO é meu amigo e todos são muito talentosos. No entanto, aqui vai mais uma alfinetada nestes camaradas, só como forma de mostrar que nem sempre o jornalismo institucional é exemplo do “certinho”. Custava perguntar para alguém, através de conversa pessoal, por telefone ou por MSN, como é que se escreve “rave”? Até um consulta rápida do Google resolveria o problema. Mas não! O pessoal insistiu em acreditar em todo o seu potencial e fez um material onde o Comissariado de Menores teria acabado com uma festa “Have”. O recado vale para todos os jornalistas e colunistas sociais que adoram utilizar termos estrangeiros.

* Depois de quase um mês, finalmente a gente pode respirar aliviado e não ter que ler, assistir ou ouvir mais nada sobre aquele malfadado acidente no metrô de São Paulo. Se fosse pelo menos uma tsunami, um terremoto ou um furacão de nível 5 que tivessem matado centenas... Façam-me um favor: Vão caçar marido!

* O colega Roberto Kuppê disse que os sites jornalísticos representam o Quinto Poder em Rondônia e que a crise na imprensa escrita se deve muito ao crescimento desses sites e blogs feitos por bons profissionais. Em parte ele estava certo, mas logo esqueceu que o jornalismo impresso em Rondônia vem se acabando mesmo é por conta dos desmandos de seus patrões, do desrespeito e da humilhação com os funcionários (o maior patrimônio de uma empresa), a roubalheira de alguns diretores que abusam da confiança dos empresários e a substituição de alguns excelentes jornalistas por um bando de múmias e puxa-sacos de plantão. O talento está sendo deixado de lado há algum tempo e o que os caras não vêem é que quem acaba com seus empreendimentos são as próprias víboras que eles criaram.

* Eu prometi a um grande colega da imprensa virtual que não me meteria na briga entre o pessoal de alguns sites e até com veteranos da imprensa rondoniense. Prometi e vou cumprir, até porque nada disso me interessa. Por falar nisso, quero deixar bem claro que gosto e respeito todos os envolvidos nessa nova crise do jornalismo tupiniquim. Tenho bom trânsito com todo mundo e me orgulho disso. Aliás, um outro motivo para eu não brigar com ninguém é que o único cidadão que atua na imprensa local e que eu realmente detesto é um verme que mal sabe escrever o seu nome, quanto mais escrever algum artigo ou dar opinião sobre alguma coisa. Para se ter uma idéia, o cara é um matuto que fala “ni mim” o tempo inteiro. Um verdadeiro membro da Família Buscapé. E não venham me encher o saco para eu citar o nome do invertebrado porque todo mundo sabe de quem se trata.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Vai encarar Roberto Kuppé?


Em que pese o tempo que passei sem falar com o cidadão citado aí em cima, tudo por conta de orgulhos pessoais que foram colocados à prova em embates de personalidades fortes, valores iguais mas com idealismos contrários, não dá para ficar alheio ao que se formula da pessoa e do temperamento deste que é um dos mais polêmicos jornalistas de Rondônia.
Sim, ele está residindo em Brasília há alguns anos, mas em nenhum momento abandonou as questões desta terra e sempre se posicionou de maneira firme contra tudo o que ele considera injusto e errado no Estado. Em destaque as denúncias que ele fez de supostas fraudes nas urnas eletrônicas utilizadas na eleição passada. Nitroglicerina pura!
Podem o chamar de doido, paranóico, homem-bomba, porralôca ou qualquer outro adjetivo que o projete como inconseqüente, mas jamais deixem de lado o fato do cara saber fazer um jornalismo agressivo e polêmico como ninguém. Dizem que mexer com esse cara é o mesmo que amarrar o pescoço numa bigorna e se jogar no mar.
Kuppé há muitos anos abandonou o estilo arredio nas colunas que assina em jornais impressos, muitas vezes até mesmo passando para um colunismo insosso e pautado pelo puxassaquismo. No entanto, tolo é quem acreditar que o cara nascido em Guajará-Mirim e dono de pelo menos cinco empreendimentos de comunicação virtual teria renunciado de sua metralhadora giratória.
Para falar a verdade, a arma de grosso calibre (uma mão ágil no teclado do computador aliada à mente brilhante de um grande comunicador) parece ter sido revigorada. Basta acessar os sites http://www.folhadebrasilia.com.br/ e http://www.tribunaderondonia.com.br/ para perceber que nem mesmos os poderosos da Capital Federal escapam de sua vista.
Mas o carro-chefe desse tanque de guerra contra a mesmice e a hipocrisia jornalística é mesmo o blog http://www.robertokuppe.com/. Ali ele chama os caras literalmente para a peia. Não poupa palavras e atira com todo o arsenal que possui. Alguém se habilita a enfrentá-lo?

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Quem falar o que quer...

Alguns supostos intelectuais que leram minha última postagem ficaram furiosos com minhas observações sobre a queda do jornalismo em Rondônia, em especial sobre os velhinhos que não se aplicam em aprender sobre o jornalismo dinâmico e sobre as jovens que fazem o teste de sofá e logo estão atuando como belas e competentes jornalistas.
Ora, seria de bom alvitre que esses supostos administradores de empresas e estudantes de jornalismo se identificassem melhor, em vez de ficar me chamando de covarde por não dar "nome aos bois". Eu pelo menos tenho a coragem de "mexer na ferida" do jornalismo local e, se eu não cito nomes, é porque o espaço no blog (e a minha paciência também) é pouco. Já essas pessoas que me atacaram citam nomes que só Deus sabe se são verdadeiros e atiram pedras em mim como se eu tivesse cometido alguma injustiça ou falado alguma mentira.
Mas o que é mesmo que essas pessoas sabem sobre o que eu falei? Primeiro que um administrador de empresas não pode saber nada sobre o que acontece nas redações de Porto Velho, a não ser que ele seja um dos patrões. E se o for, perguntaria se ele seria o salvador da pátria e daria empregos para esses jornalistas que eu citei através de suas "qualidades". A outra, que deve ser mais uma das ninfetas que juram que poderão ser jornalistas apenas porque pagam as caras mensalidades das universidades caça-níquel de Rondônia - em especial as da Capital - apenas diz que concorda com o tal administrador. Prova cabal de sua incapacidade em escrever, nem que fosse um comentário pejorativo (ih, forcei!). Diploma de jornalismo comigo?... eu como diplomados em jornalismo no café da manhã. Eu só tenho o Ensino Médio completo e me orgulho de ser melhor do que muitos desses babacas que acreditam que a faculdade particular pode dar talento e sabedoria nesta profissão carente mesmo é de talentos, não de pessoas com canudos à tiracolo.
Frustrado, eu? Só se for por ter acreditado que apenas pessoas inteligentes (ou desocupadas) liam este blog, mas...

terça-feira, janeiro 16, 2007

Tudo o que você queria saber sobre a queda do jornalismo rondoniense, mas ninguém tinha coragem de falar sobre o assunto

Queda dos jornalistas 1
Parece que jornalistas veteranos da Capital estão sendo, definitivamente, “caçados” pelos patrões e colocados numa estrada sem rumo. É o que se pode notar com alguns colegas que foram colocados para fora das redações e agora não conseguem nenhuma lotação nessa imprensa já abarrotada de Porto Velho. Alguns fazem das tripas coração para segurar suas vagas nas redações, mas outros acham que podem tudo e acabam sendo escurraçados sem dó nem piedade das empresas de mídia.

Queda dos jornalistas 2
O problema é amplo e vários são os fatores que propiciam o aumento do índice de demissões e a renovação de mão-de-obra. Os considerados “medalhões” que estão acostumados com um jornalismo arcaico, sem graça, sem dinamismo e que sempre é formado por notícias institucionais (os famosos jabás) são os que mais estão suscetíveis à degola. Aliás, esses velhinhos não estão dando a mínima para a atualização nos conhecimentos, especialmente no que se refere ao campo da Informática e do dinamismo nos textos. Eles acreditam que o tempo de labuta pode servir como bandeira ou referência para os manter no emprego ou encontrar um novo. Ledo engano.

Queda dos jornalistas 3
Mas ainda têm aqueles que se acham “amigos” e, por isso mesmo, “protegidos” dos patrões. Alguns chegam mesmo a acreditar que, por conhecer o empresário desde quando ele ainda era um simples vendedor de beira de rua, os credencia a serem imortais dentro da empresa a qual o homem responde. Só mesmo aqui em Porto Velho para a gente ver esse tipo de jornalista.

Queda dos jornalistas 4
Mas a pior espécie de jornalista é, sem sombra de dúvida, o puxa-saco. Esse tipinho a gente encontra aos montes dentro das redações, principalmente nas dos grandes jornais impressos. Tem gente que (por incrível que pareça) é capaz até de vender a alma para o diabo e manter a defesa de seus patrões apenas para permanecer nos cargos de confiança de uma redação. Só que esse pessoal esquece que um dia vem depois do outro e assim a vida anda. Vai haver um dia em que ele será substituído e aí, quando olhar para trás, vai perceber o quanto de inimizades ele criou com os colegas de profissão e até outros potenciais futuros patrões. Mas, como essa gente é cega pelo poder e demasiadamente apegada às coisas materiais, o que ela quer mesmo é continuar puxando o saco dos chefes e se perpetuando nos cargos que vão desde repórter fotográfico até editor chefe. Têm alguns deles aí que, se o patrão se sentar de mau jeito, acaba o amassando por completo.

Queda dos jornalistas 5
No final das contas, o que resta saber é quem pode dar uma oportunidade para um jornalista que teve sua carreira inteira fazendo jabá? Quem pode abrir uma porta para um cara que passou a vida profissional inteira perseguindo os colegas apenas para conseguir uma graninha a mais? Quem pode abrir vagas para repórteres que se acham a última bolacha do pacote e, no fim das contas, não sabe nem o que é “nariz de cera”? Quem dará uma nova chance para um (a) profissional que é conhecido (a) por usar drogas e beber feito um mendigo, faltar ao trabalho frequentemente e gostar de fazer seus horários? Quem vai dar abrigo a um jornalista que fede mais do que uma mucura, gagueja como se estivesse acometido de um ataque epiléptico e é mais rabugento do que um velho caipira? Quem vai dar emprego a um velho que não sabe nem o que significam os comandos “copiar” e “colar” (Control C, Control V) e acha que e-mail é um bicho de outro mundo? Quem?

Queda dos jornalistas 6
O jornalismo eletrônico que está, literalmente, “engolindo” os velhos impressos, não aceita a velharia que, quando ouve a palavra “Internet Explorer” acha que é palavrão. Os sites atuais de Rondônia são formados por jornalistas experientes que souberam elevar seus espíritos de renovação no aprendizado e empreendedorismo e que, hoje, dão emprego àqueles bons jornalistas que se recusaram a puxar o saco do chefe e não compartilharam dos desmandos de alguns poucos vendidos. No entanto, o jornalismo eletrônico abriu portas também para uma nova safra de jornalistas que não gostaríamos que estivessem entre nós. As “franguinhas” de nariz empinado, rostinho de boneca e bundinha empinada e, obviamente, sem nenhum talento a acrescentar. O que basta, para elas é fazer o já conhecido “teste do sofá”, modalidade de contratação bastante popular nas produções de humorísticos da Globo e do SBT. Enquanto isso, os velhos vão sendo colocados no esquecimento porque não souberam se adequar à modernidade e os leitores é que perdem com a falta de qualidade no noticiário.

Queda dos jornalistas 7
Portanto, caros leitores, esta é a realidade nua e crua do jornalismo atual em Rondônia, especialmente aqui em Porto Velho. Os patrões estão renovando seus quadros funcionais. Alguns querem qualidade aliada à experiência, mas outros estão preocupados apenas em saciar seus instintos bestiais em detrimento ao bom jornalismo. Aos profissionais que estão abandonados, sugiro que estudem um pouco mais sobre o novo jornalismo, principalmente o eletrônico, formado pelos sites e blogs. Uma boa faculdade de Comunicação Social também não é nada mau, embora isso não signifique garantia de retorno ao trabalho. Do contrário, é bom começar a pensar num bom plano de previdência ou então, treinar a mendicância.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Policial civil aposentado deixa de receber isonomia enquanto mortos ganham salários corrigidos e têm até plano de saúde

A onda de denúncias que recaem sobre a atual direção do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil parece não ter perdido força. Depois de inúmeras denúncias que vêm sendo colocadas para a apreciação pública através da atuação do candidato a presidente do sindicato, Pedro Marcelo (chapa Coragem e Renovação), agora surge um fato ainda mais assustador na administração de Cícero Evangelista.

O policial civil aposentado Rubston Ferraz de Lima, 50 anos, explicou à reportagem que não está incluído na lista dos beneficiários da ação da isonomia de 1998, assim como mais sete companheiros seus que estão na mesma situação, mas deveriam estar recebendo os valores corrigidos.

Rubston, acompanhado de Pedro Marcelo, disse que não sabe explicar o motivo de tal falha, mas atribui à uma falta de competência da atual diretoria do Sinsepol e vai mais além: “Se não for isso, só pode ser mesmo uma situação de total descaso com os servidores que arriscaram a vida por tantos anos no combate ao crime e agora, quando mais precisam do reconhecimento, são simplesmente jogados para o esquecimento e humilhação”, disse.

Rubston detalhou também que, no ano passado, protocolou dois documentos junto ao Sinsepol a fim de encontrar respostas para o seu caso. No primeiro ele pedia cópias dos documentos que serviram como parâmetros para encontrar o valor da isonomia e cópia da base de cálculos. O segundo se refere ao acesso a documentos de uma ação de seguro pecúlio contra o Iperon. Em ambos os casos, os dois datados em 16 de novembro de 2006, o aposentado não teve sucesso, pois a direção do Sinsepol não atendeu ao que trata o Artigo IV, letra “d”, do Estatuto da entidade.

Coisas do Além
O caso mais agravante, contudo, não é apenas o fato dos aposentados não estarem recebendo o direito adquirido, mas sim a situação vexatória de pelo menos dois servidores já falecidos estarem incluídos nas folhas 532 e 537 do Relatório do Valor de Incorporação para os Servidores da Petição, ou seja, mesmo depois de mortos, estariam recebendo seus salários com a isonomia e ainda pagando planos de saúde.

“É um fato bizarro, pois os que estão vivos não conseguem receber e os mortos possuem todas as garantias e deveres, como a questão do plano de saúde. Será que esses colegas mortos estão se consultando no além com o Doutor Fritz ou Chico Xavier”, ironiza o candidato Pedro Marcelo.

Marcelo aproveitou para informar que entende que as famílias dos servidores falecidos devem ter todo o suporte necessário com as perdas e, por isso mesmo, já impetrei uma ação judicial para conseguir para uma viúva e seus filhos, quase R$ 33 mil de uma ação contra o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Rondônia (Iperon).

“Não vamos abandonar a família dos servidores da Polícia, mesmo depois de falecidos”, disse Pedro Marcelo.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Amigo é pra essas coisas...

Amigo
Voltou a ser deplorável a forma com que o meu amigo Antônio Ocampo deixa um cargo público em Porto Velho. É inconcebível acreditar que um homem com o talento, potencial e carisma dele possa vir a ser tratado de forma desumana. Tudo bem que ninguém é perfeito e nunca se pode agradar a todos, mas daí retirar um importante caráter de um governo manchado por denúncias é, no mínimo, dar um tiro no pé.

Amigo 2
No governo de Carlinhos Camurça, Ocampo era titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e, com pura dedicação e trabalho, em pouco tempo promoveu uma total revolução no sistema de distribuição de mudas para a comunidade, arborização e, principalmente, no Parque Natural, que voltou a ter vida, com estrutura nova e uma pesada reforma e ampliação. O cara foi elogiado até pelos adversários políticos, mas nem isso adiantou. Tiraram Ocampo da pasta sem nenhum motivo justificável e, meses depois, quem pagou o pato foram os portovelhenses. O Parque Natural (Ecológico, como alguns preferem), foi caindo no esquecimento e no abandono. Os animais morriam à míngua e nenhuma campanha de valorização do local foi feita. O povo que gostava de ir com a família para visitar aquela importante área de vida selvagem e do verde puro da natureza, foi deixado de lado.

Amigo 3
Ocampo, na época em que Luis Carlos Venceslau era o titular da Secretaria Estadual de Esporte, Cultura e Lazer (Secel), foi remanejado para o malfadado Museu da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Com seu jeito simples e dinâmico de trabalhar, logo fez do local palco de visitações constantes de estudantes e de exposições das mais elogiadas obras relacionadas ao período do nascimento da Capital. Mais uma prova do potencial do cara. O cargo para a Secel logo veio e ninguém ficou surpreso, pois a valorização e o reconhecimento pareciam ter chegado, mesmo que tardiamente.

Amigo 4
Só que o museólogo mal sabia o que enfrentaria pela frente. Tentativas de boicotes, pressões por parte de adversários, intrigas e falsidades norteavam o dia a dia no novo secretário. Ocampo, contudo, tinha um trunfo que os anteriores e os demais não tinham: O apoio da imprensa. Ocampo é, ao lado do médico Amado Rahal, um dos famosos “Amigos da Imprensa”. O cara tem a simpatia de todo mundo e tem bom trânsito em qualquer meio de comunicação. Ele conhece desde o mais molambo, fedorendo e incapacitado escriba até o mais “nariz-empinhado” dos medalhões da mídia. Diagramadores, cartunistas, fotógrafos, cinegrafistas, repórteres e chefes setoriais das Redações apresentavam empatia com o homem. Logo, mesmo embaixo de um bombardeio de críticas de pseudo-artistas (ninguém sabe quem é artista ou não), amigos desleais e um bando de pistoleiras aproveitadoras, o novo secretário ficou por cima da “carne seca”, já que estava “blindado” pela mídia de todos os setores.

Amigo 5
Mas, como todos sabem, a popularidade traz consigo algumas obrigações (prefiro chamar de mazelas). Por ser amigo de todos da imprensa, muito rápido foi alvejado por pedidos de “favores” que pipocavam de todos os lados. Ocampo estava pagando caro por ser “legal” com todos dessa mídia prostituída. Ainda assim ajudou a quem pôde e quem merecia. Nem todos contaram com sua “benevolência samaritana” pois, antes de amigo, Ocampo era agora ordenador de despesas. Ele tinha que responder por tudo que fizesse e assim ele o fez. Logo, os amigos de outrora estavam se tornando críticos de plantão. A fidelidade, em alguns casos, logo acaba quando não se têm o vil metal envolvido.

Amigo 6
Ocampo foi o responsável direto pelo sucesso dos 25 anos do Arraial Flor do Maracujá, o maior do Norte brasileiro. Montou uma equipe grande formada por pessoas ditas capacitadas e leais. Conseguiu trazer de volta o maior evento folclórico de Rondônia para o local de origem e assim manteve a magia do tradicionalismo. Apesar de nem tudo sair como o previsto, os detalhes errados não foram vistos pela massa, o que já é uma conquista e tanto.

Amigo 7
Bem, agora que o meu amigo está de volta ao mundo dos mortais pagadores de impostos e condutores de vidas sufocadas, quero ver como vão agir os demais colegas da imprensa. Vão abandonar esse “amigo” agora? Na hora em que ele mais precisa de nós? Vamos ver quem são os amigos verdadeiros agora. O desafio está feito! Ah, sim! Só para lembrar: Quem conhece meus textos sabe que não sou de elogiar, mas aos amigos e merecedores, a exceção é a regra.
P.S.: "Eu faria o mesmo por você se estivesse numa situação parecida, meu caro Censor mas, definitivamente, é perda de tempo tentar discutir..."

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Futebol de Rondônia sofre com o carma do desinteresse generalizado

Dizer que o futebol praticado pelas equipes de Rondônia é patético, ridículo e horrível é o mesmo que dizer que o céu é azul. Não dá para ficar repetindo verdades que estão presentes no dia a dia dos rondonienses há décadas.
O noticiário esportivo local, como todos sabem, é formado por notas montadas em cima de ações comunitárias e até mesmo de lazer. Todo mundo sabe que não existe futebol profissional em Rondônia e que antes mesmo de dizerem que ele é profissional, devemos saber que na época em que era amador o nível dos atletas era bem melhor, sem falar no comprometimento dos cartolas, patrocinadores e apoio público.
O problema é que os tempos mudaram e, com ele, a cultura da maioria do povo. Aí incluem-se, obviamente, os próprios atletas (que deveriam ser renovados), os dirigentes de times, os empresários e os representantes do poder público. Em síntese, todos acabaram adotando um comodismo agressivo, formado por uma cultura de sempre querer ganhar o que não se merece.
Ora, o que pensar dos atletas de futebol rondoniense que hoje em dia só querem saber de jogar uma partida boa aqui e, lá adiante, comemorar a boa atuação com os colegas em uma mesa de bar? O que pensar de um dirigente que cria um clube sem as mínimas condições de se sustentar, faz promessas para atletas que mais parecem ter vindo das plantações de cana e, adiante, cair no descrédito junto com todo seu elenco? O que pensar de empresários (grandes e pequenos) que sofrem cotidianamente para manterem suas empresas de pé devido à pesada carga tributária municipal, estadual e federal e, ainda assim, serem criticados porque não dão suporte a um esporte há muito falido nestas terras? O que pensar de secretários de esporte que brigam entre si apenas para garantir um salário pomposo no final do mês e dar boas horas de lazer e status para suas belas namoradas e aliados de mesa de botequim? O que pensar de governantes que vivem às turras por causa de interesses pessoais e partidários e se esquecem que uma das prioridades para a população de uma cidade, estado ou país é justamente o esporte? O que pensar de uma imprensa esportiva que briga entre si para manter uma assessoria de pouco mais de R$ 500 nas federações estaduais de futebol? O que pensar de um povo que não dá a mínima para o futebol (ou qualquer outro esporte) enquanto a mídia o envolve em eventos de pura veneração à anticultura? O que pensar de um Estado que é tomado pela corrupção em todos os seus poderes constituídos e onde a impunidade impera com mão de ferro sem que ninguém faça nada para destroná-la? Ora, o que dizer, neste momento, sobre uma derrota de 8 a 0 (oito a zero) de um time de garotos de um clube que até um tempo desses ninguém nem sabia que ainda existia? Mas, em nome de Deus... quem é que liga para isso? Eu não! Não posso fazer nada, já tenho os meus problemas. É assim que eu, você que está lendo este artigo e todos os demais de minha espécie pensa.
Futebol em Rondônia? Fala sério! Rondônia só haverá de ser campeã em alguma coisa quando começar a disputar jogos de mesa de bar, como dominó, pôquer nacional, truco, sinuca, porrinha, canastra, mal-mal, pif paf...

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Os melhores e mais esperados filmes para o cinema 2007

O ano de 2006 não foi muito generoso para com os cinéfilos de Rondônia, pois muitas das obras que estrearam nos cinemas de São Paulo, Rio e demais dos eixos Sul e Sudeste sequer deram as caras por aqui, como o bem falado “O Pacto”. Tivemos que nos contentar neste finalzinho de 2006 com filmes fracos (O Grito 2) e até deprimentes (leia-se “Xuxa Gêmeas” em sessão tripla no Cine Brasil). Para se ter uma idéia, os melhores filmes que assisti no ano passado eram animações, a exemplo do excelente “Carros”. Legal também “A Era do Gelo 2”. Os esperados “Superman – Returns”, e “Todo Mundo em Pânico 4” foram um fiasco, pois não cumpriram o que prometeram. Apenas “O Código Da Vinci” é que vingou o cinema de bom gosto nos 365 dias que passaram, mas não podemos deixar de lado também obras simpáticas como “V de Vingança”, o não tão ruim “Missão Impossível 3” e o fabuloso “X-Men – Confronto Final”. Mas não dá para deixar de cuspir em nojeiras como “Quarteto Fantástico”, “Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio” e “Serpentes a Bordo”. Bom, deixemos de lado o passado recente e vamos ao que nos espera o ano que está começando:

Agora a lista de espera para 2007 é muito boa, pelo menos nas primeiras posições. Vejam abaixo:

1 – 300 – O Filme baseado na clássica obra dos quadrinhos do mestre Frank Miller é, sem dúvida, o mais arrebatador de todos, especialmente para os fãs que acompanharam a saga dos 300 espartanos comandados por Leônidas (foto) contra os exércitos persas e gregos. A fotografia, os efeitos e o elenco são primorosos só com alguns segundos de trailer, já dispostos na internet. Nem mesmo a participação de Rodrigo Santoro compromete o filme, como dizem os mais exigentes críticos, pelo contrário... É o primeiro filme da lista para mim, sem dúvida alguma.

2 – Transformes – Para quem assistiu muitas vezes o desenho animado em que carros, carretas, aviões, helicópteros e dinossauros viraram poderosos robôs pode esperar com toda ansiedade esse filme que promete manter a genialidade de Steven Spielberg. Esperem para ver e fãs como eu não vêem a hora da estréia.

3 – Homem Aranha 3 – Os dois primeiros são campeões e o terceiro promete quebrar todos os recordes. O homem de teia vai enfrentar vilões como o “Homem de Areia” e o seu alter ego emblemático do simbionte alienígena, que dará o tom negro e sombrio que todos os fãs conhecem. Efeitos especiais não faltarão.

4 – Shrek 3 – O terceiro filme da saga do ogro mais famoso do cinema e sua amada Fiona, ao lado do Burro e do Gato de Botas, promete ser um dos melhores da temporada.

5 – Harry Potter e a Ordem da Fênix – O quinto filme do bruxinho de J. K. Rowling é ainda mais sombrio e com novas mortes, dizem as sinopses. A saga fica mais adulta e, para muitos, pode ficar pesada, principalmente para as crianças que acompanham Harry e seus amigos.

6 – Rocky Balboa – Tudo bem que o quinto filme foi um desastre, mas muitos já disseram que este filme final, sem a mulher do pugilista italiano (morta pelos diretores) é muito legal e mostra a verdadeira luta do personagem mais famoso de Stallone. Não custa nada esperar.

7 – Treze Homens e Outro Segredo – A turma comandada por Mr. Ocean volta com tudo nesta seqüência e a inteligência e charme das duas primeiras produções deve ser ampliada com novas presenças.

8 – Piratas do Caribe 3: O Fim do Mundo – Acho que vale a pena apostar num gosto melhorado desta terceira parte da saga do pirata Jack Sparrow, pois o primeiro era pra criança sem estômago, o segundo veio com uma pitada mais de comédia e aventura e... bom, esperemos... eu não faço questão.

9 - Quarteto Fantástico 2 – Dizem que agora o negócio pode andar e melhorar com a presença do Surfista Prateado e dizem (até de Galactus, o devorador de mundos), porque se continuar o marasmo e o mal gosto do primeiro...

10 - Motoqueiro Fantasma – O excesso de atraso e até mesmo o mal humor latente de Nicolas Cage na pele do anti-herói da Marvel podem fazer com que essa produção, mesmo recheada de efeitos especiais, não emplaquem tanto e seja novo fiasco, a exemplo do que aconteceu com o Demolidor e Elektra, daí o último lugar.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Para explicar sobre o salário de jornalistas

No início da semana o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia (Sinjor) divulgou nota dando conta de que a jornada para a negociação salarial (parte primordial do acordo coletivo de trabalho) de 2007 foi iniciada e pretende, acima de tudo, não colocar em risco os prazos para não dar chance às desculpas cretinas dos patrões no momento da mesa de negociação. Contudo, a matéria abriu brechas para muitas perguntas, principalmente relacionadas ao reajuste do salário de 2006 que até agora não aconteceu. Como fui eu que fiz a matéria, explico pelo menos o que me é sabido:

1) A negociação de 2006 foi praticamente inexistente, já que os patrões apresentaram uma proposta de reajuste de apenas 5% sobre o salário de R$ 975,20, algo que chegaria a um patamar de R$ 1.040,00. O Sinjor endureceu, pois queria um aumento real, não apenas a reposição salarial e buscava o piso de R$ 1.400,00, para ver se conseguia pelo menos R$ 1.200,00. Nada feito e o processo de negociação sequer chegou a ser aberto, tamanha a tirania dos empregadores em não querer negociar. A proposta deles era única e o sindicato aceitava se quisesse.

2) O processo se arrasta até agora e para evitar o dissídio (que segundo alguns medrosos seria desastroso para a categoria), o Sinjor resolveu aceitar a proposta dos 5%. Contudo, resta saber agora quando os patrões pretendem assinar o tal acordo e dar direito ao aumento pífio de menos de R$ 50, inclusive de forma retroativa nos holerites a partir de então.

3) Na época da tentativa de negociação, os patrões tinham um trunfo nas mangas que não podia ser batido. O Sinjor, acostumado a pegar leve com os patrões, voltou a apresentar a proposta fora do prazo e a data base (que é de março, oficialmente), ficou bastante atrasada. Na hora da mesa, os patrões jogaram isso na cara dos sindicalistas sem dó nem piedade, como a maioria dos jornalistas que foram às reuniões pôde ver.

4) Com isso, o Sinjor resolveu dar uma resposta rápida para este ano. A proposta de acordo coletivo está aprovada e os valores atualizados também. A campanha salarial vai começar logo, logo e totalmente dentro dos prazos, assim, não vai haver mais desculpa esfarrapada dos empregadores.

5) Deve-se salientar que a negociação de 2007 ainda vai começar e a de 2006 está para ser encerrada, ou seja, é bem possível que neste ano, os jornalistas de Rondônia possam ter até dois reajustes salariais, um do ano passado, pago retroativamente em parcelas iguais, e outro para depois de março (se Deus quiser), dentro do prazo. Entenderam? Não? Nem eu! Ainda assim, torço para que os colegas que lerem este “post” se esforcem um pouco mais e lutem pelos seus direitos. O Sinjor não pode fazer tudo sozinho, pois nem mesmo sua diretoria consegue se reunir completamente. A participação de todos é primordial. Está dado o recado!

Jornalismo bem humorado

Frases publicadas em alguns jornais do Rio de Janeiro, há algum tempo atrás.

1. "A nova terapia traz esperanças a todos os que morrem de câncer a cada ano." (Na cova?) - Jornal do Brasil

2. "Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente." (O frio não estava filiado ao sindicato grevista) – O GLOBO

3."Os sete artistas compõem um trio de talento." (Hã?) – EXTRA

4. "A vítima foi estrangulada a golpes de facão." (uma nova modalidade de estrangulamento) - O DIA

5. "Os nossos leitores nos desculparão por esse erro indesculpável." (De modo algum!) - O GLOBO

6. "No corredor do hospital psiquiátrico os doentes corriam como loucos." (naturalmente....) - O DIA

7. "Ela contraiu a doença na época que ainda estava viva." (Jura?) - JORNAL DO BRASIL

8. "Parece que ela foi morta pelo seu assassino." (Não diga!) - EXTRA

9. "Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça." (Espera, onde foi o machucado mesmo?) - O DIA

10. "O acidente foi no triste e célebre Retângulo das Bermudas." (Gente, mas até ontem era um triângulo!) - EXTRA

11. "O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão." (E será que ele tem cela especial?) – O DIA.

12. "O velho reformado, antes de apertar o pescoço da mulher até a morte, se suicidou." (Seria a volta dos mortos-vivos?) - O DIA

13. "A polícia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço." (Que aberração!) - EXTRA

14. "Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação dos habitantes." (Água no além para purificar as almas...) - JORNAL DO BRASIL

15. "Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis às suas origens." (Do pó ao pó...) - O GLOBO

16. "O aumento do desemprego foi de 0% em novembro." (Onde vamos parar desse jeito?) - O GLOBO

17. "O presidente de honra é um jovem septuagenário de 81 anos." (Quanta confusão!) - O DIA

18. "Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio, trata-se de um incêndio." (Ah, bom achei que fosse uma churrascada!) - JORNAL DO BRASIL

19. "Na chegada da polícia, o cadáver se encontrava rigorosamente imóvel." (Viu como ele é disciplinado?) - EXTRA

20. "O cadáver foi encontrado morto dentro do carro." (Sem Comentários) - O DIA

21. "Prefeito de interior vai dormir bem, e acorda morto." (acorda??!!!) - O DIA

Fonte: E-mail de gente desocupada, assim como o blogueiro

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Top 10 - Prêmio "Trepa-Trepa" para as piores músicas (?) que Porto Velho ouve

Sem ter muito o que fazer e depois de uma intensa e medonha pesquisa na internet (haja saquinho para vômito) , resolvi colocar aqui uma parte do que há de pior no showbizz portovelhense. Sim, aqui estão listados dez dos piores lixos musicais que a grande massa local (e de outros municípios e Estados também) gosta de ouvir. É um verdadeiro banquete de imundície para essa gente que insiste em ser manipulada pela mídia mercenária. É claro que nessa lista caberiam inúmeras pérolas do lixo que se ouve e se vê no dia a dia, mas como o espaço é pouco e a minha paciência (e estômago) também não são tão generosos, aí vão as que eu mais conheço e que também são sugestões de colegas de trabalho. Se você duvida da má intenção dessas bandas que apelam para toda a sorte de lascívia gratuita, é só fazer uma rápida pesquisa nas páginas de letras musicais do Terra, que verão o naipe da qualidade musical imposta por esses cretinos. Destaque especial para a Banda Saia Rodada. Sangue de Jesus Cristo têm poder! Sai de retro!

10º - Cavalo Manco - Banda Calypso
9º - Garagem da Vizinha - Rio Negro e Solimões
8º - Risca Faca - Saia Rodada
7º - Furunfa - Calcinha Preta
6º - Dinheiro na Mão, Calcinha no Chão - Saia Rodada
5º - Tchaka, Tchaka na Mutchaka - Gaviões do Forró
4º - Vai Que Tá Gostoso - Saia Rodada
3º - Zé Periquito - Saia Rodada
2º - Coelhinho - Saia Rodada
1º - Lapada na Rachada - Saia Rodada

Diga não às porcarias (adaptação do texto de Luiz Fernando Veríssimo)

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois quando você quiser é só parar..." e eu fui na dele.
Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do Leandro e Leonardo.
Achei legal, uma coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "amigo" e acabei comprando pela primeira vez.
Lembro que cheguei na loja e pedi: " - Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano." Era o principio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc.
Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores: É o Tchan, Companhia do Pagode, Asa de Águia e muito mais.
Após o uso continuo eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia mexido antes, então, meu amigo me deu o que eu queria, um CD do Harmonia do Samba. Meu quadril passou a ser o centro da minha vida, razão do meu existir. Eu pensava só nesta parte do corpo, respirava por ela, vivia por ela!
Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais... Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir dai que começou a minha decadência. Fui ao show e ao encontro dos grupos Karametade e Só Pra Contrariar, e até comprei a Caras que tinha o Rodriguinho na capa. Quando dei por mim já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra: entrei para um grupo de pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma musica que não dizia nada, eu e mais outros 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorriamos e fazíamos sinais combinados.
Lembro-me de um dia quando entrei nas Lojas Americanas e pedi a Coletânea As melhores do Molejão. Foi terrível!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas miseráveis e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir!
Cheguei ao fundo do poço ao limiar da condição humana, quando comecei a escutar popozudas, bondes, tigrões, motinhas e tapinhas (hoje em dia tem até eguinha pocotó!). Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saía à noite para as festas, pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos.
Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas que queriam me mostrar o caminho das pedras... Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.
Mas como desgraça pouca é bobagem, até ontem estava consumindo (e sendo consumido) por pérolas como “Rapariga”, “Como Uma Virgem”, “Lapada na Rachada”, “A garagem da minha vizinha”, “Trepa, trepa, trepa” e “O forró do Risca a Faca”.
Hoje estou internado em uma clinica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de MPB, Rock Progressivo e Blues. Mas o médico falou que eu talvez tenha de recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach. Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Reajam! Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam a visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, distante; vai perder as referências e definhar mentalmente.

Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:

· Não ligue a TV no domingo à tarde;

· Não escute nada que venha de duplas ou grupos de Goiânia, do Pará, da Bahia ou do interior de São Paulo;

· Não entre em carros com adesivos "Fui...!";

· Se lhe oferecerem um CD, procure saber se o indivíduo já foi aos programas do Gugu, Faustão ou Gilberto Barros;

· Mulheres gritando histericamente é outro indício;

· Não compre um CD que tenha mais de 6 pessoas na capa;

· Não vá a shows em que os suspeitos façam passos ensaiados;

· Não compre nenhum CD em que a capa tenha nuvens ao fundo;

· Não compre nenhum CD que tenha vendido mais de um milhão de cópias no Brasil;

· Não escute nada cujo o autor não consiga uma concordância verbal mínima;

Mas, principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida é bela. Eu sei que você consegue. Diga não às drogas!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Mensagens de Natal

Como está chegando a festa do Natal e o espírito humanitário nos faz afastar um pouco essa preguiça cotidiana (perceberam que o blog não é atualizado há tempos?) resolvi escrever um pouco e mandar uma mensagem de Natal diferente para os colegas da imprensa (e desafetos) mais conhecidos deste escriba. As mensagens de Natal são...

... Para Marcos Henrique “Tóia” (O Observador)
“Cumpádi, qual é o jogo?”

.... Para Marcos Grutzmacher (presidente do Sinjor)
“Venda a passagem que ganhou e faça a nossa festa de confraternização, nem que seja até janeiro”

... Para Rubens Coutinho (TudoRondônia)
“Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeuuuuuuuuuuuuuuuu?????!!!!”

... Para Everaldo Fogaça (O Observador)
“Você teme pelo pióóóóirrrrrr?”

... Para Sandra Santos (Rádio 93,3 FM)
“A música Cartas aos Missionários é do grupo Uns & Outros, portanto, sem a caixinha de gelada que você pensava ter ganhado. Um beijo”

... Para Paulo Ricardo (O Estadão do Norte)
“Te benzo, te curo, amanhã tú...* duro”

... Para Luiza Archanjo (Diário da Amazônia) e Ivalda Marrocos (ALE)
“Em nome de Deus! Parem de bancar as certinhas. Nem Zélia Gatai é tão xarope e a Academia Brasileira de Letras é só um sonho” (brincadeirinha, amigas).

... Para Luciana Oliveira (TudoRondônia)
“O que aconteceu com a viagem de fim de ano para a Europa?”

... Para Leivinha Oliveira (O Estadão do Norte)
“Ou maaaiiissss...”

... Para Antônio Queiroz (O Estadão do Norte)
“Sim, pois não? Presente!”

... Para Paulo Andreoli (Rondoniaovivo)
“A amizade vale mais do que qualquer interesse pessoal, ok?”


... Para Carlos Terceiro (Nahoraonline)
“E o pagamento do Leandro? A Anacozeca está no teu encalço! Tô sentindo cheiro de tombo!”

... Para Antônio Pessoa (O Estadão do Norte)
“Chora, não vou ligar/Chegou a hora, vais me pagar/Pode esperar, pode esperar...” (Música de Beth Carvalho)

... Para mim mesmo (sei lá de onde eu sou)
“A casa caiu!”

UM FELIZ NATAL PARA TODOS OS AMIGOS!!!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Coisas do TJ-RO

Serviço mal feito ou vista grossa?
O serviço de Comissariado de Menor publicou nota ainda há pouco enaltecendo o trabalho de pelo menos 18 comissários na noite do último sábado, onde eles acabaram retirando da rua mais de 60 menores em “situação de risco”, ou seja, estavam em locais e ambientes completamente desproporcionais ou considerados ilícitos. Até aí tudo bem, pois os comissários sempre são cobrados pela opinião pública pela constante ausência na noite portovelhense. No entanto, o que pegou mal foi o fato deste mesmo comissariado não fazer a ronda ostensiva nos locais que realmente estavam atraindo a atenção do público rondoniense, especialmente dos menores de idade. Será que eles não se aperceberam que naquele sábado a cidade estava quase “parada” para ver o show do Double You e Ramada, na Quéops? Aliás, será que eles nunca vão dar uma passada lá no antro de lascividade chamado Papo D’Skina? E quanto aos demais bares e boates que oferecem música ao vivo para um público cada vez mais heterogêneo? Será que não tem algo de errado nestas visitas do comissário de menor, que sempre segue pelo caminho oposto? Fica até parecendo que eles fazem vista grossa para esses locais mais populares. Há indícios de que, em outras épocas, alguns comissários realmente não molestavam os donos de boates quando estes faziam o chamado “agrado”, assim como aconteceu em uma famosa danceteria da Capital há cerca de sete anos. Tomara que o Ministério Público comece a olhar para essa atuação cada vez mais duvidosa do Comissariado de Menores.

Bomba!
Não se trata de uma notícia bombástica e com alto poder de destruição, trata-se de uma bomba mesmo, no sentido mais cômico da palavra. Não dá para acreditar que a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Rondônia se prestou a fazer uma matéria dando conta da homenagem que um suposto poeta fez a uma magistrada. Será que o colega Bosco Gouvêia e seus comandados não tinham nada mais importante para fazer ou então quiseram pregar uma peça nos colegas dos sites e jornais?

Notas do 3º Prêmio Sinjor

Um tapa na cara do comodismo
A premiação dos vencedores do 3º Prêmio Sinjor de Jornalismo deixou claro que o jornalismo em Rondônia é pautado pelo profissionalismo e pela garra de seus autores. Os vencedores são rostos e nomes conhecidos (ou não) nesta profissão pouco valorizada pelos patrões. Contudo, o prêmio deixa evidente também que somente o apoio destes patrões – pelo menos com a linha editorial – aos seus funcionários é que gera dividendos e reconhecimento. Um bom exemplo se deu com a dobradinha Minéia Capistrano e Marcela Ximenes, ambas do Diário da Amazônia. Tudo bem que o empresário Acir Gurgacz não é lá nenhum santo e vem atrapalhando as negociações salariais com o sindicato que só quer dar um reajuste justo para a categoria. No entanto, já cansei de ouvir que trabalhar tanto no Diário como na RedeTV é bom porque os chefes imediatos são jornalistas e produtores de primeira linha e que deixam o profissional esbanjar seu talento. Aliás, dizem que estes chefes de setor, editores, produtores, diretores e redatores fazem questão de tirar o máximo do potencial de cada um dos valiosos jornalistas contratados. Minéia e Marcela venceram porque além do talento, da dedicação e do trabalho feito com seriedade e bom gosto, possuem o suporte necessário de seus colegas e chefes imediatos, que lhes dão a logística, a simpatia, o apoio moral e estimulam a valorização profissional e humana. Não é de hoje que eu sei (assim como os colegas que conheço) que o Diário da Amazônia possui a melhor (eu disse melhor, não maior) Redação e que a RedeTV têm os melhores diretores e produtores. Palmas para as meninas e um sorriso de satisfação para os seus chefes. Tomara que os demais donos de jornais, editores chefes e puxa-saco de plantão agora comecem a repensar suas atuações e tentem melhorar o nível dos jornais que representam, pois vai chegar um momento em que as manchetes policiais deixarão de ser fator de popularidade e o povão vai aprender a dar valor a um jornalismo realmente bom. Chega de viver só de nome. Vamos valorizar os jornalistas e oferecer um trabalho de qualidade a esse povo tão massacrado.

Meios Ambientes
Um fato que me chamou a atenção na revelação dos nomes dos vencedores foi a categoria Meio Ambiente. Desta vez o veterano Nelson Townes de Castro não concorreu sozinho e foi engolido pela jornalista da RedeTv. Espere! Eu disse RedeTV??? Pois bem, foi esse um dos assuntos mais comentados daquela noite de sábado, a exemplo do que falou o colega Paulo Ricardo (O Estadão do Norte). Ele disse que se soubesse que seu texto concorreria com uma matéria de vídeo, áudio e edição nem teria ingressado nesta categoria. Para ele - que não quis desmerecer a vitória da colega - há que se rever os critérios do regulamento, pois mesmo que o assunto fale sobre um mesmo tema, não se pode concorrer com o som dos pássaros, da beleza das edições de vídeo, com o pôr do sol em movimento... bom, é realmente um caso a se pensar.

Charge
Foi lamentável o fato de ninguém conseguir concorrer na categoria Charge. Apenas três profissionais tentaram angariar a “fortuna” de R$ 700, mas todos estavam irregulares com o regulamento. Os trabalhos de Toni Francis e Zoghbi estavam fora do prazo e os de um outro chargista (não lembro o nome) excediam a quantidade estipulada. Portanto, ninguém conseguiu elevar o valor da profissão e nem mesmo a comissão organizadora se manteve atenta para minimizar o problema. Poderiam ter dado o valor do prêmio para o também chargista Alex, do Alto Madeira, que estava presente ao evento e também lamentou a ausência de premiados. Alex sofreu um grave acidente há cerca de dois anos e hoje luta para conseguir o apoio das pessoas e manter seu sustento e sua dignidade. Tenho certeza que o público presente aplaudiria de pé os diretores sindicais e a comissão organizadora.

Integração
Um fator que considerei muito bom para a festa foi a presença de alguns proprietários de sites. Alguns destes conhecidos jornalistas-patrões eram tidos como opositores ao Sinjor ou a seu presidente, Marcos Grutzmacher. Contudo, o ano de 2006 serviu para o Sinjor e seus associados cortarem o problema na carne ou lavarem a roupa suja. No final das contas, tudo deu certo (ou está dando) e a festa mostrou a harmonia que pode ser possível neste jornalismo rondoniense carcomido pela sua autofagia.

Webjornalismo
O primeiro prêmio feito pelo Sinjor, em 2004, tinha a categoria Webjornalismo com um bom valor a ser pago. Na ocasião, ninguém concorreu ou, quem o quis fazer, estava em situação irregular junto ao sindicato. Espero que, com essa reaproximação dos donos de sites com o Sinjor proporcione a participação de valiosos jornalistas deste metié e a categoria seja reincluída no Oscar da Imprensa rondoniense. Só para se ter uma idéia, estão no jornalismo eletrônico nomes como Marcos Henrique “Tóia”, Rubens Coutinho, Luciana Oliveira, Eliânio Nascimento, Ivonete Gomes, Gérson Costa, Erick Angelim, Paulo Andreoli, Marcos Souza, Augusto José, Analton da Silva, Paulo Ayres, Gessy Taborda, José Carlos Sá, Jorge Vasquez, este que vos escreve e por aí vai...

Sem lágrimas
Esta foi a primeira vez que o presidente do Sinjor, Marcos Grutzmacher, não chorou em seu discurso, mesmo tendo passado por sufocos com a falta de apoio dos empresários e estatais e com a perseguição desmedida de alguns colegas. Acho que o nosso presidente está ficando acostumado com o clima de pressão que o seu posto carrega ou então está aprendendo a lidar com o grande público sem exagerar nos discursos. Muito bem, meu caro presidente pois já dizia a minha tia: Quem se abaixa demais acaba mostrando os fundos.

Justiça explícita
Enquanto alguns mostram hostilidade e falta de bom senso, o Sinjor mostrou justiça e extrema sensibilidade ao homenagear a incansável jornalista Ivalda Marrocos. Apesar de possuir uma inteligência espantosa, um talento maravilhoso e já ter seu nome consagrado nas mais altas esferas do poder e da sociedade, Ivalda mostra toda sua humildade e simpatia ao cumprimentar desde o mais veterano aos foquinhas recém saídos do forno. Adoramos essa mulher. Um beijão, linda!

Falhas
Apesar de todo o brilho, o Prêmio Sinjor de Jornalismo voltou a apresentar algumas falhas. No vídeo que mostrava um pouco da história do sindicato, os depoimentos dos jornalistas entrevistados estava sem áudio. Uma pena mesmo pois deixamos de saber um pouco mais do Sinjor através das palavras de veteranos como Lúcio Albuquerque e Paulo Queiroz. Mas, como alguns já estão dizendo desde o ano passado, se não tiver nenhum probleminha, não é o Prêmio Sinjor. Brincadeiras à parte, estão de parabéns os colegas Júlio Aires, Miro Costa, Luiza Archanjo e Pollyana Woida, da comissão organizadora.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Notas raivosas

Sem noção
Não dá para entender a atitude das pessoas que respondem pela ação da Polícia Ambiental no evento chamado “Beradeiros”, que estava sendo realizado no Ypiranga Sport Club, na semana passada. Disseram que o volume dos acordes das guitarras e as batidas das baterias era insuportável e que isso incomodava a toda vizinhança. O engraçado é que naquele local acontecem noites e madrugadas homéricas de apologia ao sexo barato através das “poesias” do forró e, até então, isso não incomodava ninguém. Agora bastou tentar fazer um festival de rock, pop e música eletrônica que a vizinhança chiou. Decididamente estamos num inferno astral da cultura popular. Esse povo gosta mesmo é do que é ruim. A “Lapada na Rachada” é que domina a mente fraca dessa gente, gente essa que, em alguns momentos, superam os níveis mais altos do ridículo e jogam pétalas de rosa para a imoralidade.

Polícia Rodoviária Municipal?
Enquanto isso, na antiga Avenida Jorge Teixeira (agora federalizada e que passou a ser extensão da BR-319), o clima de desconforto é ainda maior. Aquela importante artéria deveria estar sendo policiada ostensivamente pela Polícia Rodoviária Federal que, por sua vez, teria que minimizar o caos instalado no trânsito e os abusos cometidos por donos de empresas, bares, promotores de eventos e pequenos ambulantes. Mas, o que se vê mesmo é a inércia total da PRF, especialmente quanto ao que acontece no trecho da Calama com Abunã. Ali, outro império do forró promove as noitadas de música ruim e amplia o volume de carros estacionados irregularmente, tráfico de drogas e toda espécie de comércio ambulante, num total desrespeito às leis que regem as rodovias federais. Aquela conversa de fiscalização intensa, de moralização da - agora - rodovia e da “limpeza” daquela via foi falácia. É patética e bisonha a atuação da PRF na rodovia “municipal” BR-319.

Descaso
Por falar em 319, até agora o caos criado com o deslizamento de uma parte da então Avenida Migrantes (ou Costa e Silva), ocorrido no início de fevereiro, permanece sem que o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), a Prefeitura ou a PRF façam nada. Esse é o governo humanista prometido pelo PT há pouco mais de quatro anos. E ainda tem gente que acredita no que esses cretinos falam. O povão merece mesmo é peia, para aprender a ser gente. Que tal ir para o Papo D’Skina para celebrar a vida de mentiras, fracassos, dor e agonia que vocês têm? A trilha sonora de vocês estará lá os esperando.

Festa quase ótima
A Federação do Comércio de Rondônia (Fecomércio) está de parabéns por oferecer, mais uma vez, um mega jantar de confraternização para a imprensa rondoniense. Todo mundo sabe que essa é a festa mais aguardada pelos escribas, jornalistas de imagem e outros “entrões” da mídia. Foram algumas horas do melhor clima musical, integração entre colegas da imprensa falada, escrita, virtual e televisada, tudo regado a muita cerveja, scotch e comida de primeira qualidade. Mas, como não poderia ser diferente, sempre tem um imbecil que tenta estragar a festa dos outros. Pessoas que não tem “simancol” em casa e ainda acham que podem andar no metié das pessoas de bem desta nobre profissão. Sabem de quem estou falando... Lamentável.

domingo, novembro 26, 2006

Diploma autoritário (Folha de São Paulo)

Exigência de diploma fere Carta, inibe melhoria técnica do jornalismo e se configura anacronismo na era da internet
Passados 18 anos da promulgação da Constituição Federal, que pôs um ponto final em mais de duas décadas de exceção ao Estado de Direito, assombram ainda a esfera pública brasileira certos diplomas legais que merecem cabalmente o qualificativo de "entulho autoritário".
Entre eles sobressai o decreto-lei 972/69, que estipula a obrigatoriedade do diploma de jornalista para obtenção de registro profissional -não por muito tempo mais, espera-se, agora que tal atentado à liberdade se encontra sob exame da instância máxima da Justiça, o Supremo Tribunal Federal.
Na última terça-feira, o STF confirmou por unanimidade a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes suspendendo a exigência. O relator havia decidido serem suficientes as ponderações do Ministério Público Federal (MPF) em prol da medida cautelar, ao argumentar que havia ameaça aos direitos de um elevado número de jornalistas que exercem hoje a profissão sem cumprir as exorbitantes determinações do decreto-lei de 1969 (este havia sido baixado pelos ministros da Marinha de Guerra, do Exército e da Aeronáutica Militar, em 17 de outubro de 1969, com apoio nos atos institucionais nº 16 e nº 5).
É com a convicção de que esse decreto conspurca a ordem constitucional que esta Folha -pioneira na insubmissão à tutela do diploma- vem saudando as iniciativas do MPF para sustar seus efeitos antidemocráticos. Bem antes delas, já se destacava na defesa dos princípios consagrados nos vários artigos da Constituição de 1988 que aniquilam a sanha controladora: liberdade de expressão (art. 5º, inciso IX); liberdade de profissão (art. 5º, inciso XIII); e proibição de embaraço legal à liberdade de informação jornalística (art. 220, parágrafo 1º).
Em acréscimo, é imperioso anotar que não cabe analogia entre a profissão jornalística e outras que, por demandarem capacidade técnica específica para prevenir malefícios à coletividade, devem permanecer controladas. No mundo inteiro assim se procede com médicos, engenheiros e farmacêuticos, cuja imperícia pode causar graves danos. O Brasil está entre as raras nações que optaram por sujeitar também os profissionais de imprensa a uma tutela incompatível com a livre circulação de idéias, opiniões e informações.
Em outubro de 2001, tais princípios foram reafirmados em memorável decisão liminar da Justiça Federal suspendendo a exigência do diploma. Agremiações de jornalistas recorreram da decisão, demonstrando mais uma vez a disposição policialesca de interditar redações a profissionais talentosos e especialistas que não tenham passado antes no cartório consagrado por sindicatos e escolas de comunicação. Voltaram as costas, como é seu hábito, aos interesses do público, impedindo-o de julgar e escolher por meios próprios os profissionais competentes para lhe trazer informação.
Cinco anos depois, essa visão estreita terminou referendada pelo Tribunal Regional Federal da Terceira Região, que reinstaurou a exigência do diploma. O MPF apresentou então recurso extraordinário ao Supremo, sustentando que o decreto-lei 972 não foi recepcionado pela Constituição de 1988, por violação flagrante dos artigos citados. Após a concessão da liminar, aguarda-se para breve o julgamento de mérito do recurso extraordinário pelo STF. Será uma decisão histórica. No momento em que novas mídias franqueiam canais de informação para quantidade crescente de pessoas, permeando a barreira artificial erguida entre jornalistas e cidadãos, o país enfim decidirá se mantém essa reserva de mercado anacrônica, corporativista e liberticida.
Editorial da Folha de São Paulo