terça-feira, abril 10, 2007

O Estadão do Norte - Parte 2

A jornada de Rondineli Gonzalez tinha enfim iniciado como repórter na imprensa de Rondônia. Apesar de fazer boas matérias que tratavam do que realmente interessava ao povão, sentia que as pessoas ainda me viam apenas como Gonzalez, o chargista. Viver à sombra de um passado recente nunca me incomodou, até porque os elogios ao chargista minimizavam a desconfiança com o recém criado foca. Mas recebi o apoio dos colegas da época, principalmente dos considerados jovens, como Paulo Ricardo, Tóia e Rose. Paulo foi o primeiro a me ensinar como se iniciava um texto sem o maldito nariz de cera, ou seja, o lide ideal, sem enrolação, sem ser evasivo. O cara era um dos melhores neste estilo e me deu a dica. Lidar com gente estranha nunca foi minha fraqueza, pois se era para ser extrovertido, sério ou diplomata, eu acho que já sabia fazer.

Houve um tempo em que a Redação trouxe de volta uma colega que tinha esquecido no primeiro capítulo desta história real, a Janaína, uma senhorita bastante enigmática, mas bonita. Ela voltou e por algum tempo atuou como revisora.

Mas se é para falar de gente que eu esqueci, não posso falhar ao não mencionar Carlos Terceiro, que morava em Brasília naquele tempo mas escrevia uma coluna no O Estadão. Neste ínterim, Leivinha Oliveira já havia assumido a editoria de Política e o editor colocou dois bons caras para ajudá-lo: Paulo Ayres e Zacarias Lima, este último tinha acabado de chegar do Acre, onde ele diz ter comandado grandes redações. Nesta época rolaram alguns dos momentos mais legais da Redação, que eram criados nos bem humorados bate-bocas entre Paulo Ayres e Terceiro e Paulo Ayres e Zacarias. Cara, a Redação ia ao delírio e o cara mais esculachador da época, o Tóia, não perdia tempo em comparar Ayres e Zacarias ao Pernalonga e ao Patolino. "Eu o desafio!", imitava Tóia, promovendo um festival de gargalhadas entre os funcionários.

Um outro momento inesquecível da Redação era quando a turma dos "namolados" se reunía, todas as sextas-feiras, em bares. A integração liderada por Cupê levava Zezinho, Telinha, Israel, Gonzalez, Tóia, José Hilde, Leivinha e Paulo Ricardo para encher a cara, principalmente no saudoso Mega Chopp, um barzinho bacana da Jatuarana gerenciado pelo amigo Ériton, tio do Israel e carinhosamente apelidado de Vingador. Hilde era o único que não bebia, mas amanhecia curtindo com a gente e sua Coca-Cola.

Depois que a época de "reunião" acabara, começou a era do famoso "Cirrose Drink's", que nada mais era do que uma pequena e fedida lanchonete que ficava em frente ao prédio do jornal e tinha como dona a Baiana. Em dias de sexta-feira, em pleno horário de expediente, a galera ia para lá e começava a tomar umas. A gente reversava, uns ficavam bebendo enquanto outros esperavam, na Redação, o momento de "iniciar os trabalhos". Quando o expediente encerrava, a galera se reunia toda na Baiana e duas grades era a média consumida. Depois disso, a noite seria uma criança para aquela moçada. O jardineiro da época, conhecido como Cúli, sempre acompanhou a gente nestas bebedeiras. Esse tipo de evento voltou a se repetir, mas com menos freqüência. Conforme os anos iam passando e alguns amigos, por ter assumidos maiores responsabilidades dentro da Redação, iam se afastando da turma.

Dentro do jornal, a coisa também não era assim tão medonha, pois a galera tinha um lema que era "a gente ganha pouco mas se diverte". Esse lema existe até hoje em minha vida.

Quando alguém estava aniversariando, a eterna mestre de cerimonial Antônia cuidava das coisas. Nesta época ela já dividia essa tarefa com a até então chatíssima e insuportável Lucilene e com a colega Emília Araújo, que depois de ter saído do Diário da Amazônia, completou o trio das que adoravam uma celebração regada a muito refrigerante e salgadinhos. Alguns não gostavam dela, mas depois de um longo tempo, a gente já tinha se acostumado. Em alguns momentos a gente enfezava tanto esta mulher que ela chorava de raiva. O mesmo aconteceu com Luiza Archanjo e seu Caderno 2, que no começo, só era entregue para o Telinha diagramar à altas horas da noite de sexta-feira.

A Redação do jornal O Estadão foi palco de grandes nascimentos e renascimentos. Pessoas que começaram lá de baixo logo eram gente de confiança dos patrões e chefes imediatos. Leivinha começou como office-boy e até hoje é editor de Política. Paulo Ricardo começou sofrendo nas mãos de Lúcio Albuquerque e, segundo o que ele conta, sofreu até mesmo com chacotas de gente que trabalhou lá bem antes de mim, como Ivonete Gomes e Viviane. Hoje Paulo divide responsabilidades como assessor direto dos chefões. Tóia era arquivista e depois de alguns anos se tornara editor de Esportes e de Polícia. Israel Vieira veio da Formatação e se tornou, em alguns meses, colunista da página de Opinião e anos depois liderava sozinho o malfadado Caderno do Servidor, uma espécie de jornal separado do O Estadão, que só era publicado às segundas-feiras e que, mesmo sendo destinando a um público grande (os servidores públicos e sindicatos), sempre sobrava nas bancas de revista. Ninguém lia aquilo. Nem sei se esse suplemento ainda existe mas, se existe, aí eu digo que é a mesma coisa que insistir com o Salgado na zaga do Real Madrid.

Mas o que pouca gente que trabalha hoje no O Estadão deve lembrar é que ali já houve um tempo bom, muito bom. Salários em dia, o vale-transporte era entregue de mão em mão pela querida Socorro (Departamento Financeiro) e todas as sextas-feiras tinha um lanche bacana para a galera que ficava trabalhando após o expediente normal. Pão com presunto e queijo, sanduíches variados, sucos, refrigerantes caros e até pizza o pessoal servia para os funcionários. Mas isso começou a acabar aos poucos e logo a galera tinha que se contentar com os famosos lanches "bllééérrggg!" e com os "refrigerarggghhhh's". O ápice dessa súbita decaída se deu numa noite, acho que em 2001, quando a galera comandada por Ribamar (um outro dinossauro imortal do O Estadão) serviu para gente um pão que vinha repleto de cebola. Aquilo não era pão com cebola, era cebola com pão. Acho que tinha duas cebolas picadas dentro de cada pão.

Mas o final do ano estava próximo e a galera já se animava porque, além do 13º Salário, Mário Calixto dava a cada um de seus funcionários uma cesta de Natal, recheada com peru, vinho, frutas cristalizadas, marmelada, goiabada, sidra, panetone... ôh, tempo bom que logo cessou.
O almoço. Ah, o almoço dos caras que ficavam na Redação diariamente... Isso não tem como passar em branco. O povo se reunia todo na sala de arquivo de fotos e começava a saborear os marmitex. Mas por algum tempo o cardápio não era tão generoso e o que se via era apenas reclamação. O frango comandou por semanas o prato daquela gente e os mais bem humorados, como Tóia, Hilde e Paulo Ricardo, não perdiam a deixa: "Eu já nem ando mais, só estou ciscando", dizia Paulo. Outros diziam que já estavam criando penas de tanto comer frango. Quando não era frango era galinha. O pessoal pediu até para comprarem algum livro do tipo "Mil e uma maneiras de se comer frango".


Continua... quando eu estiver sem preguiça.

segunda-feira, abril 09, 2007

O Estadão do Norte

Tudo começou no início de 1997, pouco mais de 40 dias depois de eu ter pegado minha então namorada Gercineide e sua filha Rayane – à época com seus recém-completos quatro anos de idade – e levado para morar comigo e com minha família, na antiga casa dos meus pais, na rua do 4º DP, bairro Nova Floresta, zona Sul de Porto Velho. Estava desempregado há pelo menos três meses, logo após ter rescindido contrato com o então Escritório Ivaneide Soares de Contabilidade e, como tinha acabado de assumir uma família, tinha a obrigação de conquistar uma vaga em alguma empresa, seja ela qual fosse, para garantir meus proventos e o sustento de mais algumas bocas além da minha. Comecei a pensar em que tipo de emprego eu cabiria, mas como me faltavam portas para continuar na Contabilidade, lembrei dos colegas do Escritório Modelo de Contabilidade (o maior do Estado) que sempre me diziam que eu poderia ser bastante aproveitado em qualquer jornal por conta do meu talento como desenhista. Peguei um vasto portfólio de desenhos que guardava desde a época dos meus 13 anos e juntei numa pasta que carreguei direto para o Estadão do Norte, o sonho de consumo de qualquer um que quisesse ser parte do mundo jornalístico. Foi o primeiro que me veio à cabeça e resolvi ir lá, tentar alguma coisa. Na época trabalhava um colega na empresa um colega que jogava vôlei comigo nas peladas do bairro, o Raimundo, também conhecido como Mingola. Logo depois de eu ter apresentado meu currículum à recepcionista, fiquei esperando alguém me atender naquela imensa recepção ornamentada de mármore, granito e uma visão bacana da gigantesca rotativa. Mingola apareceu da escada que dá acesso ao nível superior daquele palácio e me cumprimentou, perguntou o que eu estava fazendo ali e disse que me apresentaria a alguém que poderia me ajudar. Na tarde do mesmo dia retornei ao O Estadão e fui conduzido até a sala de Informática, onde fui apresentado ao Reginaldo, o chefe daquele departamento (talvez o melhor que aquela empresa já teve) que simpaticamente começou a olhar meus rascunhos. Tinha diversas obras, especialmente desenhos do mascote do Iron Maiden (The Edd) enterrando nas cestas de basquete (sempre fui fã de NBA), super heróis, mulheres bonitas e quadrinhos de toda a espécie. O cara me falou que eu poderia ser aproveitado como chargista ou como ilustrador de matérias policiais. Ele logo me levou à Redação e me apresentou ao editor chefe da época, Antônio Queiroz, popularmente conhecido como "O Professor". O flamenguista roxo disse que eu deveria começar naquela hora mesmo e substituindo nada mais nada menos que Analton Alves da Silva, o Trist. Trist aceitou na boa e disse que até era bom para ele, que na época, além das conhecidas charges que tinham como emblema maior uma aranha que descia do teto e pensava alto, já estava fechando a famosa página 11, a Polícia.
Em seguida fui apresentado à minha primeira sala, vazia, apenas com uma grande mesa inclinada para que eu pudesse iniciar meus traços. Lembro até hoje qual foi minha primeira charge. Era a de dois PM's lanchando de costas a uma agência bancária enquanto um assaltante saia rindo da cara dos manés. Os caras adoraram a charge e disseram que eu nem precisava mais esperar que encerrasse a semana de experiência, sem remuneração, sugerida pelo Reginaldo. Naquele ano, em fevereiro de 1997, a Redação era dividida em três grandes frentes. A primeira era liderada pelo editor Antônio Queiroz, a segunda era mantida pelo secretário de Redação, Lúcio Albuquerque, tipicamente sério, mal humorado e bastante incisivo em suas palavras e opiniões. A terceira era uma espécie de resistência arregimentada pelo então cabeludo Antônio Pessoa, que naquele tempo ostentava um rabo de cavalo e acabara de assumir a então editoria de Municípios, um caderno altamente divulgado em oudoor's por toda a cidade e até pela TV Rondônia. O Caderno de Municípios era tido como a "menina dos olhos" do O Estadão do Norte em seus 15 anos de existência. Queiroz, Lúcio e Pessoa não se cheiravam mesmo e isso era notório entre todos os mais de 100 funcionários de Mário Calixto. Ainda assim fui agraciado com a simpatia dos três. Podem não acreditar mas eu era bajulado por esses caras na minha primeira semana de Estadão. Ficava até parecendo que eles diziam "venha para o meu grupo, não fique entre os inimigos". Queiroz me aceitou como funcionário logo de cara, Lúcio me deu alguns toques de como seria minha vida ali dentro da Redação e do jornal e Pessoa foi o que me firmou dentro do quadro funcional. Ele disse para eu acompanhá-lo até o segundo piso, onde estava localizada a sala do Diretor Administrativo, Fábio Vilela. Cara, eu fui surpreendido quando o cidadão me ofereceu como salário R$ 250,00, bem menos do que os três salários mínimos que eu ganhava quando mexia com folhas de pagamento no último emprego. Aceitei, claro, mas com a certeza de que aquilo era apenas o começo de uma carreira que daria certo. Nos dias seguintes fui orientado pelos editores e pelo vice-presidente do O Estadão, Omar Cunha, a fazer charges ironizando o ex-senador Odacir Soares. Eu não alisei e fiz o cara travestido de rato e cachorro. Era uma guerra aberta entre O Estadão do Norte e Odacir Soares, senador e dono da Rádio Rondônia FM e da universidade particular Faro, a única da época. Com o tempo, foram temas das minhas charges gente como o saudoso prefeito Chiquilito Erse, Silvernani Santos, o então governador Valdir Raupp, o senador Ernandes Amorim, os deputados Marcos Donadon, então presidente da Assembléia Legislativa, Dedé de Melo, a então deputada estadual Mileni Mota, Carlinhos Camurça, entre outros. Na época em que era permitido fazer charges locais, eu fui orientado a criar um pseudônimo, um nome artístico, pois não poderia assinar como Rondineli Freitas Cerdeira (meu nome) já que não teria como arcar com custas processuais. O ônus de qualquer processo judicial teria que ser arcado pela empresa em que eu trabalhava. Rapidamente lembrei da revista MAD, que vinha recheada do cartuns do mundialmente conhecido Sérgio Aragonés. O primeiro nome que me veio à cabeça foi Gonzalez, e assim ficou. Em pouco tempo, fiquei conhecido, principalmente dentro do metié político.

Em 1997 trabalhavam como repórteres no O Estadão nomes como Paulo Ricardo Leal, Leivinha Oliveira, Da Silva, Marlene Mattos, Lígia, uma outra que chamavam de Chanchita (não me lembro o nome dela), Lúcia Reis, Marcos Henrique "Tóia" (hoje o sustentáculo do O Observador) e outros que não recordo agora. Os jornalistas "internos" eram Pessoa, Queiroz e Lúcio Albuquerque. Os fotógrafos eram José Hilde (hoje na Folha de Rondônia), Quintela e Jéfferson Barbosa. Os diagramadores eram José Félix, Zezinho "a Zefa", Ronaldo Affonso e Aristóteles Quintela, filho do Quintela. Israel Vieira acabara de sair do setor de Formatação para iniciar como repórter. Roberto Kuppé (era Cupê na época) era o colunista político e dono da mais lida coluna daqueles tempos, a Zona Franca.

Antônio Pessoa assumiu a editoria poucos meses depois de eu ser contratado.

Os anos foram se passando e muitos foram embora e outros chegavam. Clara Luz, Ivanilson Frazão, aquele outro que não lembro o nome mais era bastante esotérico e mexia com o chá de Mariri e Alice, que hoje está no Fórum Eleitoral. Quando o Alto Madeira começou a se afundar na crise, começaram a chegar ao O Estadão veteranos como Dalton di Franco, Chagas Pereira, Nonato Cruz, Cláudio Paiva (o vovô taradão), Valmir Miranda e Águido Melo. Passaram por lá também Carlos Henrique Ângelo e Gilson "Campeão", hoje assessor de imprensa do TRE.

Chegaram - e não ficaram por que não quiseram - por lá gatas como Kadijah Suleiman, Rose Viegas, Marcela Ximenes e Luíza Archanjo. Tirando Kadijah, que depois foi para a TV Rondônia e agora mora no Mato Grosso, as outras continuam atuando, seja em jornais, em tevê ou em rádios ou em assessorias.

Com a saída de Hilde, Sérgio (esse passou rápido) e Jéfferson Barbosa, chegaram para assumir as vagas de fotógrafo os feras Marcelo Gladson (hoje quase repórter) e Ésio Mendes.

Lembro-me ainda do saudoso Teobaldo, um colega que era respeitado por sua profissão, ex-secretário municipal de Planejamento (acho) e que deixou este mundo há alguns anos.

A redação do O Estadão não poderia existir sem a Antônia, uma das mais antingas funcionárias de Mário Calixto. Na época ela era digitadora e agora é diagramadora. Edmilson, o querido Bolinha, ainda está lá, acredito, mantendo sua função de patrimônio histórico do Sistema Mário Calixto de Comunicação e como revisor.

Fiquei exercendo a função de chargista por quase três anos mas, quando Antônio Pessoa viajou de férias (geralmente isso acontece em janeiro ou no fim do ano), sofri - ainda não sei por que - uma espécie de assédio moral silecioso da gestão interina de Chagas Pereira. Eu já não fazia apenas charge, mas também montava todos os suplementos dominicais do O Estadão, como a Revista da TV, Carros & Cia e Caderno de Família. No entanto, sem mais nem menos, fui sendo colocado de lado, passava quase o dia inteiro sem que ninguém me desse nada para fazer. Pensei muito e vi que ali não caberia mais minha pessoa. Falei com o então Gerente Comercial, Paulo de Tarso, que me aproveitasse como arte finalista naquele outro departamento, setor este conhecidamente com rixas do pessoal da Redação. Fiquei lá por pelo menos duas semanas, criando e fazendo anúncios. Mas minha vida iria mudar dali para frente. Estava eu sentado diante de um micro poderoso, com o Corel Draw em atividade, quando passa pelo corredor o editor que chegava de férias. Pessoa me viu, parou e perguntou o que eu estava fazendo ali. Eu disse que ali era meu departamento agora, pois eu estava literalmente de escanteio na Redação. Sei que nunca fui um exemplo de excelência como funcionário, mas nunca tinha sido colocado na geladeira antes. Pessoa me perguntou o por que de tudo aquilo e como não obteve a resposta, determinou que eu voltasse imediatamente à Redação, e que dali para frente eu seria repórter. Foi aí que comecei a fazer isso que eu estou fazendo agora, escrever de verdade, com gosto, com paixão. Sempre gostei de redação, de literatura, de tudo o que pudesse ser lido, até bula de remédio. Tive centenas de gibis quando era criança e sempre tirei as melhores notas nas disciplinas de Português, Redação e Literatura.

Nos primeiros dias como repórter eu tinha que dividir a viatura (o carro com a logomarca do jornal e com a palavra Reportagem nos vidros dianteiro e traseiro) com o Mendes (ou Marcelo), Rose Viegas e Tóia, meu cumpádi. O motorista era ou Moisés ou Seu Eustáquio (esse é outro que vai morrer naquela empresa). As pautas eram divididas e tínhamos que reversar tanto com o motorista quanto com o fotógrafo. Se a pauta fosse rápida, esperávamos o colega cumpri-la para seguir adiante. Os trechos deveriam ser sempre bem estudados, para não atrapalhar a vida de ninguém e facilitar a vida dos motoras. Era extenuante, mas ao mesmo tempo bastante didático e até divertido. A gente aprendia muita coisa, conhecia muita gente e se emocionava com algumas matérias de cunho social.

Continua... amanhã...
Preciso dormir

sábado, abril 07, 2007

Se não fosse a curiosidade...

Rapaz, eu comecei com esse lance de blog em outubro de 2005 e ainda estou vivo. Sou um dos primeiros de Rondônia (talvez até o segundo) mas até agora não sei para quê tanto esforço. O pior é ter que aguentar críticas duras quase o tempo inteiro dos leitores. Mas, quanto a esses leitores, posso apenas dizer que formam um público heterogêneo demais, pois há os que gostam, os que odeiam e os que olham apenas por olhar, sem se envolver. Na verdade, acho que se esse blog hoje é um dos mais lidos em Rondônia é por simples curiosidades de alguns internautas. Não tenho compromisso com nada, com ninguém. Aqui eu escrevo um bocado de coisa, totalmente pessoal, sem dar a mínima para o que vão pensar sobre minhas opiniões. O blog não fatura, eu não ganho "uma vela" sequer para ficar escrevendo aqui e não ligo para o que vai acontecer daqui em diante. Só sei que, por incrível que pareça, tem gente que me conhece apenas por esse blog, me tornei alguém além do repórter. Sou visto, sou amado e odiado. Cara, isso é divertido demais. Isso não tem preço!

Aos anônimos

Um recadinho para os meus amigos "anônimos" que me presenteiam com tantas pérolas elogiosas: Poderia até ser tudo isso que dizem de mim, mas posso parar a qualquer momento. E vocês que são feios e assistem Big Brother?

Dia de que?

Neste dia 7 de abril, sábado de aleluia, comemora-se mais um Dia do Jornalista. Só que isso não significa nada para a categoria, principalmente daqui de Rondônia. Não me lembro de ter visto algum site, blog, jornal impresso, rádio ou tevê falando sobre o assunto. Aliás, isso sempre acontece todos os anos. Não é a tôa que o jornalista rondoniense é conhecido como o mais desligado no que se refere a esse dia. O que deve ser dito, contudo, é que não há nada para comemorar e por isso mesmo o Dia do Jornalista é tratado com tanto desprezo ou, diria eu, até mesmo com vergonha. Não dá para viver com alegria plena nesta profissão que tanto adoro. O piso salarial é uma esmola, o sindicato é fraco, os profissionais são desunidos e o jornalismo praticado aqui é o mais prostituído que existe. Realmente, não há nada para comemorar, apenas lamentar... mais uma vez.

sexta-feira, abril 06, 2007

Testoni

Por falar em deputado "estiloso", quero deixar claro que não tenho nada contra o senhor Alex Testoni, deputado estadual que ganhou o maior número de votos em Rondônia na última eleição. O fato de eu ironizar o jeito que o parlamentar se veste - em especial por conta do boné de skatista - não quer dizer que eu o censure como político ou como pessoa. O que tenho ouvido muito dos meus algozes "comentaristas" e principalmente de jornalistas do interior é que esse cidadão ajudou e continua ajudando muita gente carente dos municípios fora do eixo central da Capital. Por isso mesmo têm o meu respeito, o que não quer dizer que ele não possa ser alvo do estilo jocoso que é a marca deste blog. Espero que Testoni e qualquer outro político que queira realmente ajudar este povo tenha sucesso na vida e que o Papai do Céu os ilumine. No entanto, qualquer gesto que os tornem espalhafotosos não passará desapercebido por este diário virtual, afinal de contas, se não for eu para ficar falando um bocado de abobrinha aqui, a quem vocês leitores irão recorrer para ler algum texto diferente, sem ser enfadonho? Se não gostam do blog, a porta da rua é a serventia da casa!

Em compensação...

Enquanto o deputado Maurinho se torna merecedor da minha simpatia, algumas pessoas que eu desconheço continuam intensificando um sentimento de antipatia para com este blogueiro. Não sei ainda a qual grupo pertencem estes senhores e senhoras que agora insistem em dizer que sou drogado só porque eu inclui no malfadado Orkut uma foto minha dando uns tragos no Yes, o arranca-peito que eu fumo há pelo menos sete anos. Pelo fato do cigarro ser bastante forte (e barato, diga-se de passagem), eu e meu cumpádi Marcos Henrique "Tóia" começamos a apelidar o Yes e qualquer outra marca de cigarro como "mela", o que acabou se tornando uma gíria jornalística inclusive entre outros colegas de Imprensa. Mas, apesar de saber que de nada vai adiantar justificar esse termo para os meus ditos desafetos "anônimos", ainda assim vale a explicação. É que sou daqueles que têm o espírito camarada de tentar lidar com esses apedeutas (forcei) e símios devotos do ócio. Devem ser do mesmo grupo que admira deputado que se veste como o Menino Maluquinho, do grupo que adora ser feio ou que venera a porcaria do forró. Fazer o quê? O blog pode ser acessado por qualquer um, até mesmo por primatas...

Um bom deputado

Definitivamente os senhores Amado Rahal e Antônio Ocampo Fernandes não são mais os únicos líderes que eu gosto de elogiar. A partir de agora entra para o seleto grupo dos admirados do Gonzalez o deputado estadual Maurinho Rodrigues (PSDB - Porto Velho). Explico: Na tarde desta sexta-feira santa (6/4), quando estava na maior liseira e a minha mulher precisando de remédios urgentemente, liguei para o meu amigão Rubson Luiz. Implorei-lhe que encontrasse uma forma de arrumar os três remédios para minha preta. Poucas horas depois, quando estava indo de bicicleta comprar meu cigarro, uma linda caminhonete me pára na rua e, para minha surpresa, era o deputado em carne e osso, na rua da minha casa, com seu assessor direto e o Rubson de carona. Com eles, a salvação da minha mulher e das minhas noites de sono. Pode até parecer que eu mudo de opinião rápido (não gosto de políticos) ou que eu me venda por pouca coisa, mas o que acontece, neste caso, é que um gesto tão simples salvou uma vida e sem que eu tivesse que recorrer à pessoa do parlamentar. Aliando a isso, tenho ouvido muitas pessoas dizendo que esse cara já ajudou muita gente nesta Capital, principalmente quando se trata de ajuda em medicamentos ou alguma consulta médica. Além disso, depois que assumiu na Assembléia Legislativa, o homem é um dos poucos que vem mostrando uma postura realmente conivente com o cargo que lhe foi conferido pelo povo. Está de parabéns e merece este reconhecimento. Que Deus o abençoe e guie seus passos para continuar ajudando essa gente sofrida.

terça-feira, abril 03, 2007

Fantasia

Sei que ninguém tem nada a ver com isso, mas já que estou meio perturbado com o que pensam de mim, vou detalhar como pode ser o meu mundo. Vivo num mundo de fantasia. Vivo como se fosse um elfo na guerra contra as forças de Mordor ou como o Willow tentando provar seu valor perante os antigos sábios. Me vejo em cenários nórdicos, romanos, persas ou gregos, mas definitivamente me vejo num universo claro e também sombrio, onde as forças do mal constantemente tentam imperar num mundo gerado a partir do bem. Minha vida é lutar contra as mazelas da vida ouvindo sons de Enya, Pink Floyd, Enigma, Era, Vangelis, Metallica, U2, Duran Duran ou Stereophonics. Sim, adoro música psicodélica, em especial o rock progressivo ou a chamada New Age, ou como preferem alguns, a música céltica. A realidade se tornou dura demais para mim e acabei me recolhendo a um mundo criado a partir dos meus conhecimentos literários ou da sétima arte. Vivo como se fosse um personagem de Tolkien ou de Cameron, na eterna luta pela sobrevivência. Me chamem de louco, de alienado ou excêntrico, mas não esqueçam que, apesar de viver com um pé no mundo de troll's, orcs, elfos, anões, faunos, dragões, unicórnios, predestinados, magos e reis, ainda vivo na realidade a que me cabe. Sou humano nascido no séluco XX, existindo ainda no século XXI, mas com a eterna certeza de que posso ter sido de outra era, mesmo que em mundos paralelos. Ainda assim, não renuncio do direito de existir e participar ativamente deste mundo tomado pela hipocrisia, corrupção, falsidade e, por que não dizer, pela esperança?

Sem assunto algum

Há pelo menos cinco dias não atualizo o blog, pois me falta assunto ou imaginação. Contudo, como não posso falhar com meus bilhões de leitores - a grande maioria um bando de desocupados - aí vai algumas pérolas que costumo jogar ao vento para depois colher a ira dos caras, principalmente esses milhares de "anônimos" que adoram descer a lenha em mim.

Apagão
Apagão aéreo é ótimo. Só faltava agora o pessoal me cobrar preocupação com isso. Cara, eu não viajo há anos e quando saio de Porto Velho é para fazer alguma pauta na BR, em geral, interdições promovidas por sem-terra ou toreiros.

PF
Li recentemente que uma nova operação da Polícia Federal está sendo articulada e que os políticos da região já estão com o cabelo em pé. Ora, quem não deve não teme, não é mesmo? A menos que ainda não tenhamos saído do império da safadeza completa, seria divertido voltar a ver alguns figurões com a pulseira de prata e enjaulados. E não me venham com essa de que o Estado já está com a imagem manchada demais para novos escândalos desse tipo. Melhor ver gente cretina presa do que ver eles roubando o povo descaradamente e o judiciário não fazendo nada.

300
Sim, o filme mais aguardado do ano já está em cartaz no Cine Veneza, aqui em Porto Velho. Incrível! Não dá para acreditar que não tivemos que esperar as sobras dos grandes centros para nos deliciarmos com a sétima arte no seu apogeu. "300" é filmaço para ninguém botar defeito e aí, leia-se Frank Miller, o mestre dos quadrinhos.

Lealdade ou burrice?
Têm certas coisas que eu não entendo em alguns colegas meus. Alguns atos injustificáveis deixam no ar o sentimento de que algo mais "interesseiro" está no ar. Aliás, quem cala consente ou, como diria o meu amigo Marcelo Gladson: "Quem cala, consiste?"

Boa pedida
O pub Informal está cada vez melhor, pelo menos essa é a minha opinião respaldada no que vi na última sexta-feira, com o atendimento precioso das garçonetes comandadas pelo anfitrião Gérson (ainda não sei o sobrenome do cara). Além disso, os brother's Rodrigo e Gustavo Erse deram um show à parte. Vale à pena pagar caro para ver gente bonita e curtir um bom rock/pop.

Maldito boné
Ainda estou sofrendo com a fúria de um grupo de fãs do deputado Alex Testoni que, revoltados com o que escrevi sobre o "style" do parlamentar, soltaram os cachorros para cima de mim. Não sabia que o sósia do Ângelo Angelin era tão querido assim no interior. Mas eu falei apenas que o cara deve ter o cego Geraldo Magela como seu estilista, considerando o que vejo (ôh, trocadilho desgraçado!). Que mal há nisso, minha gente? Por mim, ele pode até se fantasiar de Isabelita dos Patins e compensar com um pouco de altruísmo.

Lei ou palhaçada?
Quer dizer que existe um projeto de lei na Câmara dos Deputados que sugere a qualificação de crime a qualquer ato ou palavra contra os homossexuais, assim como já acontece em relação aos afro-descendentes? Agora lascou-se! Daqui a pouco vai aparecer um grupo de papagaios ou portugueses em mobilização por Brasília exigindo que sejam proibidas as piadas contra eles. Ora, vão procurar uma lavagem de roupas!

Golden Tit
Que uma jovem brasileira foi fotografada com os seios nas mãos do príncipe William (?) todo mundo já sabe. O que não sabem é que ela ganhou fama com o cara certo, pelo menos. Aqui no Brasil tem mulher que adoraria aparecer sendo molestada até pelos cretinos que ficam confinados na tal casa do Big Bosta Brasil. Aliás, tem mulher em Rondônia que daria qualquer coisa (qualquer coisa mesmo) para aparecer sendo tocada em público por qualquer pagodeiro.

quarta-feira, março 21, 2007

Orkut, Pernambuco, Boné 3, Morte, Tucura e MSN

E daí?
O senador Valdir Raupp de Mattos agora tem uma comunidade no Orkut, maior rede de relacionamentos da grande rede. A notícia eu vi no blog de um amigo. Mas, eu pergunto: E daí? Grandis coisa! Se eu posso ter um blog porque um cara que tem o sobrenome do senador não poderia criar uma comunidade para puxar o saco dele no Orkut? Óhhhhhh!!!

Não fui eu quem disse
O prefeito de Candeias do Jamari, Chico Pernambuco é um dos maiores “vagal” da política rondoniense e não se sabe até agora que mal acometeu aquela população que voltou a votar nessa íngua. A declaração partiu de alguns de seus antigos assessores e formiguinhas, que dizem nunca ter visto o careca pistoleiro dar um prego numa barra de sabão. A notícia é confirmada com o abandono do Complexo Turístico que havia sido instalado pelo então prefeito Garçon. Situação pior se vê nas ruas de Candeias, que alguns até já apelidaram de Beco do Crime (onde o pai do Batman morreu) devido à escuridão que impera por falta de iluminação pública.

Boné 3
O deputado estadual Alex Testoni tem toda razão para fazer questão de usar o seu boné. É que aquele implante, que mais parece uma peruca, o deixou parecido com o ex-governador Ângelo Angelin e essa referência ele não gosta de ouvir. Mas, com o boné, ele tá parecendo mais um garimpeiro que acabou de amanhecer nos forrozões da vida.

Ameaça de morte
Primeiro veio o Testoni, que alugou alguns “leões de chácara” para cuidar de sua integridade física depois que ele disse ter recebido ameaças de morte. Agora vem o genérico do Roberto Justus, o Neodi Carlos, dizer que também estão ameaçando tirar sua vida. Não sei se é verdade que isso esteja mesmo acontecendo, mas eu vivo sendo ameaçado e nem por isso saio por aí dando uma de coitado. Quem tem medo de cagar não come!

Tucura
Parece que o deputado estadual Valdivino Tucura finalmente se calou após a besteirada que fez ao declarar ser a favor do empreguismo de parentes ao mesmo tempo em que repudia o nepotismo. Ninguém fala mais nada, mas adianto aqui que muitas pérolas ainda virão de uma legislatura formada por nomes como Tucura, Paraíba, Tiziu e Miotto. Ôh, povinho para votar em gente escrota.

MSN
Certa vez ouvi de uma amiga a informação de que ela namorava um cara pelo MSN há mais de seis meses. Isso me deixou intrigado, pois até onde eu saiba (ou imagine), namorar pelo MSN é a mesma coisa que participar de uma casa de swing, tamanha é a troca de casais e orgias (em palavras) ao mesmo tempo. Eu é que não quero namorar ninguém pelo MSN ou qualquer outra forma de internet, pois não nasci pra ser voyeur nem corno virtual.

terça-feira, março 20, 2007

Garçom para sempre

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segunda-feira, março 19, 2007

Sinjor vai fechar as portas

"Estou anunciando que o Sinjor vai fechar as portas, em definitivo. Motivo: Ninguém aparece!" A frase foi escrita agora há pouco pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia (Sinjor) a este blogueiro - que também faz parte da atual diretoria - através do MSN Messenger. E ele continuou: "Não tem mais reunião, não tem mais assembléia, não tem mais faturamento e os custos do sindicato são altíssimos", disparou.
Parece que o Sinjor vai viver mesmo só de lembranças iguais a que o site O Observador colocou no ar. Lamentável!
Brincadeiras à parte, Marcos Grutzmacher disparou: "Cara, mas tem hora que dá vontade de fazer isso mesmo."

Notas de início de semana

OVNI é o cérebro dos malucos
O assunto de um suposto OVNI (Objeto Voador Não-Identificado) que teria caído no município de Cacoal continua tomando espaço nos sites e jornais impressos de Rondônia. No entanto, ao que tudo indica, tudo não passou de invenção de alguns lunáticos de plantão. Já existem matérias que comprovam – pelo menos tentam – que tudo não passou de um fenômeno raro, mas da própria natureza. O problema é que a continuação das matérias deixa no ar o sentimento de despreocupação com a inteligência do leitor, que tem mais com o que se importar. Deixemos essas invencionices de lado e valorizemos mais os leitores, pelo menos os que continuam fiéis a nós.

Bomba!
O jornalista Roberto Kuppé não se fez de rogado e publicou em seu blog (www.robertokuppe.com) uma espécie de dossiê do que seria um dos maiores escândalos eleitorais de Rondônia. Com notas bem elaboradas, o jornalista candango tenta detalhar um amplo esquema que estaria por trás da eleição do senador Expedito Júnior, seu inimigo declarado. Aos leitores mais “investigativos” e interessados na vida política do Estado o texto dividido em tópicos pode servir como uma leitura interessante, mesmo considerando que se trata de uma obra da blogosfera.

Boné 2
E continua dando o que falar o boné do deputado Alex Testoni. Realmente existem matérias mais importantes para se comentar, mas esse lance de boné em deputado é o fim da picada! Todo mundo está vendo que o cara só que aparecer. Aliás, ele parece ser daqueles que bate no peito e diz “sou feio mas tô na moda!” Fazer o quê?

Sem importância
Tudo bem que começo de ano as coisas são mesmo fracas e no jornalismo sempre faltam assuntos, mas daí dá importância para coisas triviais ou inventadas é demais. Atualmente no jornalismo local são poucos os assuntos que valem a pena abordar – ou ninguém quer abordar. Por enquanto, temos que nos contentar com as tendências “OVNI em Cacoal”, “Shopping Center’s”, “Boné do Testoni”, “Chiqueirinho”, “Nepotismo Vargas”, “Dicionário Tucura” e “Calote do Jerico”. E meus leitores ainda vêm me questionar qualidade.

Sinjor
“Agora descubro que o Sinjor nasceu de uma associação mantida e formada também por patrões... não é à toa que o jornalismo aqui é assim, não é?” A indagação é de uma colega minha que faz referência dos primórdios da então Associação de Imprensa de Rondônia ao comportamento patronal de alguns colegas que hoje atuam de maneira irresponsável perante os incrédulos leitores. Tá vendo?

sábado, março 17, 2007

Ah, eu tô maluco!


Em nome de Cristo, mas o que deu nesse deputado Valdivino Tucura? Será que o dicionário dele é diferente dos do resto do planeta? O cara disse numa rádio que é totalmente contra o nepotismo e por isso mesmo defende a contratação do pai, dos filhos, dos netos, mãe e toda família dele, como se isso fosse o oposto do nepotismo. Para ele, nepotismo seria contratar pessoas alheias a ele, que ele não conhecesse. Ora, se isso acontecesse, não seria nepotismo e sim uma contratação normal, lícita perante os olhos da sociedade. Mas parece que o goró que o cidadão tomou estava batizado, só pode. Tá doido ou será que todos nós é que não sabemos aplicar a hermenêutica correta para o “pai dos burros”? Cara, me deu até um frio na espinha quando ouvi a entrevista. Não senti minhas pernas por alguns segundos. Eu, hein? Sai pra lá, coisa ruim! Dãããã!!?

sexta-feira, março 16, 2007

Boné da discórdia

A questão do boné do deputado milionário Alex Testoni é só mais uma mostra do quanto de qualidade os eleitores utilizam no momento do voto. Agora temos que ser representados por mais um caipira que faz questão de ser espalhafatoso no modo de vestir. Mas o boné ainda vai, assim como acontece com o governador Ivo Cassol com seu chapéu de coronel feudal. Só que ninguém reparou mesmo foi na camisa utilizada por Testoni na entrevista que concedeu, na quarta-feira passada, na Rádio Rondônia. O que é aquilo? Camisa da Guess? Caríssima ainda por cima? Mas será que não dava para escolher uma mais discreta? Aquilo parece coisa de garimpeiro que acabou de sair do forró. Quem é o estilista desse cidadão? O Jatobá ou o Tiririca?

Bem cuidado o cacete!

Informações desencontradas continuam deixando a população revoltada com o que poderia ter acontecido com o braçal Lourenço Ferreira dos Santos, 22 anos, um safado que estuprou a enteada, uma criança de apenas 2 anos de idade, na semana passada. A criança, obviamente, morreu com o ato animalesco do monstro e a família e toda a sociedade de bem de Porto Velho, está revoltada. O pior é que, de acordo com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seapen), o covarde estaria preso numa cela separada das demais, dentro do Urso Branco, com a desculpa de que ele deverá ter sua integridade física resguardada, já que todo mundo sabe o que acontece com estupradores dentro das cadeias e penitenciárias. Outras informações dão conta de que ele já teria virado “sacola” dentro do presídio, sendo estuprado por dezenas de presos que, não satisfeitos com o castigo, ainda enfiaram uma garrafa de Coca-Cola de dois litros no fiofó do invertebrado.
Só que tudo isso não passa de confusão, pois ninguém mesmo sabe (ou finge não saber) o que realmente aconteceu com Lourenço. Se foi currado seria normal considerando as leis dentro da população carcerária. O problema maior é deixar no ar a dúvida de que ele estaria sendo protegido pelo sistema. Se isso realmente estiver acontecendo, a pergunta que se faz é: por que ele pode ser protegido pelas autoridades, mesmo depois do ato brutal que promoveu? Ora, todo o estuprador deve receber a pena adequada dada pelos detentos, como forma de vingança da sociedade. Por que então esse filho do cão teria proteção? Será que ele é diferente dos outros? Será que ele tem Aids? Ou será que ele é parente de algum figurão da cidade? Isso não está me cheirando nada bem.
Aliás, mesmo sendo um cidadão de bem, o sentimento de revolta com esse maldito me faria picotá-lo, deixando-o em uma situação bem pior do que as armadilhas de Jigsaw (Jogos Mortais) ou das canibalices do doutor Hannibal Lecter.

quarta-feira, março 14, 2007

Deputado Jair Miotto tenta burlar Lei e pratica o “nepotismo cruzado”

Tentando escapar da Lei do Nepotismo, o deputado Jair Mioto indicou seu cunhado, Paulo Prata, para ocupar cargo comissionado na Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A indicação está gerando sérios problemas para a instituição, haja vista que a pressão do parlamentar é muito grande naquela secretaria.

“Como ele não pode nomear seu parente na Assembléia Legislativa, o deputado procurou a Seduc para “alojar” seu cunhado, dando mais uma demonstração que a Casa de Leis continua com os velhos vícios do passado, a exemplo dos deputados da última legislatura que foram parar nas manchetes da mídia nacional acusados de corrupção, entre outros crimes capitulados no Código Penal”, disse a fonte que procurou a reportagem.

Nos corredores da Seduc, por exemplo, o caso já se transformou em um grande escândalo, podendo, inclusive, arranhar ainda mais a imagem do Governo de Rondônia, uma vez que o nome do governador Ivo Cassol está em jogo. “É bom o secretário ficar alerta para essa questão de nepotismo cruzado”, disse o entrevistado.

Fonte: Viamazonia.com

segunda-feira, março 12, 2007

Decifrando as pirraças entre jornais e jornalistas

Taí um assunto que não gostaria de abordar mas, depois de tanta insistência de alguns ditos fiéis leitores deste blog, resolvi pelo menos tentar explicar o por quê de tantas brigas entre jornais e jornalistas de Rondônia. Após uma longa espera da inspiração, encontrei algo que possa ser colocado como explicação dessas picuinhas que se sucedem quase que semanalmente na atualidade. São cinco itens básicos, mas que mostram tudo sobre o genoma desse divertido sitcom virtual: 1) soberba; 2) credibilidade; 3) indiferença profissional; 4) autonomia e 5) sobrevivência.

1) SOBERBA: A soberba é típica de pelo menos 90% dos jornalistas em qualquer parte do mundo. Nenhum jornalista gosta de ser criticado, de ser satirizado, ridicularizado ou humilhado. O perfil de ser o dono da razão ou de ser um semideus está em cada um deles. Como dita o próprio “pai dos burros”, soberba quer dizer “Orgulho excessivo; altivez, arrogância, presunção...”. Então mexer com jornalista é ter a certeza de que vai ter revide e, geralmente, em proporções desmedidas. Pior é quando a guerra é entre dois ou mais jornalistas. Sai de baixo!

2) CREDIBILIDADE: Todo jornalista que se preza e todo o dono de jornal mantém uma eterna luta pela credibilidade, seja ela individual ou corporativa. O que se leva para as páginas de jornais e nas webpages é tudo aquilo em que seus autores apostam que será absorvido com louvor pelos seus leitores/internautas. Nessa hora, fica a critério dos leitores definir (ou escolher mesmo) quem está falando a verdade, quem tem mais moral para isso ou quem tem mais fé pública para mexer nestas feridas cancerígenas. A credibilidade, a ética jornalística e a lisura das matérias são coisas que deixaram de servir como meio, pois agora servem como armas para esses gladiadores.

3) INDIFERENÇA PROFISSIONAL: A partir do momento em que dois ou mais representantes da imprensa começam a se digladiar publicamente fica nítida a falta de preocupação com a profissão, pois se coloca acima dessa bandeira o estandarte do orgulho pessoal e, doravante, o que se vê são performances tomadas por impulso, ira e intolerância. Nos momentos de cólera, ficam de lado os preceitos de ética e de moralismo profissional. O pior é que essa indiferença profissional acabou, a meu ver, se tornando uma doença crônica no metíe jornalístico tupiniquim. Não é à toa que a classe jornalística de Rondônia é conhecida como a mais desunida de todas.

4) AUTONOMIA: Esse é um dos fatores fundamentais para justificar tantas pendengas entre escribas locais e, principalmente, alguns empresários da comunicação. O mercado de jornalismo em Rondônia está abastado há muito tempo. Em Porto Velho - maior cenário da mídia estadual - a situação é ainda mais agonizante, pois com a falência explícita de tantos gigantes da comunicação e o advento das faculdades de jornalismo, as turmas de “recém-focas” estão invadindo as redações do jornalismo impresso e televisivo e, com a conseqüente migração dos veteranos (com até 10 anos de profissão) e medalhões (com mais de 25 de janela) para o jornalismo eletrônico, o número de jornalistas que respondem por seus próprios atos aumentou vertiginosamente. Logo, aqueles que um dia não puderam expressar seus sentimentos nos jornais em que trabalhavam como operários agora poderão extravasar, sem dó nem piedade, toda sua retórica recolhida durante anos. Infelizmente, como se pode perceber, nem sempre esse conhecimento é colocado de forma elegante perante os olhos de milhares de leitores.
Assim, fica evidente que, pelo menos por enquanto, não veremos uma sangrenta batalha gramatical entre Marcela Ximenes e Leivinha Oliveira (até porque não faz o estilo deles, acredito).

5) SOBREVIVÊNCIA: Chegamos ao diagnóstico pleno dessa doença. Apesar de muitos quererem creditar ao comportamento supostamente “ilícito” praticado por cada um dos envolvidos junto ao poder público é, notadamente, a questão da sobrevivência que induz esses nobres jornalistas a se jurarem de morte diante dos olhos abismados dos leitores, esses mesmos leitores que deveriam ser tratados como fim, não como coadjuvantes. Ora, todo mundo sabe que nenhuma empresa jornalística (em Rondônia, assim como em todo o Brasil) sobrevive sem a mídia institucional do Governo, da União, das prefeituras, da Assembléia Legislativa e até das Câmaras de Vereadores. É tolice acreditar que um jornal hoje se mantém apenas com o faturamento de classificados, de assinantes ou de alguns anúncios que podem ser caros (impresso) ou extremamente irrisórios (sites). Sem os famosos contratos de publicidade, qualquer empresa, seja ela grande ou pequena, vai literalmente “pro vinagre” e é aí que entra a máxima da sobrevivência: defendo até a morte o que me mantém vivo! Ou será que nenhum de vocês notou que as brigas entre os jornalistas e donos de jornais começam, na maioria das vezes, por conta de divergências entre os seus “padrinhos”? Para falar a verdade, apesar de serem desunidos, os jornalistas são como qualquer outro ser humano, têm suas virtudes e seus defeitos, falam mal um do outro constantemente assim como fazem os médicos, os advogados, os policiais, os professores, os políticos, os jogadores de futebol, as garotas de programa... e por aí vai. O que conta nesta triste situação a que me refiro é simplesmente a sobrevivência. Aliás, têm um fundo de verdade o que disse, certa vez, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia, Marcos Grutzmacher: “Você não vê um jornalista defendendo o Sinjor, só metendo o pau. Agora para defender outros sindicatos e políticos, os caras brigam até com a mãe!”

Está dado o recado e espero ter ajudado aos mais “ingênuos”.

sábado, março 10, 2007

Jerico, desapontamento, ectoplasmas e vampirões

Idéia de jerico
O prefeito de Alto Paraíso, Altamiro de Souza, parece que está tomado pelo espírito do Zé Carioca, pois depois que acabou a 6ª Corrida Nacional de Jericos naquela cidade, o homem simplesmente não responde a mais nenhum dos editores de sites que fizeram a cobertura da festa, principalmente sites da Capital. O cara sumiu, não responde mais às mensagens de MSN (mesmo estando online) e parece ter virado um ectoplasma. Tem alguns editores que enfrentaram centenas de quilômetros para ir naquele município cobrar Altamiro, em contratos considerados irrisórios. Ainda assim, deram com os burros n’água, pois o homem não atende ninguém. Deu tombo na galera da imprensa virtual. “Esse lance de acreditar nesse prefeito foi a maior idéia de jerico da minha vida”, disse um editor de site jornalístico.

Quem diria
Por falar em calote e sumiço em tempos de vacas magras, quem diria que eu passaria aperto com um cara que é meu considerado. Fico a me perguntar onde foi parar aquele discurso de honra, bom caráter, compromisso e responsabilidade, hein? Lamentável!

Tá todo mundo doente!
Estão dizendo por aí que nunca se viu tantos servidores da Assembléia Legislativa aparecerem doentes no departamento de recursos humanos da Casa de Leis. Parece até que de janeiro para cá houve uma pandemia de doenças que acertou centenas de servidores, estes mesmos que estão enchendo outros funcionários com os ditos atestados médicos, só para não terem seus dias descontados ou o salário bloqueado. Aliás, a minha maior surpresa é saber que muitos desses “dodóis” trabalham há décadas na Casa, nunca deram as caras por lá (só para pegar o contracheque) e agora dizem que são trabalhadores eficientes e dedicados. Por isso que dizem que aqui em Rondônia tudo é possível. Nunca vi fantasma na minha vida, mas se eles existem, tenho certeza de que não podem ficar doentes, pois já estão mortos.

De onde saíram?
Atualmente os corredores da Assembléia Legislativa de Rondônia vivem abarrotados de gente, mesmo em dias que não há sessão plenária. A justificativa é simples: Todos os servidores que vinham recebendo salário sem trabalhar agora estão obrigados a, pelo menos, aparecer por lá para comprovar que existem. E tem que assinar ponto. O problema é que o “retorno” desses folgados nos locais onde trabalham novos comissionados e indicações dos deputados promove um estrangulamento de pessoas na Casa, pois o espaço é pequeno demais para tantos “vampirões”.

quarta-feira, março 07, 2007

Que moralismo é esse?


Ainda não consegui entender que espécie de moralismo é esse que o deputado Neodi Carlos quer implantar na Assembléia Legislativa de Rondônia. Primeiro o homem fala que vai caçar todos os “fantasmas” da Casa de Leis e depois começa a cometer uma série de erros que deixariam qualquer criança de 6 anos bestificada.

São inúmeras as aberrações que se criaram com a onda de moralismo de Neodi dentro da casa, coisas que chegam a todo o momento aos ouvidos de jornalistas insatisfeitos com a postura isolativa do presidente (leia-se chiqueirinho) e que põe em xeque toda e qualquer tentativa de discursos moralistas.

Não se pode fechar os olhos a fatos como o dos filhos da ex-vereadora Maria Antonieta virem do Rio Grande do Sul, assinarem o ponto do mês como servidores trabalhadores da ALE, pegarem seus altos salários pagos com o suor do contribuinte e simplesmente retornarem à linda Porto Alegre, como se isso fosse a coisa mais comum do mundo.

Não se pode ficar alheio ao fato de muitos servidores terem sido pegos de surpresa com descontos feitos para o partido de Neodi, o PSDC, como se cada um deles agora fizesse parte do patrimônio do partido presidido pelo mega demagogo José Maria Eymael. E olha que o PSDC foi citado dias atrás como partido que praticou a livre extorsão com o médico Alexandre Brito quando este tentou se candidatar nas convenções passadas. Foram exigidos nada menos que R$ 150 mil do empresário só para que ele pudesse concorrer.

Seria essa a tão enaltecida Democracia Cristã?

Agora me vêm as notícias que o secretário geral da Casa empregou mulher, filhos, netos, cachorro, papagaio, periquito... tudo com o aval do genérico do Roberto Justus (ele adora demitir). E sabemos que essa é apenas a ponta do iceberg de tantas irregularidades que agora imperam no sistema de moralização neodista. Pode uma leviandade dessas?

O pior é que se realmente Neodi seguir a máxima que ele vive dizendo por aí, de que não vai recuar nenhum milímetro em seus atos, a coisa pode piorar, pois já que se não recua, o nepotismo disfarçado e as injustiças contra centenas de servidores que realmente mereceriam o respeito do parlamentar só tendem a avançar.

Presidente, com todo o respeito e humildade do mundo, me responda: Mas que raio de moralidade é esta??!

Mistura de Pitt Bull com Tartaruga Ninja

Isso não é um título, mas um apelido. Foi a maneira bem humorada de uma professora se referir ao deputado estadual Miguel Sena (PV – Guajará), que lidera uma campanha dentro da “Casa do Povo” para “investigar” o Sintero.

Nem eu mesmo teria tanta criatividade e imaginação assim e olha que basta olhar para aquele parlamentar que já vem sempre algo à cabeça dos humoristas de plantão.

Shopping’s sim senhor

Até agora estou meio confuso com o que vem sendo feito acerca do assunto dos dois shopping center’s que poderão (eu disse poderão) ser instalados na cidade a partir do ano que vem. Ora, está uma briga ferrenha entre gente grande da imprensa por conta de dois empreendimentos que só podem trazer desenvolvimento para essa terra, mas até agora não entendo o por quê.

A única coisa que sei é que, como portovelhense da gema, torço para que os dois sejam realmente instalados, não apenas um e não importa onde seria. Aliás, quanto à questão ambiental, gostaria de saber se o que vale mais são um monte de lixo, mato e animais peçonhentos sendo “protegidos” por alguns pseudo ecologistas ou um monumento de compras e de geração de emprego e renda? O local onde os canadenses querem construir o shopping deles sempre foi um lixo esquecido por tudo e por todos e que só deixa mais feia a paisagem da Capital. Deixem de onda e partam para outra, otários!

Se não gostam da idéia da cidade se desenvolver com a chegada dos shopping’s, peguem suas malinhas e vazem! Vazem para bem longe da minha terra!

Com o diploma da vida



Ah, eu não poderia deixar essa passar desapercebida. O Ministério do Trabalho e Emprego publicou nesta semana portaria colocando um fim à obrigatoriedade do diploma para pessoas que querem exercer (e precisam) a profissão de jornalista em todo o País.

Essa é mais uma derrota da Fenaj que quer elitizar a profissão e uma vitória dos jornalistas que vivem há anos fazendo a história da Imprensa no Brasil e que, a qualquer momento, seriam desqualificados e colocados numa lata de lixo da marginalidade.

Mesmo sendo da diretoria do sindicato local e sempre escrevendo (e repassando) material que apóia a luta da Fenaj, todo mundo sabe que eu sou contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, principalmente para autodidatas e pessoas comprometidas com o bom jornalismo.

Honestamente, não posso esconder o fio de sorriso que está no canto da boca neste momento, pois eu mesmo seria um dos que, daqui a algum tempo, estaria proibido de escrever e publicar qualquer coisa caso eu não tivesse pagado algumas das faculdades caça-níquel em cursos fajutos de Jornalismo aplicado aqui na cidade.

Sei que o assunto é extenso e delicado e já o abordei diversas vezes aqui no blog e, por isso mesmo, vou resumi-lo... até para abrir novas discussões.

Jornalista de verdade não se faz em academias, não se faz com diploma ou com notas “compradas”. Jornalista de verdade já nasce jornalista. Está no sangue, na cabeça e no coração. É vocação, é espírito, é amor e talento puros! E viva a liberdade de expressão!

sexta-feira, março 02, 2007

Um texto que deveria ser lido por todos os jornalistas (de novo)

Republicação do post intitulado "Como é que é", postado em 1º de novembro de 2005 neste blog.
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Tenho lido muita coisa na internet tratando do polêmico assunto da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista. Bem, passei mais de 45 minutos só lendo um texto de um jornalista chamado Eduardo Ribeiro e, em seguida, alguns dos inúmeros comentários de jornalistas – formados ou não – acerca de seu arrebatado texto intitulado “E agora, juíza? Quem paga o prejuízo?” As opiniões, obviamente, divergem muito, pois cada um dos representantes dos “estudantes” e dos “precários” expõe de maneira clara, sucinta e até mesmo cômica, seus fundamentos. Em outro site local, li também a refutação de um senhor chamado Daniel Oliveira da Paixão, contrariando a intensa defesa dos ditos “formados” ou “formandos” ao maldito canudo.
O que se tem em vista é um embate parecido com o que fora colocado em questão à época do malfadado referendo da proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. Ou seja, complicado e confuso até o último suspiro de cada um dos defensores ou algozes do diploma. Mas, como jornalista – e já assumo que não sou formado – não poderia deixar esse assunto passar em branco. Então, é isso, caros colegas, formados ou não, agora farei, de maneira totalmente particular, um breve (não tão breve assim) comentário sobre este assunto que tanto aflige a humanidade. Lembrem-se de que estamos num blog, comandado por um egocêntrico, reacionário e subversivo dublê de jornalista. Aqui, adotamos apenas slogans de figurinhas como o Coisa (Quarteto Fantástico) e Wolverine (X-Men), algo do tipo... “É HORA DO PAU!!!!”

Na semana passada, segundo o site da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Brasil parou para acompanhar a votação do caso da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Essa obrigatoriedade tinha sido extinta em meados de outubro de 2001, quando a juíza Carla Rister, do Tribunal Regional Federal de São Paulo da 3ª Região, concedeu liminar que acabava com a exigência do curso superior de Jornalismo para quem realmente precisava atuar e que tivesse capacidade para tanto, a exemplo do que acontece em países como Estados Unidos e Japão. Mas, na última sexta-feira, os juízes Manoel Álvares, Salete Nascimento e Alda Basto, derrubaram a liminar e deram a vitória aos jornalistas formados, aos professores e alunos dos cursos de Jornalismo. A comemoração foi tanta que até mesmo em Estados onde a maioria dos jornalistas ativos são provisionados – não possuem o curso superior – houve entusiasmo exacerbado.
Mas abordemos os detalhes: De acordo com um trecho de um artigo transcrito do jornal Folha de S. Paulo - 12/5/03 e publicado no site da revista Consultor Jurídico no dia 12 de maio do mesmo ano,
“...A "Carta pela Imprensa Livre", estabelecida pelo Comitê Mundial pela Liberdade de Imprensa (WFPC), em Londres, em 1987, afirma explicitamente: "Devem ser eliminadas as restrições por meio de regulamentação ou de outros procedimentos de certificação ao livre acesso ao campo do jornalismo ou sobre sua prática". Esse documento, assim como outros de igual teor, como a Declaração de Chapultepec, de 1994, da Sociedade Interamericana de Imprensa, é enfatizado no "Relatório Mundial sobre a Comunicação 98", da Unesco. No plano jurídico, essa exigência também é absurda. A obrigatoriedade do diploma de jornalismo foi estabelecida pelo decreto-lei 972, de 1969. Baixado pela Junta Militar, que governou o país com o Congresso Nacional fechado, seu texto não mostra apoio em nenhuma Constituição ou lei, exceto nos já revogados AI 5 e AI 16. Por isso, esse dispositivo já foi repudiado por juristas dos mais respeitados do país...”
Como podem ver, caros colegas, não fui eu quem escreveu isso. Tenho internet em casa e posso garimpar essas pérolas pelo Google. De qualquer forma, não quero dizer agora que o diploma seja inútil, mas não defendo a tese de que quem o tem está “completamente” capacitado para ser um jornalista de verdade, honesto, com credibilidade e experiência de vida para isso. Ora, se for assim, o que acontecerá com os renomados jornalistas que o Brasil possui? Aqui em Rondônia, nestes meus quase 9 anos de imprensa, conheci verdadeiros mestres das palavras, que sabem, como ninguém, expressar suas idéias e passar a quem realmente interessa – o leitor – uma opinião séria, comprometida com a verdade, com a ética e, quem sabe, até mesmo com a linguagem de um povo. Ou vocês não repararam o quão eloqüente são os textos daqueles nossos conhecidos jornalistas veteranos, de barbas e cabelos brancos, corpos já deformados pelo tempo e pelo incessante trabalho (tem o fator álcool e tabaco também)? Eles são venerados principalmente por esses cordeirinhos artificiais que defendem 4 anos de ralação de bunda nos bancos de academias caça-níqueis e, principalmente, de um pedaço de papel que possa lhe garantir uma vaga neste sufocado mercado da mídia.
Peço vênia, contudo, para explanar meus conhecimentos de pessoas com quem tenho atuado nesta imprensa rondoniense. Pôxa!... esses caras que não têm o diploma, possuem, no mínimo, mais de 25 anos de experiência na profissão e isso não deve ser jogado na lata de lixo, e sim resguardado. Conheço caras que sequer possuem o Ensino Médio completo e escrevem melhor do que alguns jornalistas que arrotam a formação em nossa cara mas, na prática, possuem textos semelhantes aos de crianças do Fundamental ou até de apenados do Urso Branco. Daí eu pergunto: Vale a pena possuir um diploma e não ter o conhecimento prático, a experiência de vida, o conhecimento do cotidiano, a retórica tão necessária em textos, a empatia com o público e, especialmente, com os entrevistados?
Tem mais... não quero aqui defender que qualquer cavador de poço – por mais que possua inteligência mediana – se transforme em um jornalista da noite pro dia. O que defendo é o direito à liberdade de expressão dada a qualquer cidadão e isso, sabemos, pode ser feito através de bate papo em barzinhos, em debates de escolas primárias, em blogs, em sites pessoais e, por que não, em um jornal? Claro que não vamos colocar um bóia fria qualquer para ser nosso âncora, nosso Clark Kent ou Lois Lane – acredito que nenhum dono de jornal, em sã consciência, faria esse papelão – mas devemos saber que não basta ter o conhecimento técnico e alguns trabalhos apresentados às pressas (por que temos uma festinha mais tarde com os amigos) nas salas das faculdades para sermos considerados os “feras” do jornalismo.
Não quero também contrariar os colegas que estão na faculdade completando o curso de jornalismo. Este curso, assim como os demais, deve ser valorizado, até porque, em muitos casos, possui um alto custo nos 4 anos de graduação. Mas devemos saber que o mercado é formado por feras, gente que já está na lida há muito tempo e que, com certeza, podem até mesmo dar aulas de jornalismo aos professores que hoje estão lhe ensinando nestas academias. Por falar em dar aulas... quem instituiu o diploma? Qualquer diploma, seja ele de qualquer curso superior? Será que os grandes gênios da humanidade, os grandes pensadores, filósofos, escritores, pintores, cineastas, físicos e inventores possuíam algum diploma quando deixaram seus legados para os dias de hoje? Esses mesmos legados que hoje são abastados nas universidades? Ora, não sejamos tolos! Não quero dizer com isso que um médico, um dentista, um advogado, um engenheiro, um juiz de direito não tenha a obrigação de possuir o diploma. O que quero é dizer que o diploma de jornalismo não é um fim, mas um meio. Um meio de arrumar um emprego? Você, gatinha, que está fazendo jornalismo em Rondônia, só porque tem um rostinho bonito, um peitinho em forma de mamão ainda não colhido e uma bundinha empinada, acha mesmo que terá chance contra os mestres que fundaram a Imprensa neste Estado? Me diga... você pagou em média R$ 400 mensais durante quatro anos (R$ 19.200) para se formar e... finalmente, se contratada, vai ganhar um piso salarial de R$ 920? Isso é menos do que ganha um motorista de ônibus coletivo de Porto Velho.
Só para iniciar o fim deste artigo, quero lembrar a todos que a vitória dos pró-diplomas é provisória. Ainda cabe recurso no Supremo Tribunal Federal e, lá, eu quero ver se vamos regredir assim como os países que exigem o canudo e não mostram qualidade e ética em seus “profissionais”. Por falar em ética, alguém aí sabe se essa palavra existe ou é aplicada no jornalismo tupiniquim? Como diz aquela voz no programa do Dalton: “Sei não, hein?” Por enquanto, é bom abaixar o facho e não começar a caçar os precários. O que o Ministério Público do Trabalho pode, agora, é apenas impedir que novos registros precários sejam expedidos. Nada de perseguição, entendeu? Ainda há muita água pra rolar por debaixo da ponte.
Ah, quase ia me esquecendo... se o diploma for obrigatório para ser jornalista, isso quer dizer que basta eu comprar uma máquina digital, sair por aí dizendo que sou repórter-fotográfico ou, também, saber técnicas de linhas cruzadas ou saber mexer no Quark ou Pagemaker para me intitular diagramador e, em ambos os casos, garantir uma carteira de jornalista “definitivo” expedida pela Fenaj e, conseqüentemente, ter direito a perceber o mesmo salário daquele que (há, há, há), gastou uma nota preta e se lascou durante 4 anos só pra ter o diploma? Se for assim, paro de reclamar agora!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Notícias de última hora

Alguém aí sabe explicar por que a gente lê uma notícia bomba num site e num outro de mesma envergadura nós não vemos uma linha sequer? Dãããã!!!? Por que o céu é azul?

Temos três notas novas no blog. Confiram descendo a barra de rolagem aí do lado, na tela do navegador. Dããããã!!!

Quebrou pro lado mais fraco, de novo...

Por falar nisso, a imprensa local (tanto a impressa como a eletrônica) me surpreende cada vez mais. Até ontem se falava em corrupção, mar de lama na Assembléia, TJ, prisões, Polícia Federal, folha paralela, mensalinhos, fantasmas e toda sorte de denúncias contra os recentes ex-poderosos. Agora, com a chegada do reino do genérico de Roberto Justus, ninguém mais fala nada a respeito de uma suposta regalia de auxílios dada aos novíssimos deputados logo nos primeiros dias da 7ª Legislatura. O que aconteceu? Amnésia ou simplesmente mordaça com a figura de uma (ou mais) Garoupa?

Tá, tudo bem... já sabemos mas, como a imprensa não pode ficar sem um assunto “bombástico”, quem paga o pato agora é o presidente da Câmara de Vereadores, Hermínio Coelho, que juntamente com demais vereadores, assinou uma resolução que aumenta de 200 para 500 litros mensais a cota de combustível para cada gabinete.

Não que eu defenda reajustes para políticos, mas descarregar toda essa cólera num homem que, se comparado aos demais políticos da Assembléia Legislativa (passada e nova) seria como um cidadão da pequena cidade de Lilliput (As Viagens de Gulliver) diante de um gigante da estória de João e o Pé de Feijão? Pegaram para Cristo o modesto edil - que antes era cobrador de ônibus - só para abafar alguns novos escândalos que “ninguém quer comentar”, não é?

É isso ou a explicação estaria na fome de pegar uma boa fatia do bolo chamado verba de publicidade oficial do Legislativo Municipal? Não acredito, pois o bolo não passa de um brigadeiro que, se descontados alguns impostos, não chega aos R$ 15 mil.

Ei, foi mal!

As noites têm sido mais longas e turbulentas para mim nos últimos dias e o cotidiano deste repórter está cada vez mais sombrio por conta de tantos “elogios” que tenho recebido de alguns leitores deste blog, tudo por conta de uma singela nota citando alguns menos agraciados pela deusa Afrodite (deusa da beleza e da paixão sexual) fotografados no desfile do Galo da Meia Noite. Honestamente, jamais pensei que os queridos leitores dotados de menos aceitação social seriam tão unidos. Desceram a lenha em mim e a cada dia chegam novos “comentários” a meu respeito. Agora estão dizendo que eu faço parte dos “adeptos do ilícito”. Em nome de Deus, sejam mais justos e criativos, pelo menos isso. Não quis ofender a ninguém, não citei nomes tampouco apontei alguém. Além disso, vocês feinhos são importantes sim, são tudo o que os demais precisam, afinal, o que seria dos belos se não existissem os feios? Vamos dar esse assunto por encerrado, pois têm coisas mais importantes para se discutir, ou não acham? Não? E eu é que sou o narcisista?

William Wallace

O título acima descreve um grande guerreiro do cinema que lutou, lutou e lutou contra o imperialismo da Inglaterra até ser mutilado em praça pública, somente pelo objetivo pleno da liberdade (Coração Valente). Apesar de ser muito apelativo e até sem necessidade de ser utilizado agora, vamos lembrá-lo aos cidadãos que têm o nome de Mário Calixto tatuado na bunda e que estão me atacando (sem se identificar, logicamente) nos comentários que o blog permite.
Estão dizendo que saí por vagabundagem, por ser beberrão e o exemplo máximo de tudo aquilo que um patrão detesta.
Ora, não sou vagabundo, pois ainda trabalho dignamente, até mais do que antes, quando eu tinha que agüentar alguns semianalfas babando nos testículos do homem. Minha dignidade e hombridade não foram vendidas, senhores e senhoras puxa-sacos.
Me chamem do que quiser, mas jamais poderão me chamar de bajulador, pois não fui eu que tive, por várias vezes, que subir naquela sala do segundo piso do palácio gráfico da Avenida Tiradentes para ter que abaixar as calças e levar com “areia”... e depois ainda ter que elogiar o chefinho. Afinal de contas, que tipo de sentimento é esse que vocês têm? Síndrome de Estocolmo ou um masoquismo doentio?
Como disse William Wallace: “Liberdade!”.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Quanto maior o tamanho, maior a queda

Ora, ora, ora, vejam só... a imprensa virou notícia

Parece que, definitivamente, a comunicação jornalística se tornou o centro das atenções, tomando-se em consideração todos os fatos que vêm sendo explanados nas últimas doze semanas na mídia eletrônica e impressa, as grandes fontes de notícias para a maioria da população que prefere se adequar ao jornalismo dinâmico.

Talvez ninguém esteja entendendo isso, mas explico: O rádio e a tevê, queiram ou não, alcançam mais do que nós, humildes jornalistas de internet imaginamos.

Hoje, vemos um festival de ataques a um empresário do ramo que jamais se importou com seu quadro de funcionários, apenas com ganho pessoal: Mário Calixto Filho, o mesmo babaca que reunia os funcionários de sua Redação sem ao menos conhecer quem era cada um dos jornalistas, apenas os seus tradicionais “capachões”, gente que o enchia de orgulho por suas bajulações teatrais.

Vemos hoje Rubens Coutinho atacá-lo sem dó nem piedade por conta das supostas “ciladas” que fizeram do O Estadão do Norte um dos jornais mais “conhecidos” do Norte brasileiro.

Mas Rubens Coutinho já foi funcionário de Mário Calixto e sabe decifrar toda a estratégia suja, sórdida e sorrateira do ex-vendedor de tapetes, coisa que o imperialista emergente Everaldo Fogaça jamais saberia se não fosse por conta de uma parceria que mais parece o ventríloco e o boneco.

Mas, apesar de quem questionar Mário Calixto hoje ser um indivíduo à beira da linha tênue entre o bom e o mau jornalismo (e ele até abusa disso), não se pode esconder o fato de que o mineiro com cara de vilão de novela mexicana ser um dos oráculos da extorsão moral, da desmoralização do jornalismo sério que um dia eu acreditei existir.

Não é revanchismo, não é vingança. Sou pequeno demais para isso, embora saiba que incomodo, mas é uma realidade pura, clara e transparente: O jornal O ESTADÃO DO NORTE, a última fonte de ganhos pessoais de Mário Calixto, está desmoronando e se seus funcionários não saírem a tempo, cairão com ele, sem direito a nada... ou vocês esqueceram que quem manda na Justiça Trabalhista de Rondônia é a família Calixto?

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Mais do mesmo

A nota divulgada pelo Governo do Estado afirmando com todas as letras que o jornal Folha de Rondônia tem mais circulação do que os veteranos Diário da Amazônia e Estadão do Norte até que não me surpreendeu. É claro que a afirmação é meio vazia, mas pelo menos eu garanto que em termos de qualidade e circulação o Diário da Amazônia ainda é insuperável. O Estadão, como todo mundo tá careca de saber, há muito tempo deixou de ter correspondentes no interior e atualmente só chega nas principais cidades de Rondônia. O interiorzão falado tá esquecido por esse gigante da comunicação. Por falar nisso, qualidade é uma coisa que faz tempo não se vê no jornal de Mário Calixto, situação criada por manter a idéia de que os puxa-sacos são mais importantes do que os talentosos.
Fora isso, a nota do governador até que não mente muito, mas deixa a desejar.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A revolta das meméias

Sabe-se lá quem anda fuçando este blog e descendo a lenha em mim - nos comentários - porque fiz referências a algumas fotos de gente basicamente "fora dos padrões de estética aceitável", mas dá para acreditar que, de alguma forma, a carapuça serviu e muito bem. Bom, como não sou de passar nada tão ofensivo em branco, principalmente quando esses possíveis feinhos (as) não se identificam e me atacam de forma covarde, aí vai mais uma resposta:
1) Não apontei nem julguei ninguém pela feiura, mas pelo excesso dela;
2) Eu bebo sim e estou vivendo... tem gente que não bebe e está morrendo. E ainda bebo pagando com meu dinheiro. Danem-se!
3) Jornalisticamente falando? Por acaso eu ofendi algum jornalista pela feiura? Danem-se 2!
4) Alcoólatra e viciado em cocaína? Putz! Forçaram mas, mesmo que fosse verdade, garanto que eu poderia parar a qualquer momento. Já você que fez esse comentário, só resolveria seu problema nascendo de novo pois, vai ser feio assim lá no Afeganistão!

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Meu Pai eterno!

Tudo bem que no carnaval vale tudo, mas exagerar em algumas coisas é abuso. Estou me referindo ao excesso de gente feia que foi fotografada por um site local no recente desfile do Galo da Meia Noite. Com mais de 300 fotos, acho que somente umas dez se salvavam. O resto era tudo de gente feia ou, particularmente, medonha. Não sou nenhum Deus grego para ficar julgando as pessoas pela beleza, mas ficar enaltecendo a feiura do nosso povo é algo inexplicável. Espero que isso não volte a acontecer, principalmente porque fotos na internet chegam a qualquer lugar do mundo. Vamos fazer bonito, minha gente.

TOP 10: Prêmio Miro Costa para As Melhores Companhias para a Folia 2007


O carnaval é uma festa popular muito conhecida por conta da facilidade em se conhecer pessoas novas e até mesmo iniciar um relacionamento futuramente duradouro. No entanto, como um bom folião (embora bastante enferrujado comparado a festas anteriores), quero deixar claro que nem só de beijo na boca e “vuco-vuco-vuco-vuco” se faz a folia momesca. Para sair às festas, tem que se ter amigos que podem lhe proporcionar bons momentos de conversa e papo furado. Na profissão em que atuo existem personalidades que fazem a gente gostar de ser jornalista, nem que seja por algumas horas. São lorotas, mentiras cabeludas, intrigas, bom humor e muita, mas muita bebida alcoólica. Alguns deles são tão bons que ainda assumem todas as despesas da bebedeira e, como se sabe, jornalista que se preza adora o goró em larga escala. Então aí vai mais um serviço de inutilidade pública para os colegas da imprensa. Apresento agora, na minha modesta opinião, os melhores companheiros para a biritagem nesta grande festa de pierrot’s e columbinas. O nome do prêmio, é claro, vai para o meu “parceiro” de cachaçada, Miro Costa, do Detran.

10º – Paulo Ricardo (O Estadão do Norte)
O meu antigo parceiro de biritagem tem se mantido, ultimamente isolado deste nobre escriba, não se sabe o por que até agora. No entanto, faz parte merecida neste certame pois, embora ainda mantenha a velha estratégia do “vou ali e já volto” (e todo mundo sabe que ele não volta), é um boêmio que mantém o equilíbrio mesmo quando está envolvido no clima das palhaçadas e gozações da vida alheia. Juntar nós dois numa mesa de bar é garantia de que, quem passar por perto da gente e se apresentar com algum defeito, vai ser ridicularizado. Que o diga os mendigos pedintes do Centro da cidade;

9º – Marcos Henrique “Tóia” (O Observador)
O meu “cumpádi” (ele é padrinho da minha filha Rebecca) é conhecido por ter um bom papo gerado por um conhecimento pleno de quase tudo desta vida. Em critérios musicais, é quase imbatível. Apesar de ter abandonado de vez o perfil do “bon vivant arruaceiro”, Tóia mantém a simpatia exacerbada por conta de conhecer da mais alta autoridade ao mais molambo dos mendigos. Por conhecer tanta gente (e ser conhecido), o cara conta com um carisma indiscutível, principalmente do metié boêmio da cidade. Lealdade com os amigos é outro ponto forte do “cumpádi”.

8º – Adércio Dias (Sintero)
O veterano jornalista é um dos mais queridos colegas entre todos os segmentos da imprensa local. Essa glória é devida ao seu comportamento equilibrado mesmo em bebedeiras homéricas que Porto Velho proporciona. Com um bom papo e experiência em todas as áreas do jornalismo, Adércio representa o clima de harmonia entre uma categoria reconhecidamente desunida. O melhor é que, se você não tem o dinheiro do táxi, ele sempre dá aquela carona para evitar que os companheiros apanhem das esposas após uma longa pernada.

7º – Rondoniagora Enterprise (Ivonete, Gérson, Eliânio & Cia)
Você junta uma gata loira que canta como uma diva, o marido dela que é boa praça pra caramba e um aliado que sabe mediar o excesso de talentos e egos exaltados, e você tem um trio de boêmios que sabe curtir a vida sem comprometer a amizade com os colegas da imprensa. O melhor que junto do pacote sempre vem o super amigo Domingos, outro “mallandro” que não dispensa uma boa gelada. Satisfeito? Não? Então a Rondoniagora Enterprise oferece a você um bônus de gatinhas que sempre acompanham essas feras. É mulher bonita para não botar defeito.

6º – Luiz Carlos Ribeiro
O Luka Ribeiro é um dos caras que podemos dizer: “Esse é um amigo de verdade”. Vale a pena convidar esse mestre da simpatia e da lealdade, pois além de você ter um papo com uma cara super legal, inteligente e compreensivo, você ainda tem a chance de saber o que é gostar de beber com uma boa música ao fundo e gente bonita por todos os lados. A carona de volta pra casa é por conta e ainda vale um álibi perfeito para dar à “dona encrenca”.

5º - Sandra Santos
A escultural apresentadora e locutora entrou em definitivo na vida deste blogueiro há pouco tempo, mas já mostrou que merecia um lugar nesta lista ao exibir um comportamento de plena simpatia e respeito profissional. Apesar da morena não beber nada alcoólico, adora dançar, brincar, dar risadas e fazer rir. Sabe curtir a vida na medida certa e tem um gosto musical bem eclético. Aliás, quem não gostaria de beber acompanhado de uma deusa como esta?

4º – Batman e Robin (Nilsinho e José Hilde - Folha de Rondônia)
A referência à dupla dinâmica dos quadrinhos se dá por que os dois colegas do jornal governista sempre andam juntos. Nilsinho é o tipo “eu bebo sim e estou vivendo. Tem gente que não bebe e está morrendo”. Uma mesa com a cerveja gelada e uma outra de sinuca permitem que uma bebedeira com Nilsinho seja bastante agradável. Já José Hilde é do tipo “não bebo, mas não arredo o pé”. Bem humorado, coleguista de mão cheia e com um papo inteligente, você pode amanhecer na esbórnia que ele estará, do outro lado da mesa, dando risadas com a latinha de Coca Cola na mão.

3º – Luiza Archanjo (Diário da Amazônia e Incra)
Alguns deslizes (meus, é óbvio) fizeram com que a jornalista e ser humana certinha ficasse afastada deste repórter mas os orgulhos foram deixados de lado e logo a amizade sincera entre a gente voltou a reinar. Para quem duvida que já houve um relacionamento extremamente fraternal entre eu e a gatinha de óculos e cabelos de “molinha”, aí vai uma dica: Se você se separar de um casamento duradouro e precisar de um ombro amigo, uma cerveja gelada, uma boa conversa e algumas partidas de boliche, seus problemas acabaram... ligue para a Luiza Archanjo. Talvez seja a única amiga de verdade que eu tenha, pelo menos da minha parte. Com ela não tem erro (e não tem mesmo, pois ela te corrige na hora).

2º – Jorge Vásquez
Esse é o exemplo legítimo do boêmio rondoniense e do cara que faz a profissão de jornalista ser divertida. Bebe feito um desesperado, mas mantém uma amizade sincera com os colegas que adoram polemizar em textos bem humorados e recheados de alfinetadas. Qual jornalista não adoraria estar numa mesa de boteco com J. Vásquez pra falar mal da vida alheia e dar risadas sem se preocupar com o freezer que está secando? Pena que ele vive sumido e quando promete aparecer, dá uma de político em campanha. Brincadeiras à parte, é segundo lugar apenas por conta do que vem agora...

1º - Rubens Coutinho (TudoRondônia)
Rubinho, o “Precioso”, dispensa apresentações, mas ainda assim o farei. Reconhecido por ser um dos mais inteligentes seres humanos dentro da nossa profissão (e fora dela também), Rubinho representa o máximo da esculhambação bem humorada. Ele mesmo garante que fala mal dele mesmo. É, sem sombra de dúvida, a melhor pedida para você tomar umas e se acabar de dar risadas. O cara tem “tiradas” de cinema e ainda faz questão de explicar em detalhes o que cada termo significa. É o tipo de cara que diz “Perco o amigo mas não perco a piada”. Cinema, jornalismo, esporte, variedades, história, política, música, fofocas, intrigas e o escambau... com ele você fala de tudo e tem dor de barriga com o mestre do humor negro. Bebe cana até no café da manhã, mas ainda assim mantém o perfil do jornalista excelente, por isso é venerado, respeitado, amado e odiado. Seria loucura da minha parte se o “rolo compressor” da zombaria não estivesse no primeiro lugar. Só uma dica: Se vai beber com Rubinho, leve dinheiro, pois boas risadas custam alguns Reais... logicamente bem investidos.

Obs.:
Merecem ainda minhas reverências etílicas Leivinha Oliveira (O Estadão), Yalle Dantas (Seplan), Luciana Oliveira (TudoRondônia), Paulo Andreoli (Rondoniaovivo), Marcela Ximenes (RedeTV e Diário da Amazônia), Nara Vargas (Prefeitura), Eric Angelin (Viamazônia.com), Valbran Jr. (Diário da Amazônia), Robson Oliveira (agora, advogado), Roberto Kuppé (mesmo em Brasília), Sérgio Pires (Decom), Marcos Grutzmacher (Sinjor), Valmir Miranda, Maríndia Moura (TV Rondônia), Rubson Luiz (O Rondoniense), Carlos Henrique Ângelo (Dnit) e Gessy Taborda (Tribuna de Rondônia).

Mas na quarta-feira eu quero amanhecer lá na Praça Rondon, iá, iá...

Embora a última sexta-feira tenha sido considerada medonha para minha vida pessoal, para os demais porto-velhenses o clima de festa já era real. Naquela noite, a Banda dos Imigrantes começou a festa de Momo na Capital de Rondônia e deu sinal de que a folia deste ano deve ser uma das mais concorridas de todos os tempos.
É de dar medo o número de atividades festivas que acontecerão até a próxima quarta-feira, quando acaba o Carnaval.
Dizem que já são mais de 20 atrações para um público que adora festas. Obviamente não lembro de todas, até porque não sou do tipo que vive de folia. Apesar de os foliões não contarem mais com os saudosos bailes do Botafogo e Círculo Militar e este ano a família Camurça ter decidido não realizar o Carnaval da Praça, vejam a lista a seguir e me digam se não é muita zueira para o povão que vive reclamando de não ter dinheiro, emprego e ser ameaçado pela falta de segurança e perspectivas de um futuro melhor.

Banda dos Imigrantes (Desfilou na última sexta-feira, 09)

Até que o Dia Amanheça (Novo bloco, do bairro Mocambo. Desfilou no último sábado, 10)

Saio do 4 e Volto de 4 (Novo bloco, do bairro 4 de Janeiro, desfilou na quarta-feira, 14)

Galo da Meia Noite (Desfila nesta quinta-feira, 15)

Bloco do Alho (Desfila na sexta-feira, 16)

O Canto da Coruja (Desfila pelas ruas do Areal, também nesta sexta, 16)

Banda Do Vai Quem Quer (Sábado de Carnaval, 17, e abre oficialmente a folia na cidade, segundo decreto assinado pelo então prefeito Chiquilito Erse)

Bloco Rio Kayary (Desfila no Domingo, 18)

Bloco do Sintero (Desfila logo atrás do Kaiary, 18)

Arerê & Cia (Acho que desfila dois dias, inclusive no domingo, 18)

Accuneraa (Não sei do que se trata, ainda, mas sei que existe)

Pirarucu do Madeira (Fecha a folia com o desfile da terça-feira, 20)

Desfile das Escolas de Samba (Acontece no domingo e na segunda-feira, 18 e 19)

Carnaval da Quéops (Três noites)

Kabana’s (Três noites)

Devemos considerar ainda que este ano (parece) os blocos Tô Nessa (antigo BaréFolia) e Tô Nem Aí (do delegado Antônio Felício) não vão desfilar. Mas e se eles desfilassem?

Portanto, haja energia, disposição e dinheiro para investir nesse período de pura fantasia, alegria passageira e muita lascívia e exageros.
Dizem que o mês em que mais nascem crianças no Brasil é em novembro. Agora conte de novembro para fevereiro e verá que são nove meses. Por que será?
Bem, isso não importa. O que vale agora é curtir a festa com equilíbrio, bom senso e segurança, sem extrapolar nas despesas, bebedeiras e nas conseqüências da libido perturbadora.
Como diz a letra daquela música da Banda Do Vai Quem Quer: “... mas na quarta-feira eu quero amanhecer lá na Praça Rondon, ia, iá...”

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

A Justiça e a violência musical


O último clássico entre os times de Flamengo e Botafogo, pelo Campeonato Carioca 2007, no último domingo, foi marcado pelos protestos de ambas as torcidas que, num gesto de humanidade e revolta, pediram Justiça para a família do pequeno João Hélio, que foi arrastado por mais de sete quilômetros no carro de seus pais, veículo que acabara de ser assaltado por bandidos maiores e menores de idade. O crime chocou o Brasil e, assim como as duas torcidas cariocas, resolvi colocar a mensagem “Justiça, Justiça, Justiça” no meu MSN.
A colega Sandra Santos (foto), famosa jornalista de Porto Velho e uma das mais talentosas apresentadoras e radialistas que já vi na vida, ao saber do que se tratava minha mensagem, foi enfática: “Sabe quando a violência vai começar a diminuir? Quando os hipócritas deixarem, de existir. E isso não acontecerá”.
Sandra, num súbito acesso de revolta, fez um desabafo que, a meu ver, tem tudo a ver. Para ela, a violência vem crescendo no país por conta da demagogia latente em todos os cantos e esferas da sociedade e a música é uma das que mais faz essa veterana radialista ficar enojada com alguns artistas que, em seu sucesso, exaltam a utilização gratuita de drogas e, logo adiante, têm a cara de pau de ir à televisão pedir paz e amor, numa cara de pau deslavada.
“...quando os pseudomoralistas e donos da razão deixarem de pensar que a maconha não faz mal algum e que maconha é coisa de gente intelectual, como se artista é quem soubesse das coisas. Ora, uma coisa puxa a outra. Quem fuma maconha dá uns pegas na cocaína e quem dá uns pegas na cocaína e na maconha está contribuindo para o aumento da violência”, diz a morena.
Sandra, portanto, acredita que não adianta fazer discurso demagógico, pois “quem é vítima da violência alimenta ela”.
Sandra Santos menciona o ex-vocalista da banda Planet Hemp, Marcelo D2, como um exemplo claro da hipocrisia musical, pois o mundo sabe que, por várias vezes, o Planet Hemp teve seus shows proibidos pela Justiça porque fazia apologia à maconha e seu público sempre era formado, boa parte, por menores de idade.
“Aquele filho da p... ensina os adolescentes a fumar maconha e agora o filho dele está tocando com ele. Porque ele não chama a banda dele de Planeta Maconha e coloca o filho para cantar?
Ela cita ainda o medalhão pop/polêmico Lobão para exemplificar o câncer musical que amplia a cultura do ilícito. “Esses desgraçados ensinam nossos filhos a fumar maconha dizendo que ela é um barato, mas esquecem que eles (os artistas) não serão chamados de caretas assim como quem compra 1 grama e, em seguida, será o responsável pela compra de outra arma que irá parar na mão de uma outra pessoa que vai te assaltar e, quem sabe te matar. A violência é fruto de uma cadeia de acontecimentos criada, muitas vezes, pela demagogia de alguns artistas que só prestam para ganhar dinheiro em cima da ingenuidade das pessoas”, finalizou a jovem.
Alguém discorda?

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Notas novas

Búúúú!
Momento Espiritual volta à Assembléia Legislativa. Esse é o título de uma matéria que vi há algumas horas num site local. Ao ler o teor da matéria, percebi que não era o que pensava. Já estava imaginando que haveria sessões espíritas para acabar de vez com os fantasmas da Casa de Leis. Arre égua!

O médico e o monstro
O deputado Dr. Alexandre Brito parece que realmente comprou briga com alguns sindicatos, não se sabe o por que até agora. A única coisa que se sabe é que o médico que foi eleito aqui em Porto Velho deve ter tomado alguma fórmula que o transformou num monstro que cospe fogo contra sindicalistas. Mas, espere aí: O que um deputado estadual tem a ver com sindicatos? Não era para ele estar fiscalizando outras coisas? Esse médico faz um bem danado, não?

Tristeza, por favor vá embora...
Por falar em demissões, é caótica a situação de centenas de pessoas que foram literalmente “pro vinagre” após a canetada do novo presidente da Assembléia Legislativa. Ninguém esperava isso, principalmente quem estava ali todos os dias trabalhando. Mas, depois que foram identificadas as conversas escabrosas de negociatas entre os novos deputados, não se podia esperar outra coisa afinal, a corda sempre quebra do lado mais fraco.

O Aprendiz
O intertítulo acima sugere que Neodi Carlos gosta mesmo de imitar gente que adora demitir. Primeiro ele mandou pra rua um monte de gente sem nem mesmo ver quem trabalhava ou não, como fez o ex-governador José Bianco, que adorava um bom scotch. Mas já repararam que Neodi também tem certa semelhança com Roberto Justus? O jeito estiloso, os cabelos brancos e uma charmosa tirania que só engana o povão realmente fazem lembrar o mega ricaço que, num reality show conhecido, adora dizer: “Você está demitido!” Veja o que os votos de vocês, caipiras, fizeram.

A casa caiu 3
Voltando a falar de demissões... não, não vamos mais falar sobre esse assunto que incomoda tanta gente, não é mesmo?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Jornalistas querem resgatar o Bloco das Piranhas

Um grupo de jornalistas de Porto Velho, liderados por Paulo Andreoli, começou a estudar um projeto de “reviver” o bloco de sujo mais antigo ao lado da Banda Do Vai Quem Quer. Trata-se do Bloco das Piranhas, tradicionalmente formado por jornalistas de Rondônia que saem no circuito da Banda travestidos de mulher.

Atualmente, além de Andreoli, compartilham da mesma idéia os jornalistas Marcos Henrique “Tóia”, Rondineli Gonzalez, Carlos Terceiro, Rosinaldo Machado (o presidente vitalício do bloco), Rubens Coutinho (o eterno vice-presidente), o fotógrafo Ney Cunha (que será a noiva do bloco para homenagear o saudoso Sérgio Valente), Rostand Agra, Lucivaldo Souza, Robson Oliveira, Nonato Cruz, Leivinha Oliveira, Paulo Ricardo, Marcelo Reis, Marcos Grutzmacher e a “troupe” de assessores de imprensa do Tribunal de Justiça, que nos últimos anos tem mantido acesa a chama do bloco mais irreverente e o único que tem a permissão do general Manelão para desfilar dentro da Banda.

P.S.: Trata-se apenas de uma brincadeira mas, infelizmente, tem gente que não sabe nada sobre nada neste mundo...

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Me formando em revolta plena

O que eu li ontem sobre a extensão do curso de Jornalismo da Unir de Vilhena para o campus de Cacoal poderia deixar muita gente feliz, principalmente àqueles que juram que jornalista é uma profissão valorizada e bem remunerada neste Estado. Mas eu não fiquei feliz! Primeiro porque se em Vilhena e em Cacoal o curso é aplicado gratuitamente pela faculdade federal, mesmo que de forma capengada, por que em Porto Velho, a Capital do Estado e localidade onde eu moro isso não acontece? Honestamente é uma notícia para tirar qualquer cidadão de sério, principalmente porque aqui está a maior população do Estado, os melhores e mais antigos jornalistas e também instalado o sindicato da categoria. Tudo bem que o Sinjor está tentando (finalmente) trazer o curso para a Unir daqui, mas a falta de interesse dos políticos e dos próprios postulantes à vaga de escribas é irritante. Cadê a droga do prefeito, dos representantes de empresas jornalísticas, da iniciativa privada e da sociedade em geral para exigir a imediata instalação do curso de Jornalismo para quem não pode pagar às malditas faculdades caça-níqueis? Enquanto isso, o Sinjor vive tentando enaltecer uma promoção fraudulenta para gente que poderia gostar de migalhas e esmolas feita pela Uniron. Com a Faro a situação é mais vexatória pois nem mesmo tem o seu curso reconhecido pelo Mec, como assim exaltam alguns enganados que passaram quatro anos esquentado as bundas naquela droga e agora sequer têm a garantia de assegurar o título de jornalista. Ora, façam-me um favor todos aqueles que não quiserem o curso de Jornalismo na Unir de Porto Velho: Vão pro inferno e levem toda sua família junto!!!!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Banco do Brasil agora tira de quem acaba de perder tudo

Não é só a questão das imensas e revoltantes filas que faz com que a população brasileira credite ao Banco do Brasil o título de pior instituição financeira. É que agora o BB também pratica a cobrança de taxas que deixariam a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (a Martaxa Suplicy) , morta de vergonha.

São movimentações financeiras suspeitas e que nunca são bem explicadas para os correntistas e usuários comuns.

Um claro exemplo do que pode ser chamado de “imoral” e é abertamente colocado em prática pelo BB aconteceu com o jovem diagramador e micro empresário Aziz Rahal Neto.

Ele foi assaltado às 00 horas do último dia 27 de janeiro, em seu estabelecimento comercial – um restaurante – na zona Central de Porto Velho. Os três bandidos chegaram ameaçando a ele, sua mulher e mais três funcionários que já estavam fechando o estabelecimento. De lá, eles levaram todos os documentos da empresa e das pessoas assaltadas. De Aziz, além de documentos pessoais, levaram também talões de cheque e cartão de crédito.

Até aí poderíamos considerar mais um dos milhares de casos que aumentam as estatísticas de violência urbana da cidade. Mas Aziz pode ser considerado um homem assaltado duas vezes seguidas, mesmo não sendo pelas mesmas pessoas.

Ao ir para a agência da Presidente Dutra do BB, Aziz pediu para sustar os talões roubados e anular qualquer movimentação através de cheques e do cartão.

Só que, uma semana depois, quando foi buscar o cartão novo solicitado à época, o jovem de 24 anos teve a péssima surpresa de identificar, no extrato, o desconto de R$ 157, 50, referente a uma tal Tarifa Contra Ord., que seria relacionada ao serviço de anulação dos cheques.

“É um absurdo. Um abuso, uma imoralidade. Já tinha sido assaltado por bandidos e, logo adiante, fui assaltado por quem deveria proteger minhas finanças”, disse Aziz, revoltado.

Essa é apenas mais uma amostra do que o Banco do Brasil pode e vai fazer com você, brasileiro. Nessas horas, volto a dizer que daqui a pouco não tem como você seguir com sobriedade e não tomar uma atitude drástica e botar quebrando essas agências que mais parecem “indústrias do ódio alheio”.

Só mais um trago, por favor...


Em nenhum momento da minha vida pregressa me orgulhei de fumar desde os 13 anos de idade e, agora, beirando os 30, não o faço e nem planejo fazer. Sei, assim como o mundo inteiro, que o cigarro faz mal para a saúde e complica até mesmo minha vida social. No entanto, se tenho uma coisa que adoro fazer é enaltecer a minha personalidade forte, legítima e inabalável (a maioria das vezes). Portanto, se alguma mulher que supostamente faz parte de alguma suposta lista de pretendentes deste blogueiro estiver lendo este post, tenha a certeza, a partir de agora, que sou um fumante inveterado e, mesmo tendo um sonho de parar com esse vício algum dia, ainda não vou me dobrar a simples pedidos, sugestões ou até mesmo determinações para eu cessar esse autoflagelo tabagista. Vou parar quando eu assim o quiser. Quem manda em mim sou eu e não vou deixar de fumar por causa de ninguém. É como minha mãe sempre diz: “Gostem de mim do jeito que eu sou”. Se não for assim: “Próxima!”

Sintero, enfim

Não gosto de elogiar sindicatos, e o Sintero, que há anos vejo ter um suporte grande da mídia, nunca foi o meu favorito. No entanto, quero deixar bem latente aqui a surpresa agradável que estou tendo este ano com o sindicato comandado pela loira Claudir Mata, que agora lança um bloco carnavalesco com uma publicidade bem feita e a promessa de um desfile despojado e muito alegre. O abadá e toda a estrutura apresentada até agora mostram que o Bloco do Sintero pode ser um dos melhores e mais organizados da região. Esse parece valer a pena pagar pra ver.

Alegria tamanho família

Podem falar o que quiser, jogar confetes para os outros que são mais “inflamados” e dizer em alto e bom som que participa plenamente do que já é popular demais. A verdade é que o ensaio do bloco Rio Kaiary é, definitivamente, uma festa feita para a família, com segurança e músicas de bom gosto. O desfile do dia 18 de fevereiro deverá ser o mais redentor deste que já é considerado um bloco do “coração portovelhense”, mesmo sendo ainda muito novo.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Um dia de fúria no pior banco do Brasil

Definitivamente enfrentar uma fila em qualquer agência do Banco do Brasil instalada em Porto Velho é um teste dos limites da paciência humana. Em mais uma empreitada em busca de receber os malfadados caraminguás daqui e dali, novamente tive que passar por um teste de fogo em um ambiente tomado pela humilhação que os banqueiros e bancários impõem aos seus usuários e clientes. É horrível ter que passar quase (ou mais de) duas horas seguidas em pé, somente para passar pouco mais de dois minutos na boca do caixa. Toda vez é assim: Você entra num lugar quente, lotado de gente numa fila que não pára de crescer (mas pára de andar o tempo todo) e não se sabe nunca quando algum desgraçado da instituição vai aparecer para resolver o problema da falta de caixas (os funcionários). É terrível e, com a demora, começa o bate boca entre pessoas e bancários, pessoas irritadas, com os nervos à flor da pele. No horário de almoço a coisa piora, pois os poucos caixas que ainda trabalham, começam a se revezar para ir “pegar o rango”. Assim, o que parecia ser ruim fica muito pior e a revolta das pessoas que estão há horas esperando por um simples atendimento aumenta consideravelmente. Logo o clima fica tão pesado que as pessoas começam a gritar e exigir que alguém faça algo, que novos empregados sejam contratados para o atendimento e que isso não se repita. Perda de tempo! A fúria coletiva começa e os caixas ficam sob ameaça de serem vítimas de um quebra-quebra generalizado. Mulheres feias, homens barrigudos e mal arrumados (e com o som de velhos rabugentos e grandes crianças de colo ao fundo) arrotam a cólera e prometem fazer algo para chamar a atenção. Mas, ainda assim, ninguém aparece com a solução e, novamente, mais uma manhã e um início de tarde vão embora sem que o problema seja declarado resolvido.
É realmente de dar ódio! Cada vez que vou ao Banco do Brasil eu saio de lá com a vontade de sair como o personagem William Foster (Michael Douglas) em “Um Dia de Fúria”, de 1993. É que esses probleminhas do dia a dia, quando em excesso, podem transformar o cara mais amável do mundo num “serial killer” de uma hora pra outra.
Juro que vou comprar um taco de beisebol e uma escopeta para mim da próxima vez que for ao BB... e que Deus tenha piedade de mim e das pessoas.